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Imprensa
chinesa é proibida de noticiar escândalo
político
Fonte:
Agência EFE
O
departamento de propaganda do Partido
Comunista da China (PCCh) ordenou à
imprensa nacional que não escreva sobre a
recente destituição, por corrupção, do
principal dirigente do partido em Xangai,
informa hoje o jornal independente "South
China Morning Post". Uma circular do
PCCh determina discrição a respeito da
cassação e do possível julgamento de
Chen Liangyu, ex-secretário do partido em
Xangai e membro do Comitê Central.
A imprensa
só poderá usar as breves notas da
agência oficial "Xinhua". O
escândalo político, um dos maiores da
última década, é interpretado por
muitos como uma jogada do presidente Hu
Jintao para eliminar Chen, um dos últimos
aliados do ex-presidente Jiang Zemin na
cúpula comunista.
A circular
acrescenta que "exageros e
especulações devem ser proibidos" e
os jornais devem se limitar às versões
da "Xinhua", nas quais o caso é
simplesmente visto como uma mostra da luta
do Governo contra a corrupção. A censura
pode ter grandes conseqüências
políticas na sessão anual do PCCh, em
outubro. Ela também vale para os sites e
os foros de discussão pela internet,
segundo o "South China Morning Post".
"Nenhum
artigo ou comentário na internet deverá
especular ou falar de discórdia entre
atuais líderes e seus antecessores, ou
entre líderes do Governo central e
locais", diz a circular do
departamento de propaganda. A imprensa
independente e a estrangeira falam com
freqüência da suposta má relação
entre Hu e Jiang. O atual presidente
estaria sendo impedido de aplicar algumas
de suas políticas devido à influência
do ex-presidente no Governo.
Com a
chegada de Hu ao poder, em 2003, a censura
aumentou, principalmente na internet. Este
mês, uma nova lei ordena às agências de
notícias estrangeiras que se submetam à
censura prévia antes de enviar
informações aos meios de comunicação
chineses.
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