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Ano 8, N. 286 - São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil – outubro de 2006

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Imprensa chinesa é proibida de noticiar escândalo político


Fonte: Agência EFE

O departamento de propaganda do Partido Comunista da China (PCCh) ordenou à imprensa nacional que não escreva sobre a recente destituição, por corrupção, do principal dirigente do partido em Xangai, informa hoje o jornal independente "South China Morning Post". Uma circular do PCCh determina discrição a respeito da cassação e do possível julgamento de Chen Liangyu, ex-secretário do partido em Xangai e membro do Comitê Central. 

A imprensa só poderá usar as breves notas da agência oficial "Xinhua". O escândalo político, um dos maiores da última década, é interpretado por muitos como uma jogada do presidente Hu Jintao para eliminar Chen, um dos últimos aliados do ex-presidente Jiang Zemin na cúpula comunista. 

A circular acrescenta que "exageros e especulações devem ser proibidos" e os jornais devem se limitar às versões da "Xinhua", nas quais o caso é simplesmente visto como uma mostra da luta do Governo contra a corrupção. A censura pode ter grandes conseqüências políticas na sessão anual do PCCh, em outubro. Ela também vale para os sites e os foros de discussão pela internet, segundo o "South China Morning Post". 

"Nenhum artigo ou comentário na internet deverá especular ou falar de discórdia entre atuais líderes e seus antecessores, ou entre líderes do Governo central e locais", diz a circular do departamento de propaganda. A imprensa independente e a estrangeira falam com freqüência da suposta má relação entre Hu e Jiang. O atual presidente estaria sendo impedido de aplicar algumas de suas políticas devido à influência do ex-presidente no Governo. 

Com a chegada de Hu ao poder, em 2003, a censura aumentou, principalmente na internet. Este mês, uma nova lei ordena às agências de notícias estrangeiras que se submetam à censura prévia antes de enviar informações aos meios de comunicação chineses.

 
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Publicação mensal da Cátedra Unesco/Metodista de
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