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Museu da
Notícia vai desafiar o cidadão
comum a ser jornalista por um dia
Enrique Rubio
Washington, 25 maio (EFE).-
Experimentar um dia no papel de jornalista, esta é a proposta
do Newseum, um grande museu que será inaugurado em 2007 entre a
Casa Branca e o Capitólio.
No país de repórteres como Bob
Woodward e Carl Bernstein, jornais como The New York Times
e The Washington Post, da rede CNN, e no qual até
Super-Homem exerce o ofício, a admiração e o receio que a
profissão exercem sobre o público ficarão materializadas em
pleno coração da capital americana.
O Museu, uma enorme estrutura de
cimento armado chamado de Newseum (trocadilho em inglês entre
"news", de notícias, e "museum", de museu),
é a continuação de uma instalação anterior que ficava em
Arlington, a poucos quilômetros de Washington, e que fechou
suas portas em 2002.
Três vezes maior que o anterior,
o objetivo do Newseum é permitir que o visitante assuma por um
dia o papel de um jornalista, mas sem a pressa para entregar uma
notícia, a angústia de uma transmissão ao vivo ou dos
imprevistos técnicos para enviar uma crônica.
Entretanto, ninguém poderá
fugir da avaliação do editor, que elogiará ou criticará o
"jornalista por um dia", explicou à Efe a diretora de
Exibições Internacionais do museu, Susan Bennet.
Ao longo de 12 galerias, o "repórter"
poderá apresentar a previsão do tempo, narrar uma notícia
diante das câmeras e repassar os destaques do dia na abertura
de um telejornal.
Além disso, o museu reúne parte
da história recente.
Uma galeria é dedicada ao Muro
de Berlim, símbolo da separação entre o bloco comunista e o
Ocidente. Em outra parte, são exibidos o maior pedaço do muro
exposto fora de Berlim e uma torre de vigilância do mesmo,
disseram os diretores.
O museu também apresenta a
evolução histórica do jornalismo desde a época dos escribas
egípcios até a CNN, passando pela Bíblia de Guttenberg, da
qual conserva um exemplar, assim como uma carta de Cristóvão
Colombo e documentos de Ernest Hemingway.
No exterior é exibida uma
gravura de mais de 20 metros com as 45 palavras da primeira
emenda da Constituição americana, que defende a liberdade de
expressão, de imprensa e de religião.
Porém, o Newseum não quer
causar impacto apenas com seu conteúdo.
O arquiteto James Polshek, autor
entre outros da Biblioteca Clinton, em Arkansas, projetou um
edifício com amplos espaços, grandes vidraçarias e com
algumas referências ao Centro Pompidou, de Paris.
Por causa de sua localização
privilegiada, no meio da famosa avenida Pensilvânia - que une o
poder legislativo dos EUA, o Capitólio, com o executivo, a Casa
Branca -, a expectativa é que o Newseum se torne um novo centro
turístico.
A construção terá um custo
total de US$ 435 milhões, financiados na maior parte pela
empresa Freedom Fórum.
No entanto, o diretor-executivo
da companhia, Joe Urschel, anunciou ontem que o museu recebeu
uma das maiores doações conjuntas dos veículos de
comunicação em toda a história.
Um total de oito corporações e
famílias ofereceu US$ 52 milhões para o novo museu, que tem o
objetivo de atrair mais de um milhão de visitantes por ano.
© Agencia EFE
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