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América
Latina: Entidade Ibero-americana de
Imprensa (SIP) condena repressão à
liberdade de imprensa na Venezuela
Fonte:Redação
Portal IMPRENSA

A 62ª
Assembléia da Sociedade Ibero-americana
de Imprensa (SIP, na sigla em espanhol)
foi inaugurada oficialmente no dia 02/10,
dando destaque às dificuldades dos
jornalistas para exercer sua função e
advertindo para o fato de que a Venezuela
anda "no caminho de Cuba" na
repressão à liberdade de imprensa.
"Preocupa-nos que a Venezuela siga o
caminho de Cuba", disse Diana Daniels,
presidente da SIP, ao inaugurar na Cidade
do México os trabalhos da 62ª Assembléia
Geral da organização.
Na presença do presidente mexicano,
Vicente Fox, Diana Daniels, do jornal
americano The Washington Post, chamou a
atenção para os riscos enfrentados pelos
jornalistas no México, o mais perigoso
para os profissionais do ramo depois da
Colômbia. "Esperamos que sua
administração encontre, nos dois meses
que lhe restam, os mecanismos que ajudem a
melhorar a tarefa do jornalista no país",
disse Daniels ao presidente Fox, lembrando
das agressões sofridas por comunidades
nos protestos de professores em Oaxaca
(sudeste) e os ataques a granadas contra
dois jornais de Cancún (leste).
O presidente Fox lembrou que sem liberdade
de expressão não existe democracia e que
quanto maior a liberdade de imprensa,
menor a interferência dos Estados.
"A democracia abriu caminho graças a
penas que enfrentaram os governos autoritários,
ditaduras, que levantaram a voz contra as
arbitrariedades", disse Fox, que no
entanto evitou falar do caso dos
comunicadores mexicanos vítimas de
ataques.
Ao falar da Venezuela, a presidente da SIP
garantiu que em recente visita ao país,
foram constatados "vários
impedimentos legais para o exercício da
liberdade de expressão" e que na
sociedade venezuelana também se está
criando um repúdio contra a mídia com o
lema "matem o mensageiro".
"Há oito semanas fomos para a
Venezuela com a expectativa de discutir
questões sobre a liberdade de expressão,
mas ninguém no governo venezuelano nos
deu a oportunidade de discutir o tema, nos
fecharam a porta", disse Daniels.
Nos trabalhos da SIP, o crime organizado,
especialmente o tráfico de drogas, foi
identificado como o principal grupo de
poder que atenta contra a liberdade de
expressão, enquanto no caso da América
Central, destacou-se a violência causada
por gangues conhecidas como "maras".
"No continente americano, a imprensa
é mais ou menos livre, mas temos que
reconhecer que em alguns países está
submetida a pressões e a maior parte não
provém dos governos, mas de gente que não
quer a imprensa, como o crime organizado
ou os funcionários corruptos", disse
por sua vez o secretário de Estado
adjunto americano, Thomas Shannon. Segundo
um relatório da SIP divulgado no domingo
passado, a América Latina é uma das regiões
mais hostis para o exercício jornalístico,
com nove comunicadores assassinados e um
desaparecido nos últimos seis meses.
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