JBCC - Jornal Brasileiro de Ciências da Comunicação
Ano 5, N. 203 - São Paulo, Brasil 10 de fevereiro de 2003.
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Manchetes:
1 - Marques
de Melo escolhe Alfredo de Carvalho como seu patrono no Instituto Histórico
de São Paulo
2 - Marques
de Melo recebe título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal de
Alagoas
2 - Artigos
da revista "PCLA" selecionados pelo Portal Infoamerica
3 - Pensamento
crítico norteará o CELACOM’2003
9 - CAPES
pretende rever sistema de avaliação de pós-graduação
10 - Cury,
novo presidente da CAPES: "pretendo ouvir a comunidade"
13 - O centenário
de Adorno, filósofo da indústria cultural, será comemorado na Alemanha e no
Brasil
14 - Livro
virtual analisa os critérios de escolha de notícias do jornalismo amapaense
15 - Convocatoria
Revista Signo y Pensamiento No. 42
21 - Comunicação
pelos direitos da infância e da adolescência
26 - Correspondência dos leitores
27 - Equipe do JBCC
1
- MARQUES DE MELO ESCOLHE ALFREDO DE CARVALHO COMO SEU PATRONO NO INSTITUTO
HISTÓRICO DE SÃO PAULO
No último dia 25 de janeiro de
2003, data da fundação da cidade de São Paulo, o Instituto Histórico, a mais
antiga instituição cultural do Estado, realizou sessão solene com a
finalidade de empossar os novos membros eleitos.
Ratificou, na ocasião, a escolha
dos patronos indicados pelos sócios ingressantes. O historiador pernambucano
Alfredo de Carvalho, pioneiro dos estudos históricos sobre a imprensa nacional, foi
o patrono escolhido pelo Prof. Dr. José Marques de Melo, eleito em 23 de
outubro de 2002.
Alfredo de Carvalho pertenceu
originalmente ao quadro do Instituto Histórico e Geográfico Pernambucano,
tendo sido acolhido como sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico
Brasileiro, em 1905, e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, em
1906. Responsável pelo inventário relativo ao primeiro centenário da imprensa
brasileira (1808-1908), ele foi homenageado pela geração que completa o seu
trabalho, cem anos depois, aglutinada em torno do movimento que adotou o seu
nome como fator de inspiração intelectual – a Rede Alfredo de Carvalho para
a Preservação da Memória e a Construção da História da Imprensa no Brasil.
Ao dar início à sessão
comemorativa do aniversário de São Paulo, a presidente do IHGSP, professora
Nelly Martins Ferreira Candeias, anunciou
o projeto destinado a celebrar os 450 anos de fundação da cidade, previsto
para o início do próximo ano. Ela empossou 25 novos membros (21 titulares, 4
correspondentes e l honorário), dizendo que a intenção da atual diretoria é
justamente injetar sangue novo no seu quadro social.
Na saudação oficial aos novos
membros, o escritor Célio Debes explicou que o IHGSP estava acolhendo
representantes da nova geração que vem trabalhando em distintos territórios
da historiografia, no limiar do século XXI. Manifestou a esperança de que essa
nova equipe contribua para resgatar a projeção outrora desfrutada pelo IHGSP
na sociedade paulista.
O ponto culminante da solenidade
foi a conferência proferida pelo professor Odilon Nogueira de Matos, o mais
antigo membro em atividade do IHGSP, sob o título “Sinfonia Paulista”. Ele
fez um percurso crítico pela História de São Paulo, enunciando acontecimentos
que deveriam ser tomados como paradigmáticos pelos educadores. Reivindicou a
formação histórica dos jovens paulistas, de modo a compreender a essência da
sociedade edificada pelos bandeirantes, antigos e contemporâneos.
Desde a sua criação, a centenária
instituição vem assumindo papel relevante na construção da identidade
cultural paulista. Esse protagonismo é resultante da presença, entre os seus
membros efetivos, de renomados intelectuais, autores de obras significativas da
bibliografia nacional.
Fundada por figuras emblemáticas
do século XIX como Alfredo Ellis, José Eduardo de Macedo Soares, José Maria
Lisboa, Prudente de Morais, Ramos de Azevedo ou Teodoro Sampaio, registrou, na
primeira metade do século XX, a participação de estudiosos do porte de
Affonso Taunay, Clovis Bevilacqua, Euclides da Cunha, Fernando de Azevedo, Alcântara
Machado, Julio de Mesquita Filho, Mário de Andrade, Orígenes Lessa, Roberto
Simonsen ou Sérgio Milliet.
Dentre os sócios mais destacados,
no panorama brasileiro do final do século passado, incluem-se Alice Canabrava,
Anita Novinsky, Aziz Ab´Saber, Erwin Theodor Rosenthal, Hernani Donato, José
Sebastião Witter, Miguel Reale, Nicia Vilela Luz, Odilon Nogueira de Matos,
Paulo Bonfim, Samuel Pfromm Neto.
A este contingente reúne-se a nova
geração empossada no dia 25 de janeiro de 2003, constituída por insignes
personalidades da vida cultural paulista, como por exemplo o jurista Octavio
Bueno Magano, o ambientalista Paulo Nogueira Neto, o jornalista José Marques de
Melo, o empresário Ruy Althenfelder Silva, a professora Vavy Pacheco Borges.
O Instituto Histórico e Geográfico
de São Paulo foi fundado no dia 1 de novembro de 1894, reconhecido com entidade
de utilidade pública pela Lei Estadual 508, de 17 de novembro de 1949, e pelo
Decreto Federal 59.151, de 26 de agosto de 1966. A entidade vem tendo papel
relevante na preservação da memória paulista, promovendo atividades de
pesquisa, conferências, seminários e mantendo publicações para divulgar os
trabalhos produzidos pelos associados.
Mantém, em sua sede própria, no
Edifício Ernesto de Souza Campos, Rua Benjamin Constant, 158, na região
central de São Paulo, um precioso acervo documental, constituído por
biblioteca, hemeroteca, mapoteca e museu. Para
visitas ou consultas, os
interessados devem agendar previamente, através
do telefone: 11-3242-3582 ou 3242-8064.
2 - MARQUES
DE MELO RECEBE TÍTULO DE DOUTOR HONORIS CAUSA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE
ALAGOAS
O Reitor da Universidade Federal de
Alagoas, professor Rogério Moura Pinheiro, a diretora do Centro de Ciências
Humanas, Letras e Artes, Maria Aparecida Batista, e o Departamento de Comunicação
Social entregam o título de Doutor Honoris Causa ao jornalista, pesquisador e
professor José Marques de Melo.
3
- ARTIGOS DA REVISTA "PCLA" SELECIONADOS PELO PORTAL INFOAMERICA
O portal INFOAMERICA, mantido na
web por iniciativa da Universidade de Málaga (Espanha), publica mensalmente uma
seleção de artigos das revistas ibero-americanas de comunicação. Na edição
n. 10, datada de 23 de janeiro de 2003, a seção "Selecciones de
Infoamerica" inclui dois artigos publicados originalmente na revista científica
digital PENSAMENTO COMUNICACIONAL LATINO-AMERICANO, vol. 4, n. 2 (janeiro/março,
2003).
Os artigos selecionados são de
autoria da professora brasileira Rubia Vasques, que escreveu um perfil
biográfico do jornalista brasileiro Walter Sampaio, e do pesquisador boliviano
Erik Torrico, que publicou um ensaio sobre a configuração da disciplina
científica de comunicação, inventariando as escolas e autores difundidos na
Bolívia.
Os interessados nesses e nos
demais artigos da seleção de janeiro/2003 devem acessar: www.infoamerica.org/selecciones5.htm ou o site da Revista
PCLA: www.metodista.br/unesco/PCLA/index.htm
4
- PENSAMENTO CRÍTICO NORTEARÁ O CELACOM’2003
O Celacom’2003
- Colóquio Internacional sobre a Escola
Latino-Americana de Comunicação, de 2003 terá com tema
central “Pensamento Crítico: impacto e efeitos na Comunicação
Latino-Americana”. Será realizado na Universidade Metodista de São Paulo
(Rua do sacramento, 230 - São Bernardo do Campo, SP, Brasil), entre os dias 26 a 28 de maio.
Os
sub-temas do colóquio serão: “O Pensamento Crítico na Pesquisa
Comunicacional da América Latina: da Pesquisa-Denúncia à Pesquisa-Ação”,
“O Pensamento Crítico na Construção de Alternativas Midiáticas
Latino-Americanas: Conquistas e Fracassos” e “Grupo Comunicacional de São
Bernardo: do Pensamento Crítico ao Pragmatismo Utópico”.
Constituem
a Comissão Organizadora do evento: José Marques de Melo (Presidente), Maria
Cristina Gobbi (Coordenadora Acadêmica), Adolpho Queiroz, Cicília Peruzzo,
Elizabeth Gonçalves, Daniel Galindo, Graça Caldas, Maria Ap. Ferrari, Paulo
Rogério Tarsitano e Sebastião Squirra. Coordenadora Administrativa: Erika
Nakano e assistentes: Allan Peterson e Juliana Pan. Coordenação dos Núcleos:
Isildinha Martins (Agência de R.P.), Margarete Vieira (Agência de Jornalismo),
Nanci Barbosa (Agência de RTV) e Simone Navacinsk Gardinale (Agência de P.P.).
O prazo
para envio dos resumos é até 21 de março e
devem constar no campo específico do formulário da ficha de inscrição
(disponível no site www.metodista.br/unesco)
e encaminhados para o e-mail: celacom@metodista.br.
Os papers completos devem ser entregue até 21 de abril para o mesmo e-mail.
O
trabalho deve ser apresentado na forma de "Comunicação Científica",
contendo de 10 a 15 páginas, incluindo bibliografia e apresentar no início, título,
nome do autor, instituição a que pertence e um resumo de 10 linhas e três
palavras-chave. O corpo do texto deve conter introdução, descrição da
pesquisa, metodologia, análise dos resultados, conclusões e bibliografia.
Dimensão: tamanho A4, corpo 12, tipo Times New Roman, entrelinha 1,5,
justificado, em Word.
Estamos
convidando integrantes do Grupo de São Bernardo (alunos, ex-alunos,
professores, pesquisadores, etc) para participar do Celacom’2003, onde
estaremos comemorando 25 anos do Programa de Pós-Graduação em Comunicação
da Umesp. Os interessados podem enviar e-mail para mcgobbi.unesco@metodista.br
.
Outras
informações pelo e-mail: celacom@metodista.br
ou no site www.metodista.br/unesco.
O FOLKCOM´
2003 acontecerá no SESC de Grussaí, São João da Barra (RJ), de 3 a 6
de abril de 2003. O tema central será “Folkmídia: difusão do folclore pelas
indústrias midiáticas”.
O encontro terá por objetivos
delinear um perfil da folkcomunicação na mídia a partir da localização do
homem, da festa, da culinária, do artesanato, da música, da religião, da
arquitetura, do trabalho e etc. Realizar estudos documentais descrevendo-os e
analisando-os enquanto processos e fenômenos folkmidiáticos, localizando seus
agentes codificadores, seus canais de expressão, o tipo de mensagem, o público
que se destina. Demonstrar como a mídia se apropria e globaliza os conteúdos
do folclore, fazendo um levantamento do material veiculado em jornais, revistas,
Tvs, Internet, rádio, cinema, histórias em quadrinhos, etc. Intercambiar subsídios
com outros pesquisadores ligados a Rede Folkcom-Unesco e novos pesquisadores,
inclusive de iniciação científica.
O prazo para inscrição de
trabalhos completos é até o dia 17 de março, e devem ser encaminhados para folkcom@metodista.br
Informações completas no site: www.folkcomunica.kit.net
ou www.metodista.br, também pelos e-mails
assessoriafafic@bol.com.br
e catedra.unesco@metodista.br.
“Divulgação
científica é uma das atividades que despertam interesse neste momento. O
assunto é, ao mesmo tempo, fascinante e preocupante. Fascinante porque ciência
é um mergulho nos mistérios do mundo e, neste sentido, um relato capaz de
transformar profundamente a vida das pessoas. Preocupante porque uma certa
mentalidade, resultado de uma visão reducionista do mundo, apresenta uma
interpretação de ciência inteiramente superada como se fosse algo a ser
cultivado. Os 96 verbetes a que Epstein se refere em seu trabalho, longe de uma
caracterização sumária, é quase uma lista de provocações para temas de
enorme abrangência. O primeiro deles é a alfabetização científica, a
necessidade de se sensibilizar a sociedade para as perspectivas da ciência, sem
qualquer conotação pejorativa. Os textos curtos, enxutos não excluem citações
como a fala de Paul Dirac em Antimatéria (“É mais importante que uma equação
seja bela que tenha conformidade com o experimento”), algo capaz de mexer com
certo fundamentalismo. Por tudo isso, o trabalho de Epstein é uma leitura
obrigatória. Não só para divulgadores, mas também para pesquisadores científicos”.
Divulgação Científica 96 Verbetes, do professor do Pós-Graduação em
Comunicação da Umesp Isaac Epstein, lançado pela Editora Pontes. (Fonte:
Scientific American Brasil de fevereiro www.sciam.com.br)
BETÂNIA MACIEL, doutora em
Comunicação pela UMESP, atualmente desempenhando funções docentes e
investigativas na Universidade Federal Rural de Pernambuco e MARCELO SABBATINI,
Mestre em Comunicação pela UMESP, atualmente concluindo seu Doutorado na
Universidade de Salamanca, Espanha, anunciam suas paginas digitais, contendo
informações curriculares e copias de trabalhos publicados. Para consultar,
digite: http://www.sabbatini.com/bemaciel/.
JACQUES VIGNERON, foi convidado a participar da Conferência
anual VIRTUAL EDUCA organizada pelo INEAM (Instituto de Estudo Avançado para
as Américas) no Campus da UNIVAP em São José dos Campos dia 17 de março. O
tema será "Alfabetização tecnológica dos professores". O
lançamento do evento foi feito pela Rede Vida de Televisão, no último dia 20
de janeiro.
O relatório de avaliação dos
grupos PET de todo o país, elaborado pelo MEC a partir dos relatórios anuais
enviados pelos grupos em 2002, qualificou o PET/UMESP como "excelente"
no equilíbrio entre Ensino, Pesquisa e Extensão.
"IX. ANÁLISE DO MEC SOBRE O
EQUILÍBRIO ENTRE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO (de todas as universidades
participantes do PET) (...) (...) Região Sudeste: Não existe uma única
vertente nesta região, haja vista o número maior de grupos e de universidades.
No entanto, duas universidades mereceram elogios especiais da Comissão, a
PUC-MG e a UMESP. Elas apresentaram além de numerosas atividades, balanceamento
entre ensino, pesquisa e extensão em um nível excelente".
Sob a tutoria da Dra. Elizabeth Gonçalves,
professora do Pós-Graduação em Comunicação Social e do curso de Publicidade
e Propaganda da Umesp, o objetivo do Programa Especial de Treinamento (PET) tem
sido o equilíbrio entre as diversas atividades realizadas, garantindo assim,
uma formação diferenciada a seus componentes.
Informações: PET - Programa Especial de Treinamento,
Universidade Metodista de São Paulo (Ed. Capa - Cobertura - Sala 421), tel:
(11) 4366.5600 / ramal: 1867.
10
- CAPES PRETENDE REVER SISTEMA DE AVALIAÇÃO DE PÓS-GRADUAÇÃO
O novo presidente da Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Carlos Roberto Jamil
Cury, quer rever o sistema de avaliação dos cursos de pós-graduação. O
formato atual foi estabelecido em 1998. "Já é hora de definirmos quais
critérios devem ser mantidos e quais precisam de melhor clareza", afirmou
Cury.
Entre os pontos que estão na mira
do novo presidente está a definição do núcleo permanente do corpo docente.
Hoje, professores com essa classificação precisam dedicar 30 horas semanais de
trabalho à instituição a que estão ligados. Cury quer lançar um debate para
verificar se essa jornada deve ser ampliada para 40 horas semanais. "É
preciso ainda definir o que isso significa: a jornada precisa ser cumprida
apenas na pós-graduação? Será que horas de aula na graduação também devem
ser consideradas?", questiona.
A proposta da "avaliação da
avaliação" será feita ao conselho da Capes, que representa as oito
grandes áreas de conhecimento. Indicado para o cargo, Cury diz que pretende
ampliar o diálogo e a participação da comunidade científica na coordenação.
Professor aposentado de história da Universidade Federal de Minas Gerais e
professor da Pontifícia Universidade Católica, Cury afirma que irá manter a
linha de trabalho que a Capes vem desenvolvendo. "Em time que está
ganhando não se mexe", diz. Mas ele admite que pretende colocar
"alguma marca pessoal" na administração.
Um tema que receberá atenção do
professor é a queixa de muitos alunos da área de humanas para a concessão de
bolsas da Capes. Cury atribui o menor número de bolsas às notas classificatórias
do sistema de avaliação. Para atenuar as diferenças nas diversas áreas de
conhecimento, o professor defende a existência de um sistema de avaliação
universal, mas com critérios específicos. "Às vezes, um trabalho na área
de humanas ou na área de biológicas exige um período maior de maturação.
Podemos ter alguns critérios diferenciados, sem que isso prejudique o rigor
acadêmico."
Cury diz que também vai analisar
as dificuldades para a concessão de bolsas.
Ele argumenta que há um número
crescente de candidatos. E um orçamento que não acompanhou essas mudanças.
"Ainda não assumi. Mas certamente esse assunto será avaliado por nós."
Fonte: O Estado de S. Paulo,
15/1/2003
11
- CURY, NOVO PRESIDENTE DA CAPES: "PRETENDO OUVIR A COMUNIDADE"
Carlos Roberto Jamil Cury
é o novo presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (Capes), nomeado pelo ministro Cristovam Buarque - Casado, 57 anos, três
filhos. É professor da PUC Minas e membro do Conselho Nacional de Educação,
desde 1996.
Atualmente é presidente da Câmara
de Educação Básica. Formado em Filosofia, com mestrado e doutorado em Educação
na área de Filosofia e História da Educação pela PUC/SP, pós-doutorado na
Faculdade de Direito São Francisco (SP), na Universidade Paris V e na Escola de
Altos Estudos, em Paris, França.
Jamil Cury começou como professor
de ensino médio. Depois foi para São Paulo como professor do ensino superior.
De 1978 a 2002 foi professor na UFMG. Atuou na pós-graduação como coordenador
e representante de área na Capes, representou a área de Educação durante
quatro anos. Em 2002, foi contratado pela PUC de MG como professor no programa
de pós-graduação em Educação.
Prioridades - De acordo com o novo
presidente, o diálogo com a comunidade científica é imprescindível para que
a Capes mantenha o que é bom em matéria de referência nacional de avaliação,
de apoio e fomento a mestrados e doutorados, convênios e acordos
internacionais. "Mas como o próprio nome diz é uma coordenação de
aperfeiçoamento, portanto, existe nela essa dinâmica de manter e aperfeiçoar",
diz.
"Pretendo ouvir a comunidade
da qual faço parte. Há e sempre houve problemas no sistema de avaliação, por
ser relativamente novo. Portanto, é preciso reavaliar. Além disso creio que
algumas coisas pendentes que a gente precisa reforçar, rever e pensar é a
questão multidisciplinar", acrescenta. (Fonte: Assessoria de Imprensa da
CAPES).
Foi assinado convênio, na cidade
de Santiago do Chile, no último dia 20 de janeiro de 2003, entre a UNESCO e a
Universidade Diego Portales para a instalação da mais nova Cátedra de
Comunicação da América Latina. A Titular dessa nova Cátedra UNESCO é a
Profa. Lucia Castellon, Diretora da Faculdade de Ciências da Comunicação e da
Informação daquela universidade chilena. A agenda temática da Cátedra para o
primeiro triênio gravitará em torno do binômio Mídia e Cidadania.
O convênio foi assinado pelo
Diretor-Geral da UNESCO, Koichiro Matsura, e pelo Reitor da UDP, Manuel Mont,
durante ato público que contou com a presença de senadores, deputados, empresários
e jornalistas.
A Profa. Lucia Castellon e sua
equipe trabalham, agora, na preparação do programa inicial de atividades de
ensino, pesquisa e extensão, a ser desenvolvido no período 2003-2005. A Cátedra
recém criada passará a integrar a Rede Mundial de Cátedras UNESCO de Comunicação,
sediada em Montreal, Canadá.
Realiza-se na cidade do Rio de
Janeiro, no período de 1 a 5 de junho de 2003, o encontro que tem como tema
central "História da Mídia: 2 Séculos de História".
Trata-se do primeiro evento
preparatório para o Congresso Brasileiro de História da Imprensa, previsto
para o ano 2008, quando o Brasil comemora 2 séculos de funcionamento regular da
mídia impressa. Foram programados 5 encontros, dos quais o primeiro está
confirmado para o Rio de Janeiro, em 2003, e o segundo está agendado para
Salvador, em 2004.
A iniciativa é da Rede Alfredo de
Carvalho para a Preservação da Memória e a Construção da História da
Imprensa no Brasil, um movimento intelectual lançado em parceria pela ABI -
Associação Brasileira de Imprensa, ABL - Academia Brasileira de Letras,
INTERCOM - Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação e
ABECOM - Associação Brasileira de Escolas de Comunicação, que conta a adesão
do Centro Universitário Carioca - UniCarioca e da UERG - Universidade Estadual
do Rio de Janeiro, tendo também o apoio cultural da Prefeitura da Cidade do Rio
de Janeiro.
Além de simpósios, painéis e
mesas redondas, o I Encontro da RedeAlcar pretende fazer um balanço da pesquisa
em desenvolvimento sobre a História da Mídia Brasileira. Os pesquisadores que
trabalham com essa temática podem inscrever seus trabalhos em 6 Grupos de
Trabalhos: 1) História da Mídia Impressa, 2) História da Mídia Sonora, 3)
História da Mídia Visual, 4) História Mídia Audiovisual, 5) História
da Mídia Digital, 6) História da Mídia Persuasiva.
Os resumos dos trabalhos ´podem
ser enviados até o dia 1 de março para o seguinte endereço: redealfredocarvalho@unicarioca.edu.br
Os autores das comunicações
selecionadas terão prazo complementar até o dia 1 de maio para encaminhar os
textos completos.
A comissão organizadora do evento
é constituída por: Ana Arruda Callado (ABI), Claudia Chaves (UniCarioca),
Esther Bertoletti (MINC), José Marques de Melo (UNESCO) e Sonia Virgínia
Moreira (INTERCOM).
Informações gerais sobre o evento
podem ser solicitadas a: lislopes@unicarioca.edu.br
14
- O CENTENÁRIO DE ADORNO, FILÓSOFO DA INDÚSTRIA CULTURAL, SERÁ
COMEMORADO NA ALEMANHA E NO BRASIL
A Alemanha comemora este ano o
centenário de nascimento de Theodor Wiesengrund-Adorno, um dos mais influentes
e carismáticos intelectuais europeus do século XX. Uma intensa programação
de eventos — debates, exposição, concertos musicais — terá lugar em
Frankfurt, cidade natal do filósofo, onde emergiu a famosa e controvertida
Escola de Frankfurt, em torno da qual gravitaram pensadores dos mais inovadores
do século passado e que teve Adorno como o maior expoente. Além disso, está
se lançando uma série de novas biografias que ajudam o leitor a entender a
personalidade tão complexa quanto o ambiente onde viveu.
O fascínio exercido por Adorno
inspirou quatro ex-alunos a escrever diferentes biografias do mestre que foi um
gênio múltiplo: filósofo, sociólogo, músico, crítico literário e musical.
Neste início de 2003, chegou às livrarias a biografia escrita por Lorenz Jäger,
jornalista do “Frankfurter Allgemeine Zeitung”, que foi aluno de Adorno em
1966 no Instituto de Pesquisa Social, centro independente, embora ligado à
Universidade de Frankfurt, onde o filósofo desenvolveu a sua “teoria crítica”
— cujos pressupostos seriam adotados nos anos 60, na efervescência do
movimento estudantil, quase como um manual da dita neo-esquerda alemã. Em
linguagem acessível, a biografia (da editora DVD) pode ser lida mesmo por quem
não tem intimidade com a obra teórica. O jornalista conta a origem do menino
que, aos 6 anos, já tocava violino e piano e tinha como principais professoras
a mãe, Maria, uma cantora lírica, e tia Agathe, virtuose do piano, que
despertaram para sempre o interesse de Adorno p ela música (tanto que seus
escritos a respeito tornaram-se marcos da filosofia contemporânea da música).
Jäger destaca a origem de alta
burguesia do filósofo fortemente influenciado pelo marxismo: o pai, próspero
comerciante de vinho, era um judeu convertido ao protestantismo. Quando criança,
o pouco que Adorno conhecia da religião judaica aprendera nas visitas ao avô,
ainda um judeu praticante. O filósofo, porém, seria confrontado com a origem
judaica pouco antes de completar 30 anos, quando, em 1933, os nazistas chegaram
ao poder e ele foi proibido de lecionar. No ano seguinte, emigrou para a
Inglaterra e depois para os EUA, onde estreitaria os laços com os pensadores do
Instituto de Pesquisa Social, especialmente com Horkheimer, o primeiro grande
nome da Escola de Frankfurt, com quem Adorno escreveu “Dialética do
esclarecimento” (de 1941), no qual cunharam a expressão “indústria
cultural”.
Esses anos — nos quais Adorno
morou em Nova York, onde estudou o rádio, e em Los Angeles, onde conheceu de
perto a indústria cinematográfica, só retornando à Alemanha em 1949 —
marcaram o filósofo mais do que qualquer época da sua vida. Segundo Rolf
Wiggershaus, autor do já clássico “A Escola de Frankfurt”, recém-lançado
no Brasil pela editora Difel, a obra teórica de Adorno foi fortemente marcada
pelo Holocausto. Além do trauma com a tragédia da morte de milhões de
pessoas, o filósofo nunca conseguiu superar a morte do grande amigo e colega
Walter Benjamin, que, sem saída diante da perseguição nazista, acabou por se
suicidar na França. A influência de Benjamin — inclusive para desenvolver a
crítica à indústria cultural — foi decisiva na obra de Adorno do pós-guerra
(ele morreria em 1969).
De acordo com o biógrafo, a vida
de Adorno foi marcada por três bês: o primeiro foi o de Beethoven, que remete
à sua paixão pela música — ele estudou com Alban Berg em Viena e tinha
Schoenberg como ídolo; o segundo foi o da barbárie, devido ao Holocausto e ao
exílio; e o terceiro refere-se a Benjamin.
Na biografia que será lançada
pela Suhrkamp (que até hoje detém os direitos de publicação da obra de
Adorno), Wolfram Schüttle, outro ex-aluno, traça uma espécie de guia turístico
intelectual dos lugares de Frankfurt importantes para o filósofo, como a loja
de vinhos do pai, a casa onde nasceu, as escolas que freqüentou e sua última
residência. O prefácio é assinado por Jürgen Habermas, considerado o grande
nome da segunda geração da Escola de Frankfurt.
Já o denso livro de Stefan Müller-Doohm,
professor de sociologia da Universidade de Oldenburg e também ex-aluno de
Adorno, foi lançado há poucos dias com edições paralelas traduzidas para o
inglês, o francês e o italiano, para celebrar como um megaevento internacional
o centenário de Adorno. Durante seis anos, Müller-Doohm vasculhou todos os
arquivos que encontrou em Frankfurt, Viena, Berkeley, Oxford e Princeton para
encontrar novos aspectos da obra do criador da “teoria crítica” e seu
impacto sobre a esquerda dos anos 60, que, ao radicalizar da teoria para a violência,
entrou em conflito com o mestre. Müller-Doohm dá muita atenção ao contexto
em que a obra filosófica emergiu. Como ex-aluno, não deixa de escrever sobre o
Adorno professor, seu comportamento nas aulas e como, sem um único papel na mão,
desenvolvia suas idéias enquanto ensinava.
(Fonte: Graça Magalhães, correspondente de "O
Globo" em Berlim. Suplemento "Prosa & Verso", Rio de Janeiro,
18/01/2003)
Comemorações no Brasil
PUBLICAÇÕES: Até o fim do
semestre, será lançado “Introdução à sociologia”, de Theodor Adorno,
pela Unesp. O livro, no qual o filósofo desenvolve uma concepção específica
da sociologia, é o resultado de aulas dadas por ele no fim da vida. Neste
momento, ele participava da polêmica da Sociologia Alemã contra Popper e
adeptos. Também está sendo preparado “Teoria crítica da indústria
cultural”, de Rodrigo Duarte, que deve sair pela Unesp, ainda sem data. Em março,
será editado “Adorno & A arte contemporânea”, de Verlaine Freitas, da
coleção Filosofia Passo-a-passo, Zahar. Além disso, o número 83 da revista
“Educação e Sociedade” (Cedes/Unicamp), publicará o dossiê “Adorno e a
Educação ”, em agosto. A iniciativa é do grupo de pesquisa “Teoria Crítica
e Educação” (Fapesp/CNPq).
CONGRESSO: De 9 a 12 de setembro será realizado o congresso
internacional “Theoria Aesthetica — Theodor Adorno 1903-2003”, na
Fafich-UFMG. Os objetivos são discutir o modelo de teoria estética do filósofo
alemão e a relação entre estética e teoria. (Fonte: O Globo On Line, Rio de
Janeiro, 19/01/2003)
15
- LIVRO VIRTUAL ANALISA OS CRITÉRIOS DE ESCOLHA DE NOTÍCIAS DO JORNALISMO
AMAPAENSE
Nos meses de outubro e novembro os alunos do segundo ano de
jornalismo da Faculdade Seama, sob orientação do professor Ivan Carlo, fizeram
uma pesquisa, analisando os principais órgãos de notícia do Amapá. O
resultado é o livro “Teoria do Jornalismo – critérios de escolha de notícias
nos jornais amapaenses”, lançado recentemente como livro virtual, e que será
publicado em breve em versão impressa pela Faculdade Seama.
Os alunos analisaram o jornalismo
amapaense utilizando três teorias que explicam porque as notícias são como são.
A teoria do espelho diz que a matéria jornalística é apenas um retrato fiel
dos fatos. O jornalista é visto como um observador desinteressado e totalmente
objetivo. A teoria gatekeeper argumenta que a subjetividade está na escolha dos
fatos. Para essa teoria a reflete a subjetividade do jornalista. Para a teoria
organizacional, as pressões da organização são mais importantes na escolha
das notícias do que a vontade pessoal do jornalista.
Os alunos da Seama entrevistaram
editores, jornalistas e donos de veículos de comunicação. Além disso as matérias
veiculadas por esse veículos foram analisados. O resultado é uma pesquisa única
na Amazônia e no Brasil.
Teoria do Jornalismo – critérios
de escolha de notícias nos jornais amapaenses, de Ivan Carlo (coordenação) e
alunos da Faculdade Seama.
Onde baixar: Site Corrêa Neto –
http://www.correaneto.com.br,
Virtual Books – http://virtualbooks.terra.com.br/, Blog Humano, Demasiado Humano - http://www.jenny.blogger.com.br ou Site WWW DESIGN - http://www.solute.com.br/vwg/trabalhos_acad.htm.
16 -
CONVOCATORIA
REVISTA SIGNO Y PENSAMIENTO No. 42
A revista Signo y Pensamiento,
publicação do Departamento de Comunicação da Facultad de Comunicación
y Lenguaje da Pontificia Universidad Javeriana, convoca investigadores, professores e pensadores do campo da comunicação
— e ciências sociais— a apresentar artigos para o número 42 da publicação,
dedicada ao tema: “Mutaciones... entre ficción y realidad: nuevas tendencias
mediáticas”.
Todas as pessoas interessadas podem
enviar artigos de investigação, reflexão, revisão temática e reportagens em
qualquer dos seguintes eixos temáticos (especificando qual deles):
Mutaciones... entre ficción y realidad: Nuevas tendencias mediáticas
(cine, tv, prensa, radio, internet, arte): - televisión real, - reality shows,
- talk shows, - el caso periodístico, - los docudramas, - las viejas /nuevas
relaciones entre información y entretenimiento, - las mutaciones de los géneros,
los formatos y las narrativas mediáticas y periodísticas. - las
transformaciones y recontextualizaciones de lo público/privado, político/no
político, dentro/fuera, - las nuevas agendas de la producción y tematización
mediática de los problemas locales, nacionales y globales en las sociedades de
hoy.
A data limite para o recebimento de artigos é 28 de
fevereiro de 2003. As colaborações podem ser enviadas para: Signo y
Pensamiento signoyp@javeriana.edu.co,
Jorge Iván Bonilla V., editor jibonill@javeriana.edu.co
ou Catalina Montoya L., coordenadora catalina.montoya@javeriana.edu.co.
A história do jornalista Trajano
Coelho Neto, um dos pioneiros na luta pela autonomia política do Estado do
Tocantins, é destaque da edição de dezembro/2002 da revista Imprensa. A
reportagem resgata a trajetória, política e jornalística, desse importante
defensor do Tocantins, na distante década de 50.
Escrita pelos jornalistas Aurielly
Queiroz Painkow e Lailton Alves da Costa (de Palmas), sob coordenação do
jornalista José Marques de Melo, (da Umesp), a reportagem lança luz sobre um
importante personagem da história tocantinense, que sem dúvida merece ser
conhecido.
Natural de Balsas (MA), Trajano
Coelho Neto chegou à região de garimpeira - atual cidade de Pium - em 1942.
Fundou o jornal Écos do Tocantins, em 1951, no qual defendia a emancipação de
antigos povoados, como Pium e Cristalândia, distantes 139 e 165 quilômetros de
Palmas, respectivamente.
De acordo com a reportagem, Trajano
tentou incutir no povo desta região a importância da comunicação como agente
de transformação. “Ajudar o jornal da terra em que se vive é cuidar de
engrandecê-la (...)”, escreveu o jornalista, numa das primeiras edições de
Écos.
Em seu jornal, Trajano tentou
divulgar - “dar eco” - ao que havia de bom e de ruim no antigo Norte de Goiás.
Através do jornal denunciava o abandono em que vivia a gente dessa terra, e a
união pela emancipação de cidades, e do que viria a ser o atual Estado do
Tocantins.
Por causa de sua popularidade e
influência ganhou as eleições para prefeito de Pium, em 1960. Ao assumir a
prefeitura denunciou a corrupção que teria sido praticada por seus
antecessores, o que lhe custou a própria vida: Trajano foi assassinado no dia
13 de abril de 1961. Deixou, entretanto, uma história de lutas e de realizações,
dignas de respeito e reconhecimento. (Fonte: Rubens Gonçalves, Jornal do
Tocantins, Palmas, 15-5-2003).
Esta circulando na Itália o livro
coletivo "Dal controllo alla condivisione - Studi brasiliani e itlianei
sulla comunicazione", organizado por Giovanni Bechelloni e Maria Immacolata
Vassalo de Lopes, publicado pela Mediascape Edizione, sediada em Roma.
O livro contém a memória do II
Colóquio Brasil-Itália de Ciências da Comunicação, realizado em Florença,
em janeiro de 2001.
Participam da obra autores
brasileiros como José Marques de Melo, Muniz Sodré, Sergio Caparelli, Silvia
Borelli, Albino Rubim e autores italianos como Milly Buenanno, Chiara Salvadori,
Carlo Sorrentino, Eurico Cheli e Piero Trupia.
Informações sobre a coletânea
estão disponíveis no site: www.mediascapeonline.com
A revista COMUNCIARTE, publicada
pelo Centro de Linguagem e Comunicação da PUC de Campinas, completou 20 anos
de circulação no ano de 2002. Fundada em 1992 pelo Professor Mário Erbolato,
a revista tem lançado edições periódicas que fazem o diálogo entre as Ciências
da Comunicação e as Artes.
Para celebrar o aniversário, o
atual editor Celso Falasci preparou uma edição especial, que tem o n. 25,
contendo colaborações da prata de casa, como Bruno Fuser, Cleonice Furtado de
Mendonça, Dulce Maria Pompeo de Camargo e também de colaboradores
especialmente convidados como Edvaldo Pereira Lima, Antonio Teixeira de Barros,
Claudia Regina Lahni.
Dentre os colaboradores vinculados
ao Grupo Comunicacional de São Bernardo, destacam-se: Graça Caldas, Herom
Vargas e Veera Regina Toledo Camargo.
A edição conta ainda com textos
introdutórios do próprio Celso Falasci, da responsável institucional pela
criação da revista, Prof. Regina Márcia Moura Tavares, e do Prof. Dr. José
Marques de Melo, Titular da Cátedra UNESCO / UMESP de Comunicação.
Inclui ainda na contra-capa uma
citação do estudo "Para uma história da difusão do pensamento
comunicacional no Brasil", cujo capítulo sobre a trajetória de
Comunicarte foi escrito pelos pesquisadores Rosemary Bars Mendez, Wilma Barros,
Glaubio Batista e Nahara Mackovikz.
A edição n. 179 da revista
IMPRENSA, em circulação nas bancas de todo o país, tem como matéria de capa
"Cartas ao Presidente", em que um grupo de jornalistas convidados
envia mensagens ao Presidente Lula. Dentre eles, destaca-se sua filha Lurian
Silva, jornalsita formada pela UMESP.
Em sua carta ao pai-presidente,
Lurian reivindica a revisão do piso salarial dos jornalistas
profissionais, sugerindo a fixação de pisos regionalizados e também pedindo
que se estude o valor das mensalidades cobradas pelos cursos de jornalismo em
todo o país.
Os interessados na matéria podem
acessar a edição digital da revista - www.portalimprensa.com.br
O jornal popular Brasil de Fato foi
lançado no último dia 25, no auditório Araújo Viana, em Porto Alegre (RS),
em evento paralelo ao III Fórum Social Mundial, com a presença de pelo menos 5
mil pessoas e com a missão de trazer a "verdade que precisa ser dita"
para a imprensa nacional. Brasil de Fato é uma atitude de organizações
sociais, jornalistas e intelectuais que pretende resgatar a dívida que a
imprensa de esquerda tem com a população.
No palco do Araújo Viana, por mais de três horas, estiveram personalidades políticas
e intelectuais do Brasil e América Latina que, ao se revezarem com músicas,
clamores e aplausos, expressaram suas opiniões sobre o lançamento do jornal.
Entre as personalidades, Plínio de Arruda Sampaio confessou o sofrimento dos últimos
15 anos e a percepção de estar "sentindo os ares" de uma nova
conjuntura. O ministro das Cidades, Olívio Dutra, afirmou que o Brasil de Fato
nos fará "respirar o oxigênio da mudança para enfrentar a manipulação
no Brasil e na Globo", enquanto Hebe Bonafini, do movimento Madres del la
Plaza de Mayo, da Argentina, classificou o novo periódico como "um filho
que nasce em liberdade".
Todo uso do verbo, em seu sentido mais amplo, foi citado pelo escritor Eduardo
Galeano que rotulou o sistema neoliberal de ladrão "não só da terra, do
trabalho, da água e da vida dos explorados como, também, das palavras".
Ele disse que o veículo pode recuperar as palavras roubadas "de quem tem
algo a dizer por necessidade e não pela obrigação de mentir". Aleida
Guevara defendeu que só um povo culto pode ser livre e convocou os responsáveis
e os simpatizantes pelo jornal a lutar pela "vitória sempre". Augusto
Boal ensaiou com todo o público um juramento de apoio à publicação, em um
texto repetido por ele e por todo auditório.
Ao final de três horas, o
jornalista José Arbex Jr., editor-chefe do Brasil de Fato, declarou estar
esgotado emocionalmente após tamanha expressão de apoio à iniciativa da produção
do jornal e afirmou que a existência do jornal é "uma autodefesa da
sociedade brasileira".
Áurea Lopes, também editora do
jornal, comentou que o apoio caloroso dos presentes no evento de lançamento
"significa muita energia que motivará um trabalho cada vez melhor em todo
país" e a expressão de uma demanda latente por esse tipo de publicação.
(Daniel Azevedo Duarte, publicado
originalmente no sítio da III Ciranda Internacional da Informação
Independente http://www.portoalegre2003.org/publique/index01P.htm)
22
- COMUNICAÇÃO PELOS DIREITOS DA INFÂNCIA
E DA ADOLESCÊNCIA
Estão abertas
as inscrições para a terceira edição
dos Prêmios Ibero-Americanos de Comunicação
pelos Direitos da Infância e da Adolescência.
Podem concorrer matérias ou trabalhos gráficos publicados ou veiculados
entre os dias 23 de setembro de 2001 e 31 de agosto de 2003 que tratem do tema
da infância e da adolescência.
Mais informações: http://www.unicef.org.br
O XI Encuentro Latinoamericano de
Facultades de Comunicacion será realizado, em sociedade com a Universidad de
Puerto Rico e Appacs, na cidade de San Juan (Porto Rico), de 5 a 8 de outubro de
2003. O evento contará com importantes nomes da investigação de comunicação
na América Latina.
Os interessados em apresentar
trabalhos podem enviar o resumo até 15 de fevereiro. As propostas e consultas
devem ser remetidas exclusivamente à Comision Academica presidida pela
professora Silvia Alvarez, no e-mail: pr2003@rrpac.upr.clu.edu.
A convocatória para apresentação
de trabalhos no encontro está a disposição no portal: http://www.felafacs.org.
Abaixo transcrevemos a relação de
convidados confirmados:
1. ALEMANIA - Hermann Herlinghaus.
2. ARGENTINA - Ernesto Laclau, Alfredo Alfonso, Alicia Entel, Florencia
Saintout, Daniel Ulanowsky, Sergio Caletti, Alejandro Grimson, Anibal Ford,
Luciano Sanguinetti, Damián Loretti, Miguel Rodríguez Villafane, Lucrecia
Escudero, María Cristina Mata, Nora Mazziotti, Mirta Varela.
3. BOLIVIA - Erick
Torrico.
4. BRASIL - Renato Ortiz, Erasmo de
Freitas Nuzzi, Arlindo Machado.
5. COLOMBIA - Jesús Martín
Barbero, Joaquín Sánchez, Germán Rey, Jorge Ivan Bonilla, Omar Rincón,
Rafael Obregón.
6. CHILE - Guillermo Sunkel.
7. ESPAÑA - Enrique Bustamante, Joseph Maria Blanco, Gonzalo Abril,
Marcial Murciano, José Pérez Sánchez.
8. ESTADOS UNIDOS - Federico Subervi.
9. FRANCIA - Armand Mattelart.
10. MEXICO - Luis Núñez Gornés, Beatriz Solis, Javier Corral,
Enrique Sánchez Ruiz, Raúl Fuentes, Guillermo Orozco, Rossana Reguillo,
Ernesto Villanueva, Cristina Romo, Luis Alfonso Guadarrama, Carlos Monsivais.
11. PARAGUAY - Susana Aldana.
12. PERÚ - Rafael Roncagliolo, Teresa Quiroz, Walter Neira, Carla
Colona, José Perla Anaya, Rosa María Alfaro, Javier Protzel, Ana María Cano.
13. PUERTO RICO - Eliseo Colón, Carlos Malavé, Silvia Alvarez, Max
Dueñas, Alfredo Carrasquillo, Lourdes Lugo, Haydeé Seijo, Beatriz Morales,
Juan Gelpi, Héctor Sepúlveda, Luis Alberto Ferre, Aileen Estrada, Jorge Duany,
Ivette Rodríguez Buitrago, Sandra Díaz, Angel Quintero.
14. REPÚBLICA DOMINICANA - Oscar López
Reyes.
15. URUGUAY - Gabriel Kaplún.
16. VENEZUELA - Alejandro Alfonso.
ANDI anuncia resultado do Concurso
Tim Lopes. O prêmio será uma Bolsa de Incentivo à Investigação no valor
entre R$ 9.500 e R$ 14.500, que deverá ser utilizada na realização da
reportagem.
Cinco projetos de investigação
jornalística sobre abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes
receberão apoio técnico e financeiro para que sejam realizados. São os
vencedores do Concurso Tim Lopes para Projetos de Investigação Jornalística,
nas categorias Jornal, Rádio, Revistas e TV, anunciados hoje (27/1) pela ANDI.
Pela qualidade dos projetos inscritos na categoria Jornal, o júri decidiu
premiar duas inscrições, deixando de contemplar a categoria Mídia
Alternativa. A decisão teve como base o artigo 18 do regulamento, que previa a
possibilidade de concessão de mais de um prêmio para a mesma categoria, desde
que outra não o recebesse. A Bolsa de Incentivo à Investigação será
entregue ao jornalista responsável em sua redação. As reportagens devem ser
publicadas até o dia 18 de maio, data que marca o Dia Nacional de Combate ao
Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. No mesmo mês, a ANDI
lança o livro O Grito dos Inocentes, sobre o tema. Na ocasião do lançamento,
os jornalistas responsáveis pelos projetos vencedores serão convidados a
participar, em São Paulo, de um debate sobre o processo de apuração e produção
de suas reportagens.
Conheça os vencedores:
Jornal - Maria Clarice Dias,
Juliana Cézar Nunes e Marina Oliveira, do jornal Correio Braziliense - Brasília/DF e
Ricardo Mendes, Suzana Varjão e Rosana Zucolo, do jornal A Tarde - Salvador/BA.
Rádio - Nelcira Nascimento e Ângela
Bastos, da Rádio Gaúcha - Porto Alegre/RS.
Revistas - Mônica Beatriz
Figueiredo e Gabriella Sant´Anna, da Revista MTV - São Paulo/SP.
TV - Walace Lara e Ana Quezado, da
TV Verdes Mares - Fortaleza/CE.
Foram premiadas as propostas que
contribuem para a revelação e contextualização de aspectos sociais, políticos,
econômicos e culturais relevantes para o melhor entendimento das questões que
envolvem esse tipo de crime. Compuseram o júri do Concurso a Diretora executiva
do Instituto WCF - Brasil, Ana Drummond; a Oficial de Comunicação do Unicef,
Rachel Melo; a presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Beth Costa; o
Gerente de Comunicação do Instituto Ethos, Leno Silva; o Gerente de Comunicação
do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife), Judiciano Cavalcante; o
correspondente da Inter Press Service, Mário Osava e a socióloga Marlene Vaz.
O objetivo do Concurso é fazer com
que jornalistas, meios de comunicação e organizações da sociedade civil se
unam na mobilização da opinião pública para a importância de combater o
abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. O Concurso Tim Lopes
para Projetos de Investigação Jornalística é uma realização da ANDI (Agência
de Notícias dos Direitos da Infância) e do Instituto WCF - Brasil, com o apoio
da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e do Unicef (Fundo das Nações
Unidas para a Infância).
Informações: Graziella Nunes, Cecília
Brandim ou Naitê Santos Fone: (61) 322-6508 - E-mail: pauta@andi.org.br.
CANALCIÊNCIA, www.canalciencia.ibict.br,
é uma nova ferramenta de divulgação científica, com duas funções
principais: de um lado permite que os pesquisadores e cientistas de todo o país
divulguem suas pesquisas; e de outro possibilita aos interessados leigos um
acesso facilitado às pesquisas brasileiras em andamento.
Dirigido a jornalistas, educadores
e ao público em geral, CanalCiência é uma ferramenta a serviço da cidadania.
Uma estratégia de disseminação do conhecimento científico e divulgação dos
novos recursos tecnológicos que a pesquisa põe à disposição da sociedade.
O portal CANALCIÊNCIA é uma
iniciativa do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT/MCT)
concretizada depois de dois anos de trabalho sob a direção de Marisa Brächer,
no âmbito do programa de divulgação científica do IBICT, coordenado pela
divulgadora científica Gloria Malavoglia.
O portal traz novidades na forma
como realiza a divulgação científica das pesquisas. Como instrumento de
divulgação, transforma em idioma coloquial, a linguagem especializada dos
cientistas. Mas, diferentemente do que ocorre normalmente, antes de publicar a
pesquisa no portal, a equipe do CANALCIÊNCIA submete ao pesquisador o texto
destinado aos leigos, de modo que a facilitação do acesso à informação
científica aconteça sem perda (ou com perda mínima) da precisão científica,
levando o pesquisador a atuar como divulgador de conhecimento.
No Banco de Pesquisas do CANALCÊNCIA
cada resumo de pesquisa é apresentado em três tópicos principais: o que é a
pesquisa, como é feita, e qual sua importância. Além disso, são oferecidas
inúmeras outras informações, desde o título acadêmico do estudo, até as
fontes financiadoras, e-mail e endereços para acesso virtual, nomes dos
coordenadores, instituições a que pertencem e uma galeria de imagens sobre a
pesquisa, que se ampliam ao comando do mouse.
Neste primeiro momento, o Banco de
Pesquisas contém cerca de 50 textos-resumos sobre as pesquisas desenvolvidas no
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA, no Instituto de
Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG
e nos Centros Nacionais de Referência para Energias Alternativas do MCT; matérias
sobre o Laboratório Nacional de Astrofísica - LNA, Laboratório Nacional de
Luz Sincroton - LNLS, INPE, além de pesquisas na área da ciência da
informação.
Este canal de difusão, aberto aos
cientistas brasileiros e aos cidadãos/internautas é inteiramente construído
sobre a interatividade (possibilitando a iniciativa dos cientistas de inserirem
suas pesquisas). A estimativa é que, dentro de três meses, quando estiver
inteiramente operativo, o portal CANALCIÊNCIA já abrigue mais de 100
pesquisas, devendo chegar a cerca de 400 até o final de 2003.
Além dos textos-resumos de
pesquisas, o portal disponibiliza um Diretório de Links que reúne os links dos
principais serviços de notícias brasileiros em C&T, de glossários, de
revistas, de sites sobre a cultura científica e de museus de ciência, entre
outros. Na seção Saiba Mais, os usuários encontram fontes como livros e
publicações, CD-Roms e multimídias, eventos e cursos, todos com o foco em
difusão científica. Em todos eles os visitantes podem enviar sugestões.
Finalmente, CanalCiência trará em
versão RealAudio e MP3, centenas de entrevistas com personalidades da ciência
brasileira, do programa de rádio de divulgação científica produzido nos
meados anos 80, pela SBPC, com apoio do CNPq e transmitido pela rádio USP. O
acervo foi resgatado e digitalizado pelo IBICT e a transmissão das entrevistas
no CanalCiência foi possível por meio de uma parceria com a BibVirt da Escola
do Futuro da USP. Já estão no ar 20 entrevistas deste acervo.
Maiores informações: (061)
217.6360 Sonia ou Cida ou pelo e-mail canalciencia@ibict.br
A Editora Livraria Ciência Moderna lança o livro de
telejornalismo de Antonio Brasil, Coordenador do Laboratório de TV UERJ (www.telejornalismo.com/tjuerj).
É uma coletânea de artigos e
ensaios críticos sobre os seguintes temas:
Televisão, Telejornalismo, Internet, Telejornalismo online,
Telejornalismo universitário, TVs universitárias, Novas tecnologias para o
telejornalismo, Guerrilha tecnológica, Câmeras ocultas (Tim Lopes), Televidão
,Cobertura internacional, Correspondentes de guerra, Videofones, Videojornalismo,
Reality shows, Casa dos jornalistas, Documentários na TV, Antropojornalismo,
Exclusão digital, TV e os índices de audiência, Avaliação de
telejornalismo, Manual de telejornalismo, Cinegrafistas e imagem nos
telejornais, Resenha de livros sobre Telejornalismo, TV digital versus internet,
A TV do futuro. Segue abaixo nota do autor:
Estou finalmente lançando o meu livro de
"batalha": Telejornalismo, Internet e GUERRILHA TECNOLÓGICA pela
Editora LCM. Trata-se de uma coletânea de artigos em linguagem descontraída e
bem humorada sobre os maiores problemas da nossa TV e, principalmente em relação
ao segmento do Telejornalismo. Apresento algumas alternativas e
"ousadias" para tentar deter uma decadência visível dos nossos
telejornais e um afastamento do público mais jovem das "más notícias"
na TV. Também discuto câmeras ocultas (sou radicalmente contra), Tim Lopes,
sugiro uma "Casa dos jornalistas" como opção pela transparência dos
nossos telejornais, aposto na migração da TV para a internet ao invés de uma
TV digital inevitável, discuto a necessidade de uma cobertura internacional na
TV com repórteres mais jovens e menos "estrelas", transmitindo com câmeras
digitais e videofone ao invés de hotéis 5 estrelas e "passagens"
gravadas no "estacionamentos" das agências em Londres e NY. Ah, também
discuto os objetivos de uma Tv universitária que prometia tanto mas que acabou
falar sozinha de si mesma. Ninguém gosta e ninguém assiste. Pena!
O livro é bem polêmico e muita
gente não vai gostar. Mas creio que Precisamos começar a pensar numa crítica
especializada no nosso telejornalismo e num monitoramento mais sério desse
segmento que elege presidentes.
Acho que você iria gostar. Ah, o prefácio é do Dines e as
ilustrações são de Gabriel (diga não ao nepotismo) Brasil! O trabalho é bem
diferente e tenho certeza de que vai gerar muitas discussões.
Telejornalismo é tão poderoso em nosso país que a única chance para torná-lo
mais democrático é pela guerrilha... tecnológica, é claro!
APRESENTAÇÃO PESSOAL PARA DIVULGAÇÃO
DO LIVRO "TELEJORNALISMO, INTERNET E GUERRILHA TECNOLÓGICA" DA EDITORA LIVRARIA CIÊNCIA
MODERNA.
Como já deve ser bastante óbvio,
gosto de TV. Nasci com o meio. Desde os 8 meses fui colocado pela minha mãe na
frente de um aparelho novo, tecnologia ainda experimental, que surgia no início
dos anos 50 no RJ, uma tal de televisão. Era a minha babá eletrônica. Nunca
mais consegui largar o gosto, o meio ou o vício pela TV.
Fui trabalhar na Globo ainda nos
primeiros períodos do curso de jornalismo da PUC do RJ. Queria aprender a fazer
aquilo que me fascinava. Acho que tive sorte ou azar, ainda não sei bem, mas
com 18 anos lá estava eu na Globo do Rio trabalhando num novo telejornal, o
Jornal Nacional ainda com 4 aninhos e em plena ditadura. Era emocionante ser
estudante durante o dia e à tarde trabalhar na TV do Walter Clark, Boni e
Armando Nogueira. Participei do primeiro Globo Repórter em 73 e do primeiro
Fantástico em 74. Fui um dos primeiros jornalistas (acredito que cinegrafista
de TV também é jornalista) a ser enviado pela Globo para a Europa em 76. Fiz
de tudo um pouco em quase todos os lugares do mundo tentando convencer as
pessoas que existia TV no Brasil. Fiquei baseado em Londres mas tive a
oportunidade de viajar muito e pude aprender que existiam outras e melhores
formas de se fazer TV. Foram anos de juventude (eu e a Sandra Passarinho tínhamos
somente vinte e poucos anos) e de grandes aventuras numa época que ainda se
viajava muito com pouquíssimo dinheiro. Não éramos considerados quase
diplomatas ou jornalistas famosos.
Sempre gostei ou não tive como
evitar um certo interesse pelo pioneirismo. Os anos no exterior modificaram a
minha forma de ver o Brasil e o mundo. Voltei ao Brasil como um dos primeiros
brasileiros que trabalhavam como correspondentes estrangeiros para a velha agência
UPI no seu departamento de TV, a UPITN. Cobri durante anos o Brasil com Z, o
Brasil para gringo ver. Mas, um dia, de volta à universidade fui convidado por
um velho companheiro de TV e professor da PUC, o falecido Manoel Wambier que
trabalhou no JB, a dar uma palestra para os alunos. Apaixonei-me pela educação.
Apesar ou, principalmente, por ser um jornalista de imagem, um veterano
cinegrafista, me tornei professor de telejornalismo da nossa UERJ. Isso seria
impensável na maioria das nossas instituições de ensino superior ou até
mesmo nas nossas redações de TJ. Creio que estou sempre tentar criar novas
oportunidades na nossa profissão. Agora, me dedico à Internet e acredito no
seu futuro. Tenho o privilégio de estar colaborando regularmente para um site
importante, o observatório da imprensa (www.observatoriodaimprensa.com.br)
onde falo de paixões: TV, TJ, tecnologia, internet e educação. A guerrilha
tecnológica fica por conta das soluções. Não acredito em desculpas para não
enfrentar o problema ou o inimigo maior: a omissão aliada à indiferença, seja
na TV ou na educação. Por último, além de escrever o primeiro livro, estou
apostando em mais um pioneirismo: a migração da TV para a internet, o
telejornalismo online. Vejo o passado com respeito, vivo o presente com paixão
e mas acredito num futuro melhor com mais justiça para todos.
27 - CORRESPONDÊNCIA DOS LEITORES
A equipe editorial agradece todas as contribuições e
correspondências recebidas.
Recebemos diversas solicitações de professores, pesquisadores e estudantes de Comunicação para integrarem o grupo de assinantes do JBCC. Ressaltamos que todos já fazem parte de nosso mailling e receberão o jornal semanalmente. Agradecemos todas as solicitações, manifestações de atenção, criticas e sugestões.
De: Roseane Pinheiro (São Luís-MA). Colegas, Parabenizo a equipe pelo conteúdo do jornal on line, que nos informa sobre os principais acontecimentos na área da comunicação, unindo de Norte a Sul os pesquisadores brasileiros. Fico muito feliz em poder contactar colegas e trocar experiências enriquecendo, dessa forma, as iniciativas no campo do jornalismo e áreas afins.
JORNAL BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO - JBCC é um informativo eletrônico semanal do Grupo Comunicacional de São Bernardo, editado pela Cátedra UNESCO para o Desenvolvimento Regional da Universidade Metodista de São Paulo. Lançado em 17/08/1998, o jornal tem por objetivo divulgar o desenvolvimento das Ciências da Comunicação em âmbito nacional e internacional.
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Você pode colaborar
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Editor: Profa. Maria
Cristina Gobbi - mcgobbi@zaz.com.br ou mcgobbi.unesco@metodista.br
Sub-editoria: Adriano Vicentini, Allan Peterson dos Reis e Juliana Pan
(Estagiários da Cátedra Unesco/Umesp).
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Diretor Responsável:
Professor Dr. José Marques de Melo - e-mail: marques@metodista.br
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Apoio: Programa de Pós-Graduação em Comunicação - Faculdade de Comunicação
Multimídia.
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