JBCC
Jornal Brasileiro de Ciências da Comunicação
Ano 6, N. 237 - São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil – 07 de novembro de 2003

Publicação da Cátedra Unesco/Umesp de 
Comunicação para o Desenvolvimento Regional

www.metodista.br/unesco

     
       Veja nesta edição:


Posse do novo Comitê da Cátedra Unesco

No próximo dia 10 de novembro, às 14h, na sala de Reuniões da Reitoria, tomará posse o novo Comitê da Cátedra Unesco/Umesp de Comunicação para o Desenvolvimento Regional. A atividade contará com a presença do Prof. Dr. Davi Ferreira Barros, Reitor da Umesp, que dará posse ao Comitê.

Para o triênio 2003/2006 a composição da Cátedra está assim definida: Equipe Consultiva - Integrada por personalidades legitimadas pelas comunidades acadêmica e profissional da área de Comunicação Social, das quais os Profs. Drs. Isaac Epstein e Sandra Reimão pertencem ao quadro docente da UMESP. Os demais integrantes são pesquisadores, profissionais ou empresários vinculados a outras instituições nacionais: Prof. Dr. Belarmino César Guimarães da Costa – Universidade Metodista de Piracicaba (Piracicaba – SP); Profa. Dra. Sonia Virginia Moreira – Universidade Estadual do Rio de Janeiro;  SP; Profa. Dra. Desirée Rabello – Universidade Federal do Espírito Santo; Jornalista Sérgio Gomes, Diretor da ONG Oboré Comunicações e Artes – SP;  Editor Antonio Costella,  Diretor da Editora Mantiqueira – Campos do Jordão – SP. Equipe Executiva - Integrada por docentes/pesquisadores/funcionários pertencentes ao quadro permanente da instituição-sede: Diretor Titular: Prof. Dr. José Marques de Melo; Diretora Suplente – Profa. Dra. Maria Cristina Gobbi, Assistente Acadêmica: Erika Nakano; Estagiárias: Adriana Crozariol e Larissa Didone.

A Cátedra Unesco/Umesp de Comunicação para o Desenvolvimento Regional está sediada desde 1996 na Universidade Metodista de São Paulo. A finalidade básica da Cátedra Unesco/Umesp é estimular o intercâmbio entre a academia e os setores empresarial/profissional. Voltada para os propósitos de formação no contexto universitário e na prática profissional de pesquisadores e estudiosos da comunicação, desenvolve suas atividades tendo por base o tripé que caracteriza o aprendizado, ou seja, “Ensino, Pesquisa e Extensão”.  Esses fatores têm permitido o desenvolvimento de um núcleo permanente de reflexão e ações sobre a área da Comunicação Social. As atividades realizadas pela Cátedra Unesco/Umesp têm contribuindo para a preservação das identidades culturais nacionais/regionais.

Inserida em um cenário global, pela amplitude das ações que realiza, mas, ao mesmo tempo, tem funcionado como articuladora e incentivadora dos processos comunicacionais ocorridos nas micro e macro regiões do Brasil e da América Latina, reforçando o nosso perfil regional de desenvolvimento.

A busca de respostas para questões que abrigam as diferenças entre as localidades e os constantes desafios de se constituir um espaço mais ou menos homogêneo, eleva a possibilidade de ações conjuntas e complementares nas áreas comunicacionais, tanto locais quanto regionais. O desafio desta transformação tem permitido ultrapassar as próprias fronteiras geo-culturais e visualizar um conjunto global de atividades, predominando o sentimento de cooperação e de integração regional.

É neste sentido que as ações desenvolvidas pela Cátedra Unesco/Umesp têm buscado consolidar e privilegiar o ensino, a pesquisa e a extensão.

A Cátedra Unesco/Umesp está instalada no campus Rudge Ramos, da Universidade Metodista de São Paulo, Brasil.

Na estrutura da Universidade, a Cátedra encontra-se vinculada à Reitoria da UMESP, sendo academicamente integrada ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social, da Faculdade de Comunicação Multimídia, interagindo também com as demais unidades de ensino da área comunicacional: Faculdade de Jornalismo e Relações Públicas e Faculdade de Publicidade, Propaganda e Turismo.

O Catedrático, Prof. Dr. José Marques de Melo é doutor em Ciências da Comunicação e livre-docente em Jornalismo pela Universidade de São Paulo, e Catedrático Unesco de Comunicação da Universidade Autônoma  de Barcelona (Espanha).

Para saber mais sobre a Cátedra Unesco/Umesp de Comunicação para o Desenvolvimento Regional consulte a home-page: www.metodista.br/unesco ou pelo e-mail: catedra.unesco@metodista.br 

Voltar para o menu de notícias


Simpósio comemorativo dos 25 anos da ALAIC

No próximo dia 17 de novembro, das 14h às 18h, em comemoração aos 25 anos da ALAIC – Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación, a Cátedra Unesco de Comunicação, em parceria com a ALAIC e com o Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo realizarão o Simpósio "O Pensamento Comunicacional Latino-Americano em Tempo de Integração Regional". A atividade será coordenada pela profa. Dra. Maria Cristina Gobbi (Cátedra Unesco/Umesp) e acontecerá no campus Rudge Ramos da Universidade Metodista de São Paulo.

Outras informações podem ser obtidas no site: www.metodista.br/unesco. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail: catedra.unesco@metodista.br, com Erika Nakano ou pelo telefone (11) 4366-5819.

Voltar para o menu de notícias


Chamada de Trabalhos para o Encontro 
"Sociedade do Conhecimento: aportes Latino-Americanos"

Em março de 2004 acontecerá o  VIII Colóquio Internacional sobre a Escola Latino-Americana de Comunicação - CELACOM, o V Encuentro de Enseñanza e Investigación de la Comunicación en los Países del MERCOSUR – ENDICOM e o I Seminário WACC sobre Propriedade Intelectual na América Latina. Os encontros terão como tema central "Sociedade do Conhecimento – Aportes Latino-Americanos" e serão realizados na Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo, SP, no período de 29 a 31 de março.

O CELACOM'2004 reunirá os três eventos e terá 3 painéis centrais que debaterão os temas: Sociedade da informação e exclusão cultural: a democratização do conhecimento; Do conhecimento erudito ao conhecimento popular: o papel educativo das indústrias de conteúdo e Propriedade intelectual: a coexistência entre dos interesses particulares com os direitos coletivos.

À tarde os pesquisadores e estudiosos poderão apresentar suas pesquisas nos 8 Grupos de Trabalhos: GT 1 - Comunicação Jornalística & Divulgação Científica; GT 2 - Comunicação Organizacional & Relações Públicas; GT 3 - Comunicação Mercadológica, Publicidade e Propaganda; GT 4 - Comunicação Diversional: Entretenimento, Lazer e Turismo; GT 5 - Comunicação Educativa e Pedagogia da Comunicação; GT 6 - Comunicação Sonora e Audiovisual; GT 7 - Comunicação Digital e GT 8 - Propriedade Intelectual.

Para os expositores de comunicações acadêmicas nos GTs  o prazo para envio dos resumos vai até o 9 de fevereiro de 2004. Os aceites serão enviados no 16 de fevereiro de 2004 e Os trabalhos completos deverão ser entregues até o dia 1 de março de 2004. O paper deve ser apresentado na forma de "Comunicação Acadêmica", incluindo bibliografia. Indicar, no início, título, nome do autor, instituição a que pertence, titulação, bem como um resumo de 10 linhas e três palavras-chave. O corpo do texto deve conter introdução, descrição da pesquisa, metodologia, análise dos resultados, conclusões e bibliografia. Dimensão: entre 10 a 15 páginas, tamanho A4, corpo 12, tipo Times New Roman, entrelinha 1,5, justificado, em Word. Os textos completos enviados no prazo regular serão incluídos nos Anais do Celacom 2004, sob a forma de CDRom

As inscrições para os ouvintes e debatedores podem ser feitas no período de 1 a 26 de março de 2004. Os interessados deverão preencher ficha de inscrição. Enviar como anexo para o e-mail: celacom@metodista.br.  

Realizado pela Universidade Metodista de São Paulo – Umesp; WACC – World Association for Christian Communication, Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social, Faculdade de Comunicação Multimídia,  Faculdade de Jornalismo e Relações Públicas, Faculdade de Propaganda, Publicidade e Turismo; em uma parceria da Rede MerComSur e do Jornal “Valor Econômico”, o encontro é organizado pela Cátedra UNESCO/UMESP de Comunicação.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail celacom@metodista.br ou pelo telefone (55 11) 4366-5819.  

Voltar para o menu de notícias


WACC E FIESP prestigiam debate sobre propriedade intelectual

A Cátedra UNESCO/UMESP de Comunicação para o Desenvolvimento Regional promoveu, na noite do dia 5 de novembro, no auditório do jornal VALOR ECONÔMICO, na cidade de São Paulo, debate sobre o tema "Propriedade intelectual e relações intelectuais".

Coordenado pelo Prof. Dr. José Marques de Melo, diretor da Cátedra, o debate contou com a presença do Vice-Presidente da FIESP, Dr. Carlos Roberto Liboni, bem como do Dr. Pradip Thomas, diretor do Programa de Estudos Globais da WACC - World Association for Christian Communication (Londres) e da Profa. Maria Elena Hermosilla (Presidente da WACC - América Latina), além da Profa. Dra. Maristela Basso (USP).

Estiveram presentes ao encontro vários agentes de comunicação eclesial procedentes do Chile, Guatemala, Peru e outros países latino-americanos, em visita à região metropolitana de São Paulo com a finalidade de participar da Assembléia Latino-Americana da WACC (São Bernardo do Campo, 6-10 de novembro de 2003). O auditório foi ainda constituído por estudantes e professores dos cursos de comunicação da UMESP, bem como de outras universidades paulistas.

O debate sobre relações internacionais foi o terceiro da série de três denominada "Seminário Valor Econômico / Metodista de Propriedade Intelectual & Desenvolvimento Sustentável", organizada conjuntamente por Carlos Eduardo Lins da Silva e Luciano Sathler Rosa. Os debates prévios aconteceram respectivamente no dia 27 de agosto (Pirataria) e 24 de setembro (Biotecnologia e Biodiversidade).

A finalidade do Seminário foi contribuir para o debate público sobre a Sociedade da Informação, objeto da Cúpula Mundial agendada pelas organizações internacionais aglutinadas em torno da ONU para Genebra, Suíça, no início do próximo mês de dezembro. O evento teve também a intenção de preparar a comunidade acadêmica para participar do CELACOM 2004 - Colóquio Internacional sobre a Escola Latino-americana de Comunicação, previsto para março do próximo ano no campus Rudge Ramos da UMESP, tendo como tema: "Sociedade do conhecimento: aportes latino-americanos". Informações: catedra.unesco@metodista.br.

Os debates realizados durante o Seminário sobre Propriedade Intelectual & Desenvolvimento Sustentável foram registrados amplamente no noticiário publicado pelo jornal Valor Econômico, edições de 28 de agosto, 25 de setembro e 6 de novembro.

Voltar para o menu de notícias


Cátedra UNESCO da Colômbia: titular em licença sabática

Através de comunicado difundindo nesta semana pelo Secretariado Permanente da ORBICOM - World Network of UNESCO Communication Chairs -, sediado em Montreal, Canadá, o Titular da Cátedra colombiana, Professor Jaime Gabriel Perez anuncia seu afastamento da Pontifícia Universidade Javeriana (Bogotá), para usufruir licença sabática. Durante sua ausência assumirá a direção da cátedra o Prof. José Miguel Pereira (jmpereira@javeriana.edu.co), pesquisador-visitante da UMESP durante o ano de 1999, quando aqui estive participando do IV CELACOM.

Sua monografia "Colombia: sociedad y comunicación - desafios en tiempos e globalización" foi publicado no Anuário Unesco/Umesp de Comunicação Regional, n. 3.

Voltar para o menu de notícias


Sociedade da informação: benção ou maldição

A sociedade de informação e o seu destino será o assunto central da cúpula da UNESCO no final deste ano, incluindo temas como novas tecnologias, novas dimensões da comunicação e novas oportunidades, principalmente nas áreas econômica, política e social.  Também será foco de debate a  ameaça de uma
exclusão digital em massa, a elitização das novas mídias e a concentração do poder na influência dos fluxos de informação.

A Fundação Konrad Adenauer e a ECA USP têm o objetivo de promover o debate sobre as novas mídias durante o workshop. Está prevista a apresentação de trabalhos de intelectuais convidados que contribuam, dentro das respectivas áreas, como reflexão sobre o tema.

Para mais informações: Fundação Konrad Adenauer - tel.: (021) 2220-5441, e-mail: filipa.richter@adenauer.com.br.

Voltar para o menu de notícias


1º Ciclo de Debates Metodista / Diário do Grande ABC

No dia 10 de novembro, a Metodista e o Diário do Grande ABC promovem o primeiro debate de uma série sobre cidadania. O evento será realizado no Salão de Leitura da Faculdade de Teologia, às 19h30, e discute, nesse primeiro encontro, o tema Cidadania – Um Brasil Sem Fome.

Os convidados para o evento são a coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns Neumann, indicada pela terceira vez ao Prêmio Nobel da Paz e o presidente da ONG Visão Mundial, Ariovaldo Ramos. Ambos são conselheiros do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (CONSEA).

Segundo uma pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas, o Brasil possui 50 milhões de habitantes com renda mensal inferior a R$80 (oitenta reais) per capita. De acordo com esse estudo, este é o valor mínimo necessário para que um indivíduo consiga se alimentar conforme as recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde), dentro dos preços praticados em São Paulo.

Durante o evento, serão apresentadas e discutidas ações de combate à fome realizadas no País e também o papel do Governo, da sociedade civil e das instituições do terceiro setor para erradicar a falta de alimentos nas comunidades carentes.

Em 2004, haverá mais oito eventos da série sobre Cidadania, sempre debatendo questões sociais do País. As inscrições para o debate podem ser feitas no site da Universidade Metodista: www.metodista.br.

Voltar para o menu de notícias


WACC realiza seminário sobre Direitos do Cidadão na Sociedade da Informação

Abaixo, transcrevemos a mensagem de Ana Cristina Suzina, diretora secretária da UCBC, sobre o seminário sobre Direitos do Cidadão na Sociedade da Informação, promovido pela WACC:

"Na segunda semana de novembro, entre os dias 6 e 9, acontece o seminário Direitos do Cidadão na Sociedade da Informação, promovido pela World Association for Christian Communication (WACC). O evento será realizado na Universidade Metodista de São Paulo, em São Bernardo do Campo, e abordará o direito do cidadão à informação e à comunicação, considerando as transformações ocorridas nos âmbitos político, econômico, tecnológico, cultural e comunicacional.

Durante o seminário, haverá palestras com profissionais brasileiros e internacionais, como Rosa María Alfaro, presidente do Conselho Diretor da Associação dos Comunicadores Sociais Calandria, do Peru; Damián Loretti, assessor da Associação dos Jornalistas para a Defesa do Jornalismo Independente, da Argentina; Víctor Van Oeyen, Coordenador de Pesquisa da Educação Radiofônica da Bolívia e Associação Latino Americana de Educação Radiofônica; entre outros. Além disso, haverá oficinas práticas sobre diversos temas.

Jornalistas interessados em participar dos debates podem se inscrever pelo telefone (11) 4366-5777 ou via e-mail (congresso@metodista.br) e serão isentos de pagamento da taxa de inscrição.
A programação completa está no site da Universidade Metodista de São Paulo (www.metodista.br na seção "Agenda".

Voltar para o menu de notícias


Metodista lança Cátedra Prefeito Celso Daniel de Gestão das Cidades

A Universidade Metodista de São Paulo promove, no dia 14 de novembro, o lançamento da Cátedra Prefeito Celso Daniel. O evento será no Salão Nobre do campus Rudge Ramos, às 19h30.

Durante a solenidade, o ministro das Cidades, Olívio Dutra, realizará uma Aula Magna sobre Conferência das Cidades. Estarão presentes também autoridades regionais, organizações públicas e privadas, comunidade acadêmica e pessoas da Sociedade Civil envolvidas com a questão da gestão de cidades.

A idealização da Cátedra Prefeito Celso Daniel teve apoio do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC. A proposta é conhecer e estudar as cidades contemporâneas pelos seguintes princípios: Gestões abertas à pluralidade sócio-cultural, Processo de avaliação contínua, Compartilhamento de experiências, Produção e Comunicação de indicadores sociais e Visão de futuro.

A intenção da cátedra é prestar serviços na área de gestão das cidades, como boletim, banco de dados, seminários, jornadas, publicações, consultoria técnica, Prêmio Prefeito Celso Daniel e cursos.

Outras informações podem ser obtidas junto à Pós de Administração da Metodista, pelo telefone (11) 4366-5824.

(Fonte: http://www.metodista.br/noticias/noticia/index.php?id=467).

Voltar para o menu de notícias


Folkcomunicação: herança africana na cultura brasileira

No próximo dia 19 de novembro, às 17h30, no hall do Museu do Homem do Nordeste, na cidade do Recife, o Prof. Dr. Roberto Benjamin, Presidente da Comissão Nacional de Folclore, estará lançando seu novo livro "A África está em nós", publicada pela Editora Grafset. Trata-se de um texto didático que explica a trajetória histórica do Maracatu Leão Coroado, bloco carnavalesco pernambucano que registra 140 anos de resistência negra.

O evento faz parte das comemorações do mês da consciência negra – de 6 a 30 de novembro - promovidas pela Fundação Joaquim Nabuco - Museu do Homem do Nordeste -, Comissão Pernambucana de Folclore e a Comissão Nacional de Folclore.

Folkcomunicação: herança africana na cultura brasileira

No próximo dia 19 de novembro, às 17h30, no hall do Museu do Homem do Nordeste, na cidade do Recife, o Prof. Dr. Roberto Benjamin, Presidente da Comissão Nacional de Folclore, estará lançando seu novo livro "A África está em nós", publicada pela Editora Grafset. Trata-se de um texto didático que explica a trajetória histórica do Maracatu Leão Coroado, bloco carnavalesco pernambucano que registra 140 anos de resistência negra.

O evento faz parte das comemorações do mês da consciência negra – de 6 a 30 de novembro - promovidas pela Fundação Joaquim Nabuco - Museu do Homem do Nordeste -, Comissão Pernambucana de Folclore e a Comissão Nacional de Folclore.

Voltar para o menu de notícias


Entretenimento: o capítulo hegemônico da indústria cultural

Uma análise econômica e cultural sobre o entretenimento apresentada com rigor metodológico baseado em pesquisa bem documentada é o que o professor Luiz Gonzaga Godoi Trigo oferece na sua tese de livre docência pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, que foi transformada em livro pela Editora Senac São Paulo. "Entretenimento, uma crítica aberta" trata de um universo que vai das literaturas de banca de jornal como Sabrina e Júlia à sofisticação das telenovelas, dos gladiadores da Roma Antiga aos mega-complexos temáticos como a Disney.

A obra faz uma análise econômica e cultural sobre essa indústria que só nos Estados Unidos movimenta cerca de US$ 500 bilhões por ano, mostrando como o grande capital está associado a entretenimento, esporte, cultura, mídia e novas tecnologias de comunicação ao mesmo tempo em que disseca a ideologia subjacente. Numa discussão clara e surpreendente sobre a importância do chamado fator E – de entretenimento – para a sociedade, o autor aborda a necessidade do ser humano de fugir da realidade e compensar seus sofrimentos diários com atividades de lazer, num ritual que se repete desde os tempos mais remotos.

"O entretenimento sempre garantirá uma migalha virtual do sonho ou uma satisfação simulada do desejo, ou então os momentos de ócio tornarão menos pesado o fardo monótono e algumas vezes dolorido do cotidiano", afirma o professor. Do significado original da palavra latina intertenere, ou seja, aquilo que se tem no intervalo de ocupações mais sérias, o entretenimento se tornou quase que um fator obrigatório a ser agregado em serviços e produtos, podendo determinar o sucesso ou fracasso dos mesmos. Não é à toa que se vêem hoje laboratórios de análises clínicas com música ao vivo, restaurantes com massagistas, festivais de música patrocinados por cervejarias, e até mesmo Aulas-espetáculo, como as praticadas nos cursos pré-vestibulares.

Segundo Trigo, a diversão deixou de ser separada do mundo do trabalho para se tornar uma parte significativa da existência, sob a forma de esporte, cultura, turismo ou educação. O entretenimento passou a ser um componente importante para atrair o consumo e oportunidades de negócios. "É preciso informar e divertir, criar estilos de vida, gerar novas experiências para o consumidor".

Numa sociedade pós-industrial, onde o prazer deixou de ser pecado ou vergonha e a preguiça não é mais uma mazela a ser execrada, o ócio e o lazer foram liberados pelos intelectuais e passaram a ser amplamente gozados, sem culpa, pela massa trabalhadora. Surge aí espaço para as revistas de ricos e famosos, novelas sobre a vida das celebridades e reality shows que, assim como as batalhas travadas no Coliseu romano, dão ao público a dose certa de lazer que se espera de sua própria realidade. "... os pobres pensam que são classe média; a classe média pensa que é rica; os ricos pensam que são deuses imortais, e um dia todos se frustram com a realidade que os cerca...".

O livro ainda é recheado de números, fatos e histórias. Entre os tópicos, ele aborda as origens literárias da ficção científica, do terror e da fantasia, os nomes e os valores envolvidos nos negócios exclusivos dos chefões da mídia e da diversão global. Segundo o professor, o trabalho traz informações inéditas sobre um campo ainda desconhecido no Brasil e em boa parte do mundo. "O entretenimento é desfrutado cotidianamente por milhões de pessoas, mas é pouco criticado, analisado e conhecido", afirma ele, argumentando que justamente por cobrir essas lacunas o livro oferece aos estudantes e profissionais de comunicações, ciências humanas, letras, administração, turismo e economia uma fonte de referências e informações que podem ajudar a entender melhor esse fenômeno tão característico do final do século 20 e início do século 21.

Sobre o autor

Livre docente pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, doutor em educação pela Universidade Estadual de Campinas e mestre em filosofia social pela PUC-Campinas, Luiz Gonzaga Godoi Trigo é professor da PUC-Campinas e do mestrado em Turismo e Hotelaria da Universidade do Vale do Itajaí (SC).

Assessor educacional do Senac-SP, Trigo já possui 10 livros publicados, sendo nove deste voltados ao segmento de turismo. Com grande experiência no setor de entretenimento, o autor representou o Senac na elaboração do acordo educacional com a Walt Disney World, nos anos de 1999 e 2000.

Entre as obras publicadas estão: "Cronologia do turismo no Brasil", 1991; "Turismo e qualidade – tendências contemporâneas", 1993; "Turismo básico", 1995; "A sociedade pós-industrial e o profissional em turismo", 1998; "Viagem na Memória", 2000; "Turismo e civilização", 2001; "Turismo: como aprender, como ensinar", 2001; "América e outras viagens", 2002; "Reflexões sobre um novo turismo: política, ciência e sociedade", 2003

Serviço: "Entretenimento: uma crítica aberta", autor: Luiz Gonzaga Godoi Trigo. Editora Senac São Paulo/2003, 216 páginas. Preço: R$ 20,00.

Voltar para o menu de notícias


Relações públicas nas Américas

As empresas de comunicação que oferecem o trabalho de relações públicas se desenvolveram de forma distinta em todo o mundo, pois a diferença de cultura trouxe metodologias e estilos adversos. No Brasil elas se concentraram nas atividades de relações com a mídia, tendo sido originadas nos modelos de assessoria de imprensa.

Nos dias de hoje, o foco das relações públicas brasileira é o atendimento, e essa é a principal diferença em relação aos Estados Unidos. O universo de ação norte-americano é outro porque os profissionais usam tecnologia e amplo planejamento. O relações-públicas cria verdadeiras campanhas, com estratégias muitos similares às da propaganda, embora dirigidas para o foco institucional.

A mídia brasileira é cheia de energia, muito entusiasmo e muito talento para cobrir e produzir histórias. De certa forma, menospreza números e pesquisas, pois, como sua própria fonte, tende a superestimar dados. A falta de tempo para grandes trabalhos de pesquisa acaba por torná-la imediatista e sensacionalista. É necessário perceber que conseguir concretizar histórias interessantes para o público e para o cliente significa atrair grandes negócios. Já nos Estados Unidos a mídia é aparentemente fria e seu gosto pelas notícias e temáticas é extremamente global. Por outro lado, quando o assunto é de importância nacional, eles estressam o leitor com seus excessivos detalhes, profundidade desgastante e repetitividade.

A América Latina, por sua vez, possui uma mídia bem mais conservadora, que pode ser motivada ou desmotivada pela própria situação econômica e política em que vive. Na maioria dos países há um comércio de notícias que dificulta o trabalho do relações-públicas. O importante neste caso é não entrar no jogo para fazer com que o cliente saia ileso dos publieditoriais. Criar interesse pelo noticiário do cliente é mágica de persuasão e não compra de editoriais.

A prática dessa ação vicia a mídia publicitária e causa grandes problemas para a absorção da notícia. Os publieditoriais devem ser feitos pela propaganda, em sintonia com a estratégia da empresa. A força da mídia, quando articulada com qualidade, gera credibilidade e propicia ao consumidor, cliente ou vendedor uma ação progressiva comercial.

Um bom relações-públicas deve saber produzir e fazer o cliente usar a projeção que criou com a notícia. Ou o trabalho perde seu valor e o resultado termina por ser um mero clipping na horizontal.

Fonte: Fernanda Di Franco, Presidente da Strategi Communications. Escritórios em São Paulo, Nova York, México, São Francisco e Londres - Gazeta Mercantil 4/11/2003

Internet: cresce o número de usuários no Brasil

O número de brasileiros que utilizam a internet cresceu 21,7% entre 2002 e 2003, segundo pesquisa realizada pela E-Consulting. No ano passado, a rede contava com 14,3 milhões de usuários no País. Agora, são 17,4 milhões. Quando se considera apenas os usuários domésticos ativos, o salto ainda é maior, de acordo com a E-Consulting. O número de brasileiros que acessam a internet no mínimo uma vez por mês em casa subiu de 7,9 milhões para 10,9 milhões, o que representa um aumento de 38%.

Apesar do crescimento, a internet no Brasil ainda apresenta um baixo índice de penetração, se comparado com países da Europa e mesmo da América Latina. O levantamento da E-Consulting revela que só 9,8% dos brasileiros têm acesso à rede, enquanto no Chile, por exemplo, essa taxa é de 15% e na Argentina, de 12%. O objetivo das políticas de inclusão digital a ser alcançado nos próximos anos é elevar esse índice e permitir que mais pessoas no Brasil tenham acesso à internet.

Os brasileiros que usam a rede representam cerca de 2% da base mundial, que soma 825 milhões de internautas. Essa participação não deve mudar muito no curto prazo. As projeções da E-Consulting para 2004 indicam que o número de usuários da internet no País alcance 20,4 milhões, dos quais 13,4 milhões serão internautas domésticos ativos. Mundialmente, a massa de usuários deverá atingir 945 milhões de pessoas. Confirmada essa previsão, o crescimento da base de usuários da internet entre 2003 e 2004 será de cerca de 15%.

A América Latina conta, hoje, com cerca de 44 milhões de internautas, menos de um quarto do número de usuários dos Estados Unidos, de 187 milhões. O Brasil representa cerca de 40% do total de usuários na região.

Fonte: Gazeta Mercantil (4/11/2003)

Voltar para o menu de notícias


I Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo

Nos dias 29 e 30 de outubro, o blecaute de Florianópolis impossibilitou o acesso ao site da UFSC, que hospeda a página da SBPJor, na qual consta os dados bancários para pagamento da inscrição no I Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, que será realizado na Universidade de Brasília nos dias 28 e 29 de novembro de 2003. Muitas pessoas  não puderam efetuar o depósito bancário no final da semana passada.

Por isso, a comissão organizadora local do I Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo resolveu prorrogar a inscrição a R$ 70,00 até dia 10 de novembro. A partir do dia 11 até dia 28 de novembro, data do início do Encontro, as inscrições custam R$ 100,00.

Mais informações e ficha de inscrição do I Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo podem ser obtidas no site: www.jornalismo.ufsc.br/sbpjor.

Voltar para o menu de notícias


Estadão e JT ganham íntegra na internet

Leitores passam a ter acesso à mesma edição que circula na Capital, o que inclui todos os cadernos de classificados

São Paulo - A partir desta sexta-feira, os jornais O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde estarão disponíveis na íntegra na internet, com a mesma formatação das páginas impressas. As novas edições, em PDF, de Portable Document Format, substituem as páginas anteriores, em HTML, que deixavam de fora partes importantes dos conteúdos dos dois jornais, como gráficos e imagens, além das páginas de cotações e os cadernos de classificados, entre outros.

A mudança no formato marca o início de uma nova fase da estratégia do Grupo Estado para a internet. No primeiro momento, as edições online do Estado e do JT permanecerão abertas a todos os usuários. Depois, o acesso continuará gratuito apenas para os assinantes dos jornais impressos ou das edições online.

Para os leitores, são várias as vantagens decorrentes da mudança. Os jornais, tais como foram impressos, estarão disponíveis a partir de qualquer computador com acesso à internet. Os assinantes também terão acesso irrestrito ao arquivo dos jornais a partir de 1995 e a conteúdos e serviços exclusivos que serão incorporados em curto prazo.

Para os assinantes que residem fora da Grande São Paulo, os benefícios são ainda maiores. Com o novo formato, eles passam a ter acesso pela internet à mesma edição que circula na Capital, o que inclui todos os cadernos de classificados, as notícias que chegaram após o fechamento da primeira edição e a cobertura completa dos jogos da rodada, entre outros conteúdos.

As demais áreas do portal www.estadao.com.br, responsáveis por mais de 70% da audiência total, não serão afetadas com a mudança. Os usuários continuarão a ter acesso gratuito a 23 canais, incluindo toda a área de "últimas notícias".

O estadao.com.br foi lançado em março de 2000, quando passou a reunir em um mesmo endereço todo o conteúdo do Grupo Estado - os jornais O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, a Agência Estado, a Rádio Eldorado e as Listas Oesp Estadão. Nos mês passado, o portal ultrapassou a marca de 120 milhões de páginas acessadas.

O relatório de setembro do Ibope/NetRatings atribui ao portal do Estadão uma audiência doméstica de um milhão de usuários únicos. Esse número, no entanto, não contabiliza acessos originados no local de trabalho do usuário. Mais de 70% da audiência do www.estadao.com.br ocorre de segunda a sexta-feira, no horário compreendido entre 9h e 17 horas.

De São Paulo a Tóquio em poucos minutos

A formatação das páginas impressas de O Estado de S. Paulo em arquivos PDF - tecnologia desenvolvida e patenteada pela Adobe System - começou há cerca de dois anos, mas até agora estava disponível apenas para venda em quiosques instalados em hotéis e aeroportos em várias capitais no mundo. Os arquivos com as páginas impressas são transmitidos para duas empresas européias que se encarregam pela distribuição aos pontos de venda.

Toda a operação leva apenas alguns minutos, o que permite a um leitor em Tóquio ou em Nova York ter acesso ao jornal do dia antes mesmo que os primeiros exemplares cheguem às bancas de São Paulo. Além de O Estado, cerca de 200 jornais de 52 países também são distribuídos eletronicamente pela NewspaperDirect e pela PEPC Worldwide, as duas empresas responsáveis pelo desenvolvmiento da tecnologia.

Do fax do Times ao incêndio da Califórnia

Uma das primeiras aplicações do Portable Document Format por um veículo da grande imprensa foi o New York Times FAX - um resumo do noticiário do jornal novaiorquino, transmitido para os clientes, em PDF, ainda nos anos 90. De lá para cá, principalmente a partir da virada do milênio, diversos jornais do mundo passaram a se valer do PDF em suas edições digitais. A lista é imensa, dos britânicos The Guardian, Financial Times e Daily Telegraph, ao russo Pravda. O francês Le Monde, o espanhol El País e o argentino La Nacion, são exemplos entre centenas de outros jornais que utilizam o formato PDF.

Nos Estados Unidos, o Los Angeles Times, além de manter a edição nacional disponível em PDF para os leitores, criou recentemente uma área especial em seu website com uma cobertura multimídia dos incêndios que varrem a Califórnia, com gráficos em PDF que combinam fotos de satélite, estatísticas como número de vítimas e previsão do tempo.

Fonte: www.estadao.com.br (31 de outubro de 2003)

Voltar para o menu de notícias


Executivo lança site para discussão das práticas de Marketing nas empresas

São Paulo, 27 de outubro de 2003 - Um canal feito por e dirigido a profissionais de Marketing, no qual a inteligência dos executivos é demonstrada por meio de artigos sobre a rotina das empresas brasileiras; uma referência prática sobre o mercado e suas competências.  Esses são os objetivos do site Pensando Marketing (www.pensandomarketing.com) que Marcos Dutra, MBA com "distinction" de Thunderbird, no Arizona, com especialização em gerenciamento internacional, acaba de lançar. 

Gerente de Marketing de uma empresa americana em São Paulo, Marcos Dutra, que combina larga experiência tanto na rotina de grandes empresas como realizando pesquisas acadêmicas sobre negócios internacionais, sentia falta de um espaço no qual executivos como ele pudessem expressar facilmente sua opinião e comunicar suas idéias sobre negócios, sucesso de uma estratégia, as dificuldades de implementação ou como o mercado está respondendo a uma ou outra tecnologia.

"A mídia atual se concentra em notícias do mercado, como quem foi promovido para a diretoria de Marketing daquela empresa, ou quem ganhou a conta daquela multinacional, em um enfoque jornalístico. As únicas alternativas eram os estudos acadêmicos, restritos ao pessoal de universidades", explica Dutra.

Por esse motivo, ele criou o site Pensando Marketing, com uma mistura diferente: um toque acadêmico para pensar longe e a perspectiva de quem trabalha no dia-a-dia, para manter o pé no chão.  O site publica gratuitamente artigos de marketing e negócios escritos por profissionais para quem quer pensar e discutir um pouco mais estrategicamente o que fazem e obter novas idéias que poderão aplicar em suas empresas. Uma seção de fórum complementa a divulgação dos artigos.

"Qualquer profissional pode ler algo sobre uma nova tendência no marketing ou colocar seu próprio comentário ou artigo para que uma centena de colegas e mesmo jornalistas da área de negócios vejam e discutam", complementa Marcos Dutra. 

Voltar para o menu de notícias


Jornalistas questionam nova regra sobre entrevistas de médicos

O presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Marcelo Beraba, enviou carta ao Conselho Federal de Medicina criticando a recente determinação do conselho de que os médicos exijam a leitura, antes da publicação, de textos em que tenham sido entrevistados.

Segundo Beraba, a exigência pode prejudicar o exercício do jornalismo. Na carta enviada ao conselho, e reproduzida pelo website, o jornalista expõe sua preocupação de que o preceito ético de apresentar diferentes pontos de vistas sobre o tema ("muitas vezes conflitantes") possa ser obstruído.

No dia 6 de novembro, o diretor-executivo da Abraji, Fernando Rodrigues, deve se reunir com a diretoria do CFM para discutir os efeitos da determinação.

Médicos e jornalistas discutem resolução polêmica no DF

O Conselho Federal de Medicina e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo devem discutir os termos da resolução que obriga médicos a exigirem de jornalistas a leitura prévia de reportagens. O presidente da Abraji — Marcelo Beraba — encaminhou um ofício ao CFM para mostrar que a exigência pode prejudicar o exercício do jornalismo.

"No entanto, o que mais preocupa a muitos jornalistas e, particularmente, a esta Associação, é o fato de que a exigência do citado artigo 7º e seus desdobramentos traz obstáculos para o trabalho jornalístico, especialmente no que se refere ao preceito ético de considerar diferentes pontos de vista, muitas vezes conflitantes, sobre o tema a ser tratado", afirmou Beraba. A reunião está marcada para o dia 6 de novembro, às 12h, em Brasília.

Leia o ofício enviado ao CFM:

Excelentíssimo Senhor

Dr. Edson de Oliveira Andrade

Presidente do Conselho Federal de Medicina

Brasília, DF

Senhor Presidente,

Tem o presente ofício a finalidade de levar ao conhecimento desse Conselho algumas considerações da Diretoria da Abraji — Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo — acerca da Resolução CFM nº 1.701, de 25 de setembro de 2003, publicada no "Diário Oficial da União" no dia 26 de setembro de 2003.

Preliminarmente, louvamos a preocupação do Conselho Federal de Medicina, ao editar a citada Resolução, em buscar assegurar o respeito aos preceitos éticos da profissão médica por meio de dispositivos norteadores da relação com os mecanismos da propaganda e da publicidade. Por outro lado, a Resolução estabelece também normas relacionadas à atividade jornalística, que tem procedimentos diferentes e obedece a princípios distintos daquelas outras duas importantes atividades.

Em seu artigo 7º, a Resolução CFM nº 1.701 estabelece que:

"Nas entrevistas, o médico deverá exigir a revisão do texto antes da publicação."

As resoluções do Conselho Federal de Medicina têm força de lei para os assuntos afetos a essa profissão, tanto para os que a exercem quanto para os que com ela se relacionam, ainda que circunstancialmente, seja na condição de paciente, seja na de jornalista encarregado de fazer uma reportagem. É de se esperar, portanto, que os médicos que trabalham no Brasil considerem-se obrigados a assegurar o cumprimento dessas resoluções.

Desse modo, no que se refere à exigência estabelecida pelo citado artigo 7º da Resolução CFM, os médicos estão obrigados a exigir dos jornalistas aos quais eles concederem entrevistas a revisão prévia do texto a ser publicado. Partindo do princípio que a exigência estabelecida por esse artigo não deve ser considerada mera formalidade, na prática esse dispositivo fará com que os médicos condicionem previamente a concessão da entrevista ao compromisso de submeter o texto para prévia revisão. Por parte dos jornalistas, aceitar tal exigência constituirá, efetivamente, em concordar com prévia licença para publicação.

De início, abstraindo das implicações éticas apresentadas adiante, cumpre ressaltar a impossibilidade prática, para muitos veículos de comunicação, de que seus jornalistas aceitem submeter textos à prévia apreciação de seus entrevistados. Tal procedimento é possível para artigos de colaboradores, mas é totalmente inviável para reportagens, cuja extensão pode passar por diversas alterações entre o planejamento da pauta e a finalização da edição. Isso quer dizer que o tamanho de uma reportagem prevista pode ser aumentado ou diminuído, e a submissão prévia para anuência da fonte pode impossibilitar o cumprimento de prazos editoriais e industriais.

No entanto, o que mais preocupa a muitos jornalistas e, particularmente, a esta Associação, é o fato de que a exigência do citado artigo 7º e seus desdobramentos traz obstáculos para o trabalho jornalístico, especialmente no que se refere ao preceito ético de considerar diferentes pontos de vista, muitas vezes conflitantes, sobre o tema a ser tratado. O entrevistado, seja ele um médico, um especialista de uma outra área do conhecimento, uma autoridade pública ou quem quer que seja, é uma fonte de informação, que terá suas declarações confrontadas com as de outras fontes, exceto em reportagens exclusivamente descritivas e sobre assuntos de complexidade quase nula.

Conseqüentemente, ao submeter um texto de reportagem escrita ou de matéria de radiojornalismo ou de telejornalismo a prévia apreciação de uma das fontes, o jornalista compromete a isenção de seu trabalho, na medida em que abrirá espaço para prevalecer o ponto de vista da fonte que teve o privilégio de acesso. Por outro lado, se houver submissão prévia às diferentes fontes de uma matéria, o resultado final será um texto insípido e esvaziado de sua dimensão crítica se houver anuência de todos os entrevistados, ou a reportagem será abortada pelo impasse.

É por causa desses obstáculos não só ao nosso trabalho, mas também a outras formas de trabalho intelectual, que existe a figura dos Direitos de Comunicação e Expressão, consubstanciada na Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão. Na Constituição Federal, por exemplo, no Título II (Dos Direitos e Garantias Fundamentais), Capítulo I (Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos), o artigo 5º, em seu inciso IX estabelece:

"é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença".

Ressalte-se, como dissemos, anteriormente, que, por parte dos jornalistas, aceitar a exigência estabelecida pelo artigo 7º da Resolução CFM 1.710 constituirá, na prática, em concordar com prévia licença para publicação.

Em vista das considerações acima, a ABRAJI - Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo respeitosamente solicita ao Conselho Federal de Medicina que reconsidere sua posição no que se refere ao artigo 7º da Resolução CFM 1.710, de 25 de setembro de 2003.

Certos de sua atenção, colocamo-nos à sua inteira disposição para o diálogo sobre o tema em pauta.

Marcelo Beraba - Presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (mberaba@uol.com.br)

Fonte: Revista Consultor Jurídico (27 de outubro de 2003).

Voltar para o menu de notícias


Os sabores e as cores do Pantanal em livro de arte

Com o apuro gráfico de um livro de arte, a Editora Senac Nacional lança no próximo dia 10 de novembro, simultaneamente, em Campo Grande (MS) e Cuiabá (MT) a obra Pantanal: sinfonia de sabores e cores.

O nono volume da premiada coleção "A Formação da Culinária Brasileira" (Prêmio Aberje Brasil 2000) revela detalhes da história e da cozinha pantaneiras, provando que, mais do que um riquíssimo ecossistema, o Pantanal brasileiro guarda um vasto patrimônio cultural e humano.

Além de algumas dezenas de receitas típicas da região, o livro traz ensaio assinado pela pesquisadora da cultura pantaneira, Marlei Sigrist, que narra aspectos importantes da conquista e ocupação da região por diferentes povos e culturas, e também prefácio do poeta, compositor e violeiro Almir Sater.

Ricamente ilustrada com fotografias de Humberto Medeiros, ambientadas na Estância Ecológica do Sesc Pantanal, a obra apresenta os segredos da cozinha e da alma pantaneira, dos "mandamentos do tereré" (bebida tradicional da região) à exuberância dos rios, com seus peixes multicoloridos, e da flora com sua diversidade de frutos.

O lançamento em Campo Grande será realizado, às 20h, no Centro de Educação Profissional do Senac que fica na Rua Francisco Cândido Xavier, 75 - Centro. Tel.: (67) 312-6260.

Já, em Cuiabá, a apresentação do livro acontecerá às 18h, no salão social do Sesc Arsenal, imóvel tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico da Fundação Cultural do Estado de Mato Grosso, localizado na Rua 13 de Junho s/nº, Porto, Cuiabá. Tel.: (65) 616-6900.

Voltar para o menu de notícias


Mídia influencia comportamento dos norte-americanos sobre o terrorismo

Uma pesquisa feita com 1.023 pessoas de diversas regiões dos Estados Unidos verificou que 65% dos entrevistados concordam que suas opiniões sobre o problema do terrorismo foram modeladas a partir da cobertura da imprensa.

O estudo foi feito pelo Centro Jimirro para o Estudo da Influência da Mídia, da Universidade do Estado da Pensilvânia. As entrevistas foram feitas por telefone, em abril, e o resultado divulgado no dia 31 de outubro.

Dos entrevistados, 29,2% disseram que os meios de comunicação exerceram "muita influência" em seus pontos de vista, enquanto 35,3% disseram que a influência foi "significativa". Apenas 7,9% afirmaram que o problema do terrorismo não é importante e que não sofreram algum tipo de influência por parte da cobertura da mídia.

"Os resultados indicam que a mídia está influenciando o aumento da percepção, por parte das pessoas, do terrorismo como um problema", disse Ann Major, diretora do Centro Jimirro.

Apesar da grande influência na opinião, dois terços dos entrevistados afirmaram ter consciência do problemas mas que não tomaram nenhuma medida para evitar possíveis ataques. Além disso, cerca de metade disse não ter mudado seus hábitos em relação a viagens ou sobre a maneira de lidar com a correspondência.

Segundo os pesquisadores, as incoerências se explicam principalmente pela falta de informações claras a respeito de como as pessoas devem se comportar para enfrentar o problema, além da própria discordância dos jornalistas e especialistas. Enquanto alguns dizem que o perigo de um novo ataque é iminente, outros afirmam que é pouco provável que outro ataque como o de 11 de setembro de 2001 volte a ocorrer. 

Fonte: Agência FAPESP (04/11/2003)

Voltar para o menu de notícias


Paulo Nassar lança o livro Tudo é Comunicação

Paulo  Nassar  lançou, no  dia  5   de  novembro,  na  Livraria  Cultura, em  São   Paulo,    o  livro  Tudo é  Comunicação   (Lazuli  Editora,  tel.  11-  3819.6077,   comercial@lazuli.com.br ). Em  Tudo  é  Comunicação,  o    professor  e  jornalista  Paulo  Nassar  mostra   a  importância  de  todos  os  elementos  na   construção  da  imagem  -  seja  de  um   produto,  de  uma  empresa  ou  de  uma   personalidade.  Escrito  em  forma  de  pequenos   textos,  o  livro  pode  ser  lido  como  um   manual  de  sobrevivência    entre  os   consumidores  e  as  marcas,  dos  políticos  e   os  eleitores  ou  dos  relacionamentos  profissionais.   Pequenos  detalhes  podem  comprometer  toda  uma   campanha  de  mídia.  A  partir  de  exemplos   retirados  do  cotidiano,  Nassar  discute  as   grandes  questões  ligadas  à  comunicação   empresarial,  entre  elas  a  habilitação  dos   gestores  para  os  relacionamentos  públicos,  a   responsabilidade  histórica  e  o  humanismo.

Voltar para o menu de notícias


Cinema e Televisão durante a ditadura militar

A Profa. Anita Simis, do Departamento de Sociologia da FCL, convida professores, alunos e interessados,  para a semana de estudos  e debates sobre o tema Cinema e Televisão durante a ditadura militar, que acontecerá entre os dias 10 e 13 de novembro no Anfiteatro B da Faculdade de Ciências e Letras, em Araraquara, São Paulo.

O evento, realizado pela UNESP/ Campus de Araraquara, tem por objetivo analisar o que foi produzido pelo cinema e pela televisão durante o período da ditadura militar, investigando qual a produção que se apresentou simpática ao regime político vigente e qual aquela que foi crítica. Na programação está prevista a realização de depoimentos e de mesas-redondas de pesquisadores e cineastas brasileiros que discutirão a produção audiovisual representativa realizada durante o período da ditadura militar, afora a exibição de filmes.

A proposta do evento se justifica dado o grande interesse dos alunos sobre o que significou o período e as formas de resistência ao arbítrio. Apesar da vasta bibliografia sobre o tema, o fenômeno está longe de ter se esgotado como fonte de análise e reflexão nas ciências sociais e ainda são raras as iniciativas que procuram fazer uma revisão crítica do que foi a produção cinematográfica e televisiva durante o período da ditadura militar. Por outro lado, os atuais alunos, ouviram falar muito de censura, mas, afora o
que ocorreu no campo da música, desconhecem o que foi a resistência e a produção crítica deste período.

Finalmente, as atividades propostas contribuirão significativamente para o enriquecimento da formação de professores e alunos de pós-graduação e de graduação em Ciências Sociais, propiciando o contato com novas abordagens no campo da pesquisa e do ensino em Ciências Sociais.

Foram convidados: os cineastas Roberto Farias, Roberto Gervitz e Sérgio Muniz e os professores doutores César Bolaño, Laurindo Leal Filho, José Mário Ortiz Ramos, Paulo Menezes e Tânia Pellegrini, e os professores doutores da casa Ângelo Del Vechio, Eliana M. de Melo Souza, Milton Lahuerta, Renato Bueno Franco, Maria Ribeiro do Valle, Leila Stein e José dos Reis Santos Filho.

Mais informações, como o tema das palestras e filmes que serão exibidos, podem ser obtidas pelo telefone (16) 3301-6219 Departamento de Sociologia ou por e-mail: anita@fclar.unesp.br.

Voltar para o menu de notícias


Correspondência dos leitores

De: Rosa Nivea Pedroso/Ufrgs
"Srs. Editores, por favor, enviar o JBCC para novo e-mail. Obrigada pela atenção".

De: Marlei Sigrist
"Caros amigos, no próximo dia 10, será o lançamento do livro "Pantanal - sinfonia de sabores e cores", aqui em Campo Grande. O livro é do Senac Nacional, o texto histórico-cultural é meu e o prefácio é do Almir Satter. Envio a capa do livro e desejo compartilhar, com todos,  mais essa etapa concluída - oito meses de trabalho UFA!!!. Mas valeu a pena. Um grande abraço da Marlei".

 
Voltar para o menu de notícias


EXPEDIENTE

Universidade Metodista de São Paulo
Reitor
: Davi Ferreira Barros
Vice-Reitor Acadêmico: Prof. Dr. Clóvis Pinto de Castro
Vice-Reitor Administrativo
: Prof. Márcio de Moraes

UNESCO - Organização das Nações Unidas para Educação, Ciências e Cultura

Diretor Geral: Koichiro Matsuura

Asistente del Director General para la División de Comunicación y Información: Abdul Waheed Khan

Diretor do Escritório Regional para a América Latina: Gustavo López Ospina


Faculdade de Comunicação Multimídia

Diretor: Prof. Dr. Sebastião Squirra

Cátedra Unesco de Comunicação para o Desenvolvimento Regional
Titular
: Prof. Dr. José Marques de Melo

Comitê acadêmico: Prof. Dr. Gustavo Jacques Dias Alvim (Unimep); Profa. Dra. Marialva Barbosa (UFF); Prof. Dr. Pedro Gilberto Gomes (Unisinos); Sr. Sinval Itacarambi Leão (Revista Imprensa); Sra. Vera Giangrande (Grupo Pão de Açúcar – in memorian)

Diretores Adjuntos: Prof. Dr. Isaac Epstein e Profa. Dra. Sandra Reimão

Coordenadores: Prof. Dr. Adolpho Queiroz (Ensino); Prof. Dr. Daniel Galindo (Extensão); Prof. Dr. Joseph Luyten (Pesquisa) e Profa. Dra. Maria Cristina Gobbi (Publicações e Documentação). Assistente: Érika Nakano (Acadêmica), Adriana Crozariol e Larissa Didone (Estagiárias).

JBCC - Jornal Brasileiro de Ciências da Comunicação
Professor Responsável:
Prof. Dr. José Marques de Melo

Editor:
Profa. Dra. Maria Cristina Gobbi

Editoras assistentes:
Adriana Crozariol e Larissa Didone

JBCC - JORNAL BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO


é um informativo eletrônico semanal do Grupo Comunicacional de São Bernardo, editado pela Cátedra UNESCO de Comunicação para o Desenvolvimento Regional da Universidade Metodista de São Paulo. Lançado em 17/08/1998, o jornal tem por objetivo divulgar o desenvolvimento das Ciências da Comunicação em âmbito nacional e internacional.


Você pode colaborar enviando suas mensagens para:

E-mail: mcgobbi@zaz.com.br

Ou para

JORNAL BRASILEIRO DE CIÊNCIAS
DA COMUNICAÇÃO - JBCC
:
Universidade Metodista de São Paulo
A/C Maria Cristina Gobbi
Rua do Sacramento, 230 - Edifício Capa -
Rudge Ramos - São Bernardo do Campo
CEP: 09735-460 - S.P. / Brasil
Fone: (55-11) 4366-5819,
Telefax: (55-11) 4366-5817
www.metodista.br/unesco


Atenção: Caso este informativo não seja do seu interesse, mande um e-mail para:
jbcc.unesco@metodista.br

De acordo com as normas brasileiras e internacionais a respeito, este e-mail não pode ser considerado SPAM, uma vez que inclui instruções sobre como deixar de recebê-lo.


Produzido pela
Cátedra Unesco/Umesp de Comunicação para o
Desenvolvimento Regional

Voltar ao topo         Voltar ao menu JBCC         Voltar para Home