Ano 5, N. 56 - 01 de outubro de 2005

                                                                              

                                     

                

 

Novo livro do coordenador do NEHIB 

 

O jornalista e professor Luís Guilherme Pontes Tavares, coordenador do Núcleo Baiano de História dos Impressos e do GT de História da Mídia Impressa da Rede Alfredo de Carvalho, lançou no último dia 15 de setembro o livro Nome para compor em caixa alta: ARTHUR AREZIO DA FONSECA, cujo texto é a sua tese de doutoramento defendida em 2000 na FFLCH/USP. O evento foi realizado na Fundação Luís Eduardo Magalhães, em Salvador. A publicação, patrocinada pela Empresa Gráfica da Bahia – Egba –, integra a programação dos 90 anos da inauguração dessa instituição.

O baiano Arthur Arezio da Fonseca (1873-1940) foi o primeiro diretor industrial da Empresa Gráfica da Bahia (antiga Imprensa Oficial do Estado e, depois, Imprensa Oficial da Bahia). Distinguiu-se como autor de cinco livros técnicos, dentre os quais o Diccionario de termos graphicos, publicado em 1936, obra pioneira no mundo lusófono. Arthur Arezio começou a trabalhar como tipógrafo com 14 anos e só deixou a labuta em oficina gráfica, dias antes de sua morte, por causa do agravamento de doença que o atormentou ao longo da vida.

A Empresa Gráfica da Bahia foi inaugurada em 07 de setembro de 1915, porém Arthur Arezio começou a trabalhar ali três anos antes, pois coube-lhe o planejamento físico e a escolha dos equipamentos das oficinas gráficas. Em 1912, quando foi convocado para a tarefa pelo governador J. J. Seabra, ele era profissional feito e reconhecido, com dois livros publicados – Serões typographicos (1905) e Esboço typográfico (1907) –, a edição da Revista Typographica (1897) e da revista Malagueta (1897-1898), a propriedade da Officina Xilo-typographica de Arezio & Carvalho e a colaboração com diversos periódicos, dentre os quais a Revista da Associação Typographica Bahiana.

Arthur Arezio, portanto, trabalhou para a Egba durante 28 anos. No período, não descuidou de suas iniciativas pessoais, tais como a revista Phenix (1918), Artes e Artistas (1920-1924), periódico pioneiro na Bahia na divulgação do cinema (estudado pela professora doutora Angeluccia Bernardes Habert, que, a propósito, publicou em 2002 o livro A Bahia de outr’ora, agora) e Nossa Terra (1925). Em 1916, publicou o livro Machinas de Compor; em 1925, o livro Revisão de provas typographicas, seu título mais vendido por muitos anos, e, por fim, o Diccionario, de 1936, obra premiada e recebida com aplauso pelos críticos literários da época.

Além do lançamento de Nome para compor em caixa alta: ARTHUR AREZIO DA FONSECA em 15 de setembro na Fundação Luís Eduardo Magalhães, houve o pré-lançamento no final da tarde do dia 9 para os funcionários da Egba, ocasião em que o Luís Guilherme disse algumas palavras sobre o empreendedor Arthur Arezio da Fonseca, o operário gráfico que a Salvador do seu tempo tratava como intelectual. Após o dia 15, o livro será comercializado pela própria Egba (71 3116 2800) e pela Edufba (71 3263 6159).

                             

                                                                                                                          

 

 

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