Fonte: : Globo Rural on line, 7/11/2005
José Hamilton Ribeiro nasceu na cidade de Santa Rosa do
Viterbo, nordeste do Estado de São Paulo, em agosto de 1932.
A vocação para o jornalismo começou na adolescência,
quando participou do grêmio estudantil e dirigiu do jornal da
escola.
Começou sua carreira como jornalista aos 20 anos de idade. Em
1955, entrou na Faculdade de Jornalismo da Cásper Líbero, em
São Paulo. No mesmo ano, atuou como repórter do jornal
"O Tempo" de Hermínio Sachetta. Em 1956, foi
repórter da Folha de São Paulo. Em 1962, virou redator-chefe
da revista Quatro Rodas da Editora Abril, pela qual recebeu
por duas vezes o Prêmio Esso de Jornalismo, um em 1963 e
outro em 1965.
No ano de 1964, tornou-se Bacharel em Direito. Em 1966, foi
repórter e editor-chefe da Revista Realidade da Editora Abril.
Ganhou três Prêmios Esso de Jornalismo pela revista
Realidade nos anos de 1967, 1968 e 1970.
Em 1968, foi correspondente de guerra no Vietnã. Em uma de
suas reportagens durante essa cobertura, perdeu uma perna,
despedaçada na explosão de uma mina, mas o acidente não o
deteve e ele continuou a exercer seu notório saber de
repórter.
Em 1969, recebeu mais um Prêmio Esso de Jornalismo
individual. Lançou o livro "O Gosto da Guerra" em
1969. Foi repórter da revista "Veja" em 1972. Em
1973, foi professor da Faculdade Cásper Líbero. Lançou o
livro "Pantanal, Amor-Baguá" em 1974. Em 1975, foi
diretor de "O Diário" de Ribeirão Preto. Em 1977,
foi diretor do jornal "Dia e Noite" de Rio Preto, no
qual ganhou mais um Prêmio Esso de Jornalismo.
Durante a época de censura e da ditadura militar, José
Hamilton deixou a cidade de São Paulo e foi implantar novas
tecnologias (computação e impressão off-set) nos jornais do
interior.
Em 1978, ganhou o Prêmio Telesp de Jornalismo. Foi editor-chefe
de Jornalismo na TV Tupi. Em 1979, foi diretor do "Jornal
de Hoje" de Campinas. Lançou o livro "Senhor -
Jequitibá" em 1979.
Em 1981, foi repórter do programa Globo Repórter, da TV
Globo, e em 1982, passou a ser repórter do programa Globo
Rural, que está até hoje. No mesmo ano, recebeu o Prêmio
Wladmir Herzog de Direitos Humanos. Foi editor-chefe da
revista "Globo Rural" em 1985 e em 1986, ganhou o
Prêmio J. Reis de Jornalismo Científico. Em 1990, tornou-se
membro da Comissão de Avaliação da ECA-USP. Em 1992,
participou do projeto "Notório Saber" em Jornalismo
da Universidade Federal de Santa Catarina. Lançou o livro
"Gota de Sol" sobre a laranja em 1992.
Em 1993, venceu o concurso de professor titular na
Universidade Federal de Santa Catarina. Ganhou o Prêmio da
Confederação Nacional da Agricultura (Jornalismo) em 1995.
No ano seguinte, recebeu o título de Cidadão
Sul-Matogrossense. Lançou o livro "Vingança do Índio
Cavaleiro" em 1997. Em 1998, lançou "Jornalistas
37/97". No ano 2000, ganhou o Prêmio "Cláudio
Abramo de Telejornalismo". Em 2004, ganhou o Prêmio
Embratel de Jornalismo" e, este ano, ganhou o Grande
Prêmio Revista Imprensa - CEF-2005.
A obstinação e o prazer pela busca da informação somados a
um texto invejável fazem de suas reportagens verdadeiros
exemplos de jornalismo.