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Claudia
Belfort
Fonte:
Bia Moraes
Nome:
Claudia Belfort Profissão:
jornalista Idade: 39 anos,
20 de profissão Onde está
agora: Chefe de redação do
jornal Gazeta do Povo, em
Curitiba Claudia Belfort é uma
pernambucana que construiu a maior
parte da carreira bem longe de sua
cidade natal - em Curitiba,
capital do Paraná, lugar onde
até já nevou por duas vezes. “Eu
gosto de frio”, diz Claudia. A
recifense, formada pela
Universidade Federal de Pernambuco
em 1990, que começou a trabalhar
em rádio quando ainda era
estudante, não diz, mas gosta de
desafios também. Entre o calor do
Nordeste e o frio da terra das
araucárias, lá se vão vinte
anos de carreira e muitos desafios
vencidos. Hoje, aos 39 anos, ela
é chefe de redação da Gazeta
do Povo, tradicional (e
grande) jornal do Paraná. E ainda
encontra tempo e muita
disposição para estudar
Filosofia. “É para alargar o
pensamento e não ficar fechada
só no mundo do jornalismo”,
explica.
“Naquele
tempo o estágio era regulamentado”,
recorda Claudia ao relembrar os
primeiros empregos, ainda na
época da faculdade, em Recife. A
então adolescente escolheu o
curso de Jornalismo porque
concluiu que era uma carreira onde
poderia ajudar muita gente. “Eu
pensava em fazer Serviço Social,
queria trabalhar na
ressocialização de presos.
Então percebi que pelo jornalismo
poderia ajudar mais a sociedade”.
Já na faculdade, buscou - e
conseguiu - o primeiro emprego, na
rádio Clube AM, cujo foco
principal era a notícia, e a
prestação de serviços e
orientação para a comunidade.
Ali fez de tudo um pouco,
especialmente em pauta e
produção.
“Desse
primeiro emprego em rádio, eu
trago até hoje o dinamismo da
profissão, e o objetivo de sempre
servir à população. O
jornalismo tem que ser assim,
voltado para as pessoas. Esse é o
meu norte, principalmente quando
preciso tomar decisões editoriais”,
avalia.
Ainda
estudando, Claudia trabalhou
também na TV Jornal do Commercio,
retransmissora do SBT em Recife;
na TV Pernambuco; e ainda fez
frilas para revistas (“Meu
sonho, quando escolhi Jornalismo,
era mesmo trabalhar em revistas”),
em outra rádio e na assessoria do
então governador pernambucano.
Depois de formada, “cavou” e
conseguiu ser contratada pelo Diário
de Pernambuco, impresso
pertencente à rede Diários
Associados e um dos mais antigos
jornais do Brasil. “Fui cobrir o
setor de Justiça, era muito
legal. Lá consegui dar muitos
furos”, recorda.
Em
seguida, a jornalista foi para a
sucursal recifense da Veja.
A princípio, na Vejinha, mas logo
surgiu a oportunidade de cobrir
férias de um repórter. “A
editora gostou do meu trabalho e
passei a trabalhar para a Veja
nacional”, conta. Nessa época,
Claudia também fez matérias
frilas para outras publicações
da Abril, como Claudia e Playboy.
A
mudança para o Sul foi em 1992.
Claudia estava atrás de
oportunidades fora da cidade
natal. “O pessoal de São Paulo
falava que onde havia vagas era em
Belo Horizonte ou em Curitiba.
Como eu gosto de frio, me mudei”,
explica. Já no comecinho de 93,
ela estava trabalhando para a
Vejinha na capital paranaense.
Depois, por um bom tempo, foi
repórter da sucursal da Veja
- no meio tempo, houve um período
como editora no jornal Indústria&Comércio,
que durou apenas três meses, pois
Claudia não aceitou os constantes
atrasos no pagamento de
salário.
Em
1994, Claudia Belfort ocupou
cargos em assessorias públicas.
Depois de trabalhar na campanha do
candidato a governador Jaime
Lerner, foi assessora de imprensa
do presidente da Fundação
Cultural de Curitiba, Geraldo
Pougy - o equivalente ao
secretário municipal de Cultura.
Em seguida, trabalhou na
secretaria de Comunicação Social
do governo Lerner. Mas já em 1996
partiu para uma nova empreitada e
abriu a empresa de assessoria de
imprensa Página 1, com o amigo e
sócio Umberto Miele (que continua
na empresa até hoje). Entre os
primeiros clientes da Página 1,
figuraram a New Holland, o
McDonald´s, o grupo Positivo e a
Flexiv.
Entre
98 e 2000, Claudia assumiu um
trabalho que ela relembra como um
dos que mais a satisfizeram até
então. A jornalista foi assessora
de comunicação da SPVS e nesses
dois anos, criou e implantou uma
série de projetos, iniciativas e
ações na ONG de proteção ao
meio ambiente. Comunicação
interna, comunicação dirigida
para empresários, ações de
integração e de
conscientização da população
através da comunicação são
alguns projetos que ela relembra
com carinho - além da pioneira, e
premiada, campanha para
recolhimento de baterias de
telefone celular, em parceria com
a TIM.
Já
no ano de 2000, Claudia foi
chamada pela jornalista Marleth
Silva - com quem havia trabalhado
na Veja em Curitiba - para
ajudar na implantação do portal
de notícias da Gazeta do Povo.
Até então, o jornal apenas tinha
sua versão impressa reproduzida
na internet, sem conteúdo online
próprio. Marleth comandou o
processo de implantação do
portal TudoParaná, do qual
Claudia era editora, e depois
passou para a redação do
impresso como coordenadora (editora-executiva).
Claudia, então, assumiu a
direção de jornalismo do
TudoParaná, já com a redação e
a equipe de jornalismo online
implantada. Foi em 2004 que ela
passou para a redação da Gazeta
do Povo, agora como chefe de
redação.
Sobre
a especialização em Filosofia,
que cursa nos finais de semana, e
as disciplinas que faz à noite
para tentar um mestrado, Claudia
diz que “é preciso, sempre,
lembrar que existe um mundo lá
fora, além da redação”. Para
ela, a Filosofia ajuda a “fazer
novas perguntas”. |