JORNAL DA REDE ALCAR
Ano 4, N. 39 - 1 de março de 2004

Editores Responsáveis:

José Marques de Melo (UNESCO/UMESP) / email: marquesmelo@uol.com.br e Francisco Karam (FENAJ/UFSC) / email: fjkaram@terra.com.br

Edição digital – Profa. Maria Cristina Gobbi, Keila Baraçal e Larissa Didone (UMESP)

Sítio digital – Prof. Clovis Geyer e Ana Paula de Souza (UFSC)

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Rede Alfredo de Carvalho para o resgate da memória da imprensa e a construção da história da mídia no Brasil
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Colaboradores desta edição: Colaboradores desta edição: Adriana Moreira (Covilhã, Porugal), Andral Nunes Tavares (Campos – RJ), Ivone Ferreira (Covilhã, Porugal), Juçara Brittes (Vitória – ES), Luiz Carlos Barreto (Rio de Janeiro, RJ), Maria Cecília Guirado (Marília – SP), Rosa Zeta de Pozo (Lima, Peru).

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www.jornalismo.ufsc.br/redealcar

www.metodista.br/unesco/redealcar

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Sumário:

 

Noticiário da Rede Alcar

Programação do Encontro de Florianópolis

Núcleo paulista percorre itinerário da Mídia em São Paulo

Núcleo de História Crítica da Comunicação em Marília – SP

Núcleo do ES mapeia pensamento comunicacional capixaba

FENORTE, FAFIC e Rede Alcar comemoram centenário de pioneiro da radiodifusão

Presidente da Rede Alcar profere aula magna em universidade argentina

Capítulos de História da Mídia

7O. Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo

Antologia sobre História da Imprensa Universal

Um Campista na História do Rádio Brasileiro

Ciências da Comunicação reúnem investigadores ibéricos e lusófonos em Portugal

TV USP divulga trajetória de personalidades que fizeram História na USP

Novo livro sobre História da Imprensa operária gaúcha

Museu do Rádio Roberto Marinho

A hora e a vez do cinema brasileiro

 

Série 200 anos da imprensa brasileira

Mário Ferraz Sampaio, lutas e sonhos de um pioneiro da radiodifusão / Andral Nunes Tavares

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Noticiário da Rede Alcar

Programação do Encontro de Florianópolis

Quinta-feira, 15 de Abril
Das 15h às 17h30: Credenciamento (entrega de pastas aos inscritos previamente e reabertura de inscrições para novos participantes)
18h: Cerimônia de Abertura
18h30: Palestra
Tema: Memória da Imprensa: o papel científico e pedagógico dos museus midiáticos
Palestrante: Jornalista e Prof. Luís Humberto Marcos (Museu da Imprensa, Portugal)
Mediadora: Dra. Esther Bertoletti (Centro de Difusão e Referência da Biblioteca Nacional)
20 horas: Coquetel

Das 15h às 17h30: Credenciamento (entrega de pastas aos inscritos previamente e reabertura de inscrições para novos participantes)
18h: Cerimônia de Abertura
18h30: Palestra
Tema: Memória da Imprensa: o papel científico e pedagógico dos museus midiáticos
Palestrante: Jornalista e Prof. Luís Humberto Marcos (Museu da Imprensa, Portugal)
Mediadora: Dra. Esther Bertoletti (Centro de Difusão e Referência da Biblioteca Nacional)
20 horas: Coquetel

Sexta-feira, 16 de Abril
9h:
Mesa-redonda
Tema: A história do ensino de Jornalismo e das profissões midiáticas (dos primórdios ao Ciespal)
Painelistas: José Marques de Melo (USP/UMESP), Ana Arruda (ABI), Nilson Lage (UFSC) e Erasmo Nuzzi (Cásper Líbero)
Mediadora: Jornalista Beth Costa (Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas)
11h30: Mostra de trabalhos sobre história da mídia (Filmes, Vídeos, CDRoms, etc)
12h30: intervalo para o almoço
14h: Grupos de trabalho
16h30: intervalo para café
17h: Grupos de trabalho
19h30: lançamento de livros e oferecimento de coquetel

9h:
Mesa-redonda
Tema: A história do ensino de Jornalismo e das profissões midiáticas (dos primórdios ao Ciespal)
Painelistas: José Marques de Melo (USP/UMESP), Ana Arruda (ABI), Nilson Lage (UFSC) e Erasmo Nuzzi (Cásper Líbero)
Mediadora: Jornalista Beth Costa (Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas)
11h30: Mostra de trabalhos sobre história da mídia (Filmes, Vídeos, CDRoms, etc)
12h30: intervalo para o almoço
14h: Grupos de trabalho
16h30: intervalo para café
17h: Grupos de trabalho
19h30: lançamento de livros e oferecimento de coquetel

Sábado, 17 de Abril
9h:
Mesa-redonda
Tema: A história do ensino do Jornalismo e das profissões midiáticas (do Ciespal a 2004)
Debatedores: Adolpho Queiroz (Umesp/Unimep), Claudia Moura (PUC-RS), Eduardo Meditsch (UFSC) e Sônia Moreira (UERJ)
Mediador: Gerson Martins (Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo)
11h30: Mostra de trabalhos sobre História da Mídia (Filmes, Vídeos, CDRoms, etc)
12h30: intervalo para o almoço
14h: Grupos de trabalho
16h30: intervalo para o café
17h: Mostra de trabalhos sobre História da Mídia (Filmes, Vídeos, CDRoms, etc)
19h: Plenária da Redealcar
19h30: Encerramento oficial

9h:
Mesa-redonda
Tema: A história do ensino do Jornalismo e das profissões midiáticas (do Ciespal a 2004)
Debatedores: Adolpho Queiroz (Umesp/Unimep), Claudia Moura (PUC-RS), Eduardo Meditsch (UFSC) e Sônia Moreira (UERJ)
Mediador: Gerson Martins (Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo)
11h30: Mostra de trabalhos sobre História da Mídia (Filmes, Vídeos, CDRoms, etc)
12h30: intervalo para o almoço
14h: Grupos de trabalho
16h30: intervalo para o café
17h: Mostra de trabalhos sobre História da Mídia (Filmes, Vídeos, CDRoms, etc)
19h: Plenária da Redealcar
19h30: Encerramento oficial

Grupos de Trabalho de História da Mídia
Coordenação nacional
José Marques de Melo (USP/UMESP)
e-mail:
marquesmelo@uol.com.br
Coordenação local
Francisco José Castilhos Karam (UFSC)
e-mail:
fjkaram@terra.com.br
História do Jornalismo
Coordenadora: Marialva Barbosa (UFF)
e-mail:
mcb1@terra.com.br
História da Publicidade
Coordenador: J. B. Pinho (UFV)
e-mail:
jbpinho@ufv.br
História da Propaganda
Coordenador: Adolpho Queiroz (UMESP)
e-mail:
adolphoq@metodista.br
História das Relações Públicas
Coordenadora: Claudia Moura (PUCRS)
e-mail:
cpmoura@pucrs.br
História da Mídia Impressa
Coordenador: Luis G. Tavares (NEHIB) e-mail:
editor@alba.ba.gov.br
História da Mídia Sonora
Coordenadora: Ana Baum (UFF)
e-mail:
ana.baum@ig.com.br
História da Mídia Visual
Coordenadora: Sonia Luyten (Unisantos)
e-mail:
sonialuyten@hotmail.com
História da Mídia Audiovisual
Coordenadora: Ruth Vianna (UFMS)
e-mail:
viannar@terra.com.br
História da Mídia Digital
Coordenador: Walter Lima (UniFIAM)
e-mail:
digital@walterlima.jor.br
História da Mídia Educativa
Coordenadora: Marlene Blois (UniCarioca)
e-mail:
mmblois@unicarioca.br
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Mais informações sobre as inscrições para os GTs em
www.jornalismo.ufsc.br/redealcar

Inscrições

Para fazer a inscrição, basta acessar a página da Rede Alfredo de Carvalho, clicar no link do 2º Encontro Nacional e preencher o formulário de inscrição on-line.
Preços:
até 19 de março:
R$ 50,00
R$ 25,00 (estudantes)
depois de 19 de março:
R$ 70,00
R$ 35,00 (estudantes)

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Núcleo paulista percorre itinerário da Mídia em São Paulo

Homenageando a cidade de São Paulo pelos 450 anos de fundação, a Rede Alfredo de Carvalho consorciou-se ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo para promover um ciclo de estudos dedicado ao itinerário da mídia paulista. O ciclo pretende reunir os principais pesquisadores vinculados ao estudo histórico da comunicação no Estado de São Paulo, com a intenção de criar, ao final do evento, o Núcleo Paulista da Rede Alcar.

A seguir, a programação do ciclo:

História da Comunicação:
Itinerário da Mídia em São Paulo

Ciclo de divulgação científica promovido pelo Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo,

em parceria com a Rede Alfredo de Carvalho para o Resgate da Memória da Imprensa e a Cátedra Unesco de Comunicação da Universidade Metodista de São Paulo

Apoio cultural: Diário de São Paulo, Rádio USP, TV Mackenzie

 

Coordenador: José Marques de Melo

Local:

Rua Benjamin Constant, 158 – São Paulo – SP

Calendário:

 

Março

Dia 8 – Historia e Mídia em São Paulo

14h00 – Inauguração do ciclo – Nelly Martins Ferreira Candeias

14h30 - Itinerário midiático paulista – Antonio Costella

15h30 – Para conhecer a História da Midia: fontes paulistas – Gisely Hime

16h30 – Midiologia paulistana: autores paradigmáticos – J. Marques de Melo

 

Dia 15 – Proto-História Midiática

14h30 - Anchieta, precursor da folkcomunicação – F. de Assis Fernandes

15h30 – Mídia caipira no país dos bandeirantes: luso-hegemonias, afro-resistências – Cristina Schmidt

16h30 – Cordel na terra da garoa: a comunicação dos bandeirantes tardios – Joseph Luyten

 

Dia 22 – Itinerário da Imprensa

14h30 – Biografia de um jornal paulistano – Laércio Arruda

15h30 – Biografia de um jornal do interior paulista – Samuel Pfromm Neto

16h30 – Trajetória da imprensa sindical no ABC paulista – Valdenizio Petrolli

 

Abril

Dia 12 –Itinerário da Televisão

14h30 –Antenas paulistanas: imagens em branco e preto - Osmar Mendes Jr.

15h30 – A saga de Ivani Ribeiro: folhetins coloridos – Fátima Feliciano

16h30 – Imaginário paulista: do livro à telinha – Sandra Reimão

 

26 – Itinerário do Rádio

14h30 – O rádio com sotaque paulista – Antonio Adami

15h30 - Paulicéia radiofônica: gêneros e formatos – André Barbosa

16h30 - O rádio paulistano na era da internet – Lígia Trigo

 

Maio

3 – Itinerário do Cinema

14h30 –Vera Cruz: aventura cinematográfica paulista – Antonio de Andrade

15h30 –O neobandeirantismo da Caravana Farkas – Alfredo d´Almeida

16h30 – Imaginário paulistano: do livro à tela – Helena Bonito

 

10 - Itinerário do Jornalismo

14h30 – O front noticioso paulista: de Badaró a Herzog – Audálio Dantas

15h30 – A vanguarda sindical – José Hamilton Ribeiro

16h30 - A tribo dos caçadores de notícias - Jorge Cláudio Noel Ribeiro Jr.

 

17– Itinerário da Propaganda

14h30 – A propaganda republicana – Célio Debes

15h30 - Do reclame ao marketing – Adolpho Queiroz

16h30 - Anúncio da fé: a ofensiva presbiteriana – Gilson Novaes

 

24 - Itinerário das Relações Públicas

14h30 – 90 anos de RP: as mutações profissionais – Waldemar Kunsch

15h30 - Eduardo Pinheiro Lobo: a construção de um mito – Mirtes Torres

16h30 – Teobaldo Andrade: a legitimação acadêmica – Maria Stella Thomazi

 

31 – História em processo: inovações midiáticas

14h30 – Informatização da imprensa: bandeirantes midiáticos – Ruth Vianna

15h30 – Quadrinhos paulistanos: de Agostini a Maurício – Sonia Luyten

16h30 – Webmídia: capítulo paulista da história emergente – Walter Lima

 

Junho

Dia 7 – Encerramento do ciclo:

Instalação do Núcleo Paulista da Rede Alfredo de Carvalho

 

 Informações complementares:

Público-alvo:

Estudantes universitários ou portadores de diplomas de nível superior

Requisito para inscrição:

Comprovação do vínculo universitário ou cópia xerox do diploma

Número de vagas: 100 (cem)

Taxa de inscrição: R$ 30,00 (Trinta reais)

Certificado:

Terão direito ao certificado de freqüência os participantes que comparecerem a pelo menos 80 % das palestras programadas.

Inscrições:

Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo

Rua Benjamin Constant, 158 – Centro

(Situada no trecho compreendido entre o Largo de São Francisco e a Praça da Sé)- Período da tarde

Fone: 3242-3582

Email: ihgsp2003@yahoo.com.br

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Núcleo de História Crítica da Comunicação em Marília - SP

A Profa. Dra. Maria Cecília (Ciça) Guirado, Docente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UNIMAR – Universidade de Maarília (SP) escreve para informar à Rede Alfredo de Carvalho que está tentando fundar o Núcleo de História Crítica da Comunicação Brasileira naquela instituição...

Extra-oficialmente, ela já vem trabalhando nessa linha desde que retornou ao Brasil em 2001, depois do seu Doutorado em Portugal. Ciça p só orienta trabalhos de graduação e de pós desde que estejam, de algum modo, relacionandos com esse campo de estudo (História da Imprensa ), articulando-o naturalmente com a área de sua formação básica em Letras, privilegiando os processos de criação de texto).  

Ela está pretendendo ir ao Congresso da RedeAlcar em Florianóplois e gostaria muito de encontrar colegas que tenham interesses comuns para dialogar e trocar experiências. Ela informa também que foi convidada pela Universidade Nova de Lisboa para estudar a Comunicação no séc. XVII. Para tanto, estou lendo muito, embora ainda não tenha encontrado fontes que mostrem, de um ponto de vista "jornalístico", o Brasil dessa época.

Eis um bom tema para justificar a intercâmbio dos colegas lusofonistas com a jovem pesquisadora da Universidade de Marília.

Email para contato: ceciliaguirado@hotmail.com

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Núcleo ES mapeia pensamento comunicacioanl capixaba

A Profa. Dra. Juçara Brittes (UFES), informa que a equipe capixaba da Rede Alfredo de Carvalho iniciou efetivamente a pesquisa sobre o pensamento comunicacional brasileiro.

Esta primeira fase foi intitulada Pensamento Comunicacional no Espírito Santo. "Estamos levantando,junto aos 15 cursos de Comunicação Social, assessorias, órgãos de imprensa, etc, um banco de dados sobre a produção dos mestres e doutores que atuam nestas instituições. Acreditamos que, a partir deste primeiro passo, possamos ter um perfil da produção local para podermos, se for o caso, aprofundar a pesquisa junto a esses comunicólogos. Elaboramos uma ficha a ser preenchida por entrevistadores, da qual consta, além dos dados pessoais do professor ou profissional, título, resumo, palavras chaves de sua dissertação e/ou tese."

 As próximas atividades são: Seminário sobre pesquisa no Espírito Santo (hoje temos reunião para organizar) e levantamento das contribuições locais para a história da imprensa brasileira

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FENORTE, FAFIC e Rede Alcar comemoram centenário de pioneiro da radiodifusão

A Fundação Estadual Norte Fluminense (Fenorte), em parceria com a Rede Alfredo de Carvalho para Resgate da História da Mídia no Brasil, com apoio da Faculdade de Filosofia de Campos (FAFIC) – Curso de Comunicação Social, e realização do Governo Estadual do Rio de Janeiro, promovem o "Concurso Fenorte de Comemoração do Centenário do Consolidador da Radiodifusão no Norte Fluminense Dr Mário Ferraz Sampaio". O objetivo principal é incentivar a produção e divulgação de estudos sobre o Radialismo enquanto disciplina integrante do conhecimento midiológico. O concurso se estrutura em três modalidades: Impressa, Radiofônica e Videográfica.

Os trabalhos deverão ter como base e temática a História Midiática e desenvolvidos por estudantes e pesquisadores brasileiros , de acordo com as modalidades citadas acima.

As inscrições podem ser feitas através dos formulários disponíveis nas páginas

( www.tecnorte.rj.gov.br ou www.Fafic.com.br ou www.fenorte.rj.gov.br) ou na sede FAFIC, à Avenida Vis conde de Alvarenga,8 S /Nº - Parque Universitário, de segunda à sexta- feira, entre 08h e 22h, na recepção da faculdade.

 Outras informações podem ser obtidas através dos sites www.tecnorte.rj.gov.br ou www.Fafic.com.br ,ou www.fenorte.rj.gov.br.

Fonte: JBCC - Jornal Brasileiro de Ciências da Comunicação, n. 245 – 27/02/2004

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Presidente da Rede Alcar profere Aula Magna em universidade argentina

A convite da Faculdade de Jornalismo e Comunicação da Universidade de La Plata, Argentina, o Diretor Titular da Cátedra Unesco/Umesp de Comunicação e Presidente do Comitê Nacional da Rede Alfredo de Carvalho, Prof. Dr. José Marques de Melo, ministrou a Aula Magna destinada aos alunos ingressantes em 2004 naquela instituição.

O ato acadêmico, realizado na tarde de 17 de fevereiro, marcou o início das comemorações dos 70 anos de ensino de jornalismo e comunicação na América Latina, tendo em vista que aquela universidade argentina foi a pioneira em nosso continente, criando em 1934 o primeiro curso destinado a formar profissionais para a imprensa.

No dia seguinte, 18 de fevereiro, o Professor Marques de Melo participou de um colóquio científico, debatendo com os professores e pesquisadores da Universidade de La Plata a situação atual da pesquisa latino-americana em comunicação e suas perspectivas neste início do século XXI.

Durante a sua permanência no país vizinho, o Diretor da Cátedra Unesco/Umesp, que também preside a Associação Iberoamericana de Comunicação, participou de reuniões com as lideranças acadêmicas da Facultad de Periodismo y Comunicación, definindo diretrizes para a realização do VIII Congresso Ibero-Americano de Comunicação, agendado para aquela cidade, no período de 11 a 16 de outubro de 2004, juntamente com o congresso da ALAIC - Asociación Latino-americana de Investigadores de la Comunicación. Os congressos previstos para o mês de outubro, naquela cidade, fazem parte da programação organizada pela Universidade de La Plata para celebrar o pioneirismo argentino no campo universitário da comunicação, na América Latina.

Fonte: JBCC - Jornal Brasileiro de Ciências da Comunicação, n. 245 – 27/02/2004

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Capítulos de História da Mídia

7O. Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo

Realiza-se em Florianópolis, no campus da Universidade Federal de Santa Catarina, na seqüência do II Encontro Nacional da Rede Alcar, 7O. Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo, cuja programação transcrevemos a seguir:

 

Domingo, 18 de Abril
Das 14h às 17h30:
Credenciamento
14h30: Pré-Fórum da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)
Tema: A avaliação do ensino de Jornalismo como estímulo à qualidade da formação
Debatedores: diretor do Inep, coordenador(a) da Enecos, Daniel Herz (diretor da Fenaj) e Sandra de Deus (coordenadora do Fórum de Professores de Jornalismo)
Mediadora: Valci Zuculoto (diretora de Educação da Fenaj)
19h: Cerimônia de Abertura
Convidados: Cristóvão Pereira (coordenador nacional do Fórum dos Professores de Jornalismo); Francisco Karam (chefe do Departamento do Curso de Jornalismo da UFSC); Beth Costa (presidente da Fenaj); Luiz Fernando Assunção (presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina); prof. Rodolfo Pinto da Luz (reitor da UFSC); Luiz Henrique da Silveira (governador do Estado de Santa Catarina) e Angela Amin (prefeita de Florianópolis)
20h: Conferência
Tema: Os desafios do ensino de Jornalismo na transição tecnológica
Conferencista: Nelson Traquina (professor da Universidade Nova de Lisboa, Portugal)
Debatedores: Elias Machado (UFBA e presidente da SBPJor) e Eduardo Meditsch (UFSC)
22h: Coquetel

Segunda-feira, 19 de Abril
9h30:
Grupos de trabalho
10h35: Intervalo
12h30: Almoço
14h30: Grupos de trabalho
15h45: Intervalo

Terça-feira, 20de Abril
9h:
Relato dos Grupos de trabalho
10h: Intervalo
10h30: Relato dos Grupos de trabalho
14h: Plenária de Encerramento
Integrantes da mesa: Valci Zuculoto (coordenadora geral do 7º Fórum); Gerson Luiz Martins, Carmem Pereira, Cristóvão Pereira e Sandra de Deus (coordenadores do Fórum Nacional)
15h30: Intervalo
21h: Festa de Encerramento

 

Grupos de Trabalho do 7º Fórum
GT Pesquisa na Graduação
Coordenador: Gerson Luiz Martins
e-mail:
gmartins@gersonmartins.jor.br
GT Produção Laboratorial Eletrônica
Coordenadora: Sandra de Freitas
e-mail:
sandrabh@uol.com.br
GT Projeto Pedagógico
Coordenador: Cristóvão Pereira Souza
e-mail:
cristovao@digizap.com.br
GT Produção Laboratorial Impresso
Coordenadora: Carmem Pereira
e-mail:
rpbastos@uol.com.br
GT Atividades de Extensão
Coordenadora: Sandra de Deus
e-mail:
sdeus@terra.com.br
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Mais informações sobre as inscrições para os GTs em
www.7forum.ufsc.br

Inscrições
Para fazer a inscrição, basta acessar a página do 7º Fórum de Professores de Jornalismo, clicar no link Inscrições e preencher o formulário de inscrição on-line.
Preços:
até 7 de março:
R$ 50,00
de 8 de março a 7 de abril:
R$ 60,00
de 8 de abril a 17 de abril:
R$ 70,00

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Antologia sobre História da Imprensa Universal

O livro Historia del Periodismo Universal, de Carlos Barrera é uma espécie de manual que se divide em duas partes, sendo que a primeira abrange desde as formas originais do jornalismo até o final do século XIX e a segunda trata dos assuntos referentes ao século XX . Esta, por sua vez, foi entitulada de A sociedade da comunicação. Juntamente com os relatos da história da comunicação nos países mais desenvolvidos (Inglaterra Estados Unidos, Alemanha), a obra dedica suas página à comunicação Espanhola e Latino Americana.

Além disso, o livro aborda aspectos que consideram os fenômenos dos jornais com perfis nazistas, fascistas, soviéticos e suas respectivas conseqüências em Portugal e Espanha, bem como os jornais da Europa Central e Oriental.

Os destaques de autores do manual são os catedráticos Jaume Guillamet, da Universidade Poppeu Fabra de Barcelona e Jesus Timoteo Álvarez, da Universidade Complutense de Madrid, além da participação dos professores Ingrid Schulze, José Javier Sánchez Aranda, Ricardo Martín de la Guardia, Elisa Chuliá, Isabel Fernández y María Ángeles Cabrera. Os autores Latino-americanos são os argentinos Fernando J. Ruiz y Silvio Waisbord, o chileno Patricio Bernardo e a peruana Rosa Zeta.

(Colaboração: Rosa Zeta de Pozo e-mail: rzeta@udep.edu.pe)

 Fonte: JBCC – Jornal Brasileiro de Ciências da Comunicação, n. 244 / 20/02/2004

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Um Campista na História do Rádio Brasileiro

Andral Nunes Tavares
Fonte: Folha da Manhã, Campos, 06/02/2004

Fonte: Folha da Manhã, Campos, 06/02/2004

Quem se dispuser a estudar a história da radiodifusão brasileira, que completou 80 anos em 2003, certamente vai constatar que o pioneirismo dos campistas em relação ao rádio não se limitou à fundação da primeira emissora do antigo Estado do Rio de Janeiro, a Rádio Cultura de Campos, em dezembro de 1932.

Reportando-se à formação das primitivas sociedades radiofônicas, Mário Ferraz Sampaio, em História do Rádio e da Televisão no Brasil e no mundo (memórias de um pioneiro) – Achiamé, Rio, 1984 – registra o nome de um engenheiro campista, Elba Dias, responsável pela criação, em 1924, da segunda emissora do então Distrito Federal, e uma das primeiras do país, a Rádio Clube do Brasil, cujo canal, anos depois, foi ocupado pela Rádio Mundial e atualmente pertence à Rádio CBN – Central Brasileira de Notícias.

A edição do cinqüentenário da revista Antenna (especializada em rádio e eletrônica), que Elba Dias fundou em 1926 e dirigiu durante 15 anos, informa que sua experiência inicial com a radiodifusão ocorreu em 1922, ao ser designado, como engenheiro da antiga Repartição Geral de Telégrafos, para trabalhar na estação Westinghouse instalada na Praia Vermelha por ocasião da Exposição do Centenário da Independência, quando foi realizada a primeira transmissão de rádio no país. Luiz Artur Ferrareto, em Rádio, o Veículo, a História e a Técnica – Editora Sagra Luzzatto, Porto Alegre, 2000 – afirma que Dias também integrou a equipe de Roquette Pinto na montagem da primeira emissora brasileira, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, em 1923. No ano seguinte, obtendo autorização do governo para adaptar uma estação telegráfica de 500 watts para fins de radiodifusão, fundou a Rádio Clube do Brasil, que entrou no ar em 1º de junho de 1924, com estúdios em frente ao Largo da Carioca, nos altos da Livraria do Globo. Elba Dias chegou a planejar a criação de uma emissora em Campos – a Rádio Clube de Campos – em 1925, mas deste assunto trataremos num dos próximos artigos.

O engenheiro conterrâneo teve grande influência nos meios radiofônicos do Rio de Janeiro e do país, tendo ocupado a secretaria da Confederação Brasileira de Radiodifusão, considerada, na época, a entidade máxima do rádio no Brasil. Embora fosse ligado à área técnica, coube-lhe a primazia de identificar o potencial do rádio como veículo de comunicação de massa. Segundo Octávio Augusto Vampré, citado por Ferraretto, nos anos 20, quando a maioria dos radiodifusores ainda não havia despertado para as possibilidades do rádio como negócio, a Rádio Clube do Brasil deu os passos decisivos nesse sentido, sendo a primeira emissora brasileira a transmitir publicidade. Ferraretto também atribui a Elba Dias o pioneirismo na apresentação de ídolos da música popular, como Mário Reis, Francisco Alves, Patrício Teixeira e Gastão Formenti. Foi graças ao seu estímulo que surgiram os chamados programistas, que arrendavam espaços nas emissoras e cuidavam da apresentação, produção e comercialização de programas que fizeram grande sucesso na época.

Elba Pinheiro Dias nasceu em Campos no dia 21 de abril de 1889, há 115 anos. Era filho de Antonio Bernardino Dias Furtado e dona Anna Pinheiro Dias. Mudou-se ainda jovem para Salvador, Bahia, onde cursou a Escola Politécnica, de 1909 a 1916, formando-se Engenheiro Geógrafo. Contratado pela Repartição Geral de Telégrafos, instalou linhas telegráficas no Norte e Nordeste do Brasil, da Bahia ao Pará. Foi diretor do Serviço Telegráfico Oficial, cujo sistema restaurou totalmente durante sua gestão, e diretor do Plano Postal Telegráfico, aposentando-se em 1957, com 51 anos de serviços prestados ao Departamento de Correios e Telégrafos.

Pioneiro do rádio no Brasil, com atuação destacada na implantação e no desenvolvimento do novo meio em nosso país, mas curiosamente desconhecido em sua própria terra, Elba Dias morreu no dia 4 de julho de 1969 na cidade do Rio de Janeiro.

Andral Nunes Tavares é coordenador do

Curso de Comunicação Social da Faculdade de Filosofia de Campos

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Ciências da Comunicação reúnem investigadores ibéricos e lusófonos em Portugal

Refletir e problematizar as temáticas inerentes ao estudo da Informação, da Identidade e da Cidadania e proceder a um balanço relativo às investigações realizadas nestes domínios são os principais objetivos do encontro CCCC 2004 - Ciências da Comunicação em Congresso na Covilhã, a decorrer na Universidade da Beira Interior (UBI) em Abril de 2004. Organizado pela Sociedade Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM), este ano em colaboração com o LabCom (Laboratório de Comunicação On-line) e com a Universidade da Beira Interior, o CCCC 2004 designa o modo como três congressos exponenciais nas Ciências da Comunicação vão convergir na Covilhã. Três congressos que, na realidade, são dois, na medida em que o VI LUSOCOM e o II IBÉRICO são as partes constituintes da terceira edição do SOPCOM.

"Comunicação na Lusofonia: Fluxos e Identidades" é a temática principal do VI Lusocom (www.lusocom2004.ubi.pt), o congresso que integra investigadores portugueses, brasileiros e oriundos de outros países lusófonos. Tem por meta contribuir para o desenvolvimento das relações entre os países de língua portuguesa, fomentando o intercâmbio de investigadores que se dedicam às Ciências da Comunicação. Esta iniciativa terá lugar na UBI nos dias 21 e 22 de Abril de 2004.

"Comunicação e Cidadania" constitui o objeto de análise do II Ibérico (www.iberico2004.ubi.pt), o congresso que reúne os investigadores em Ciências da Comunicação oriundos da comunidade ibérica. Este encontro decorre também na UBI, a 23 e 24 de Abril do próximo ano, podendo ser entendido como o segundo dos dois momentos que constituem o III SOPCOM.

Os diferentes percursos históricos destes congressos refletem as atividades da SOPCOM e a evolução das Ciências da Comunicação como campo acadêmico e científico.

Em Abril de 1997 realizava-se na Universidade Lusófona, em Lisboa, o I Encontro Luso-Brasileiro de Ciências da Comunicação, momento em que os investigadores portugueses decidem criar a SOPCOM. Um ano mais tarde, em Abril de 1998, o II Encontro é organizado na Universidade Federal de Sergipe, no Brasil, incluindo investigadores de países africanos de língua portuguesa. É então que se funda a LUSOCOM – Federação das Associações Lusófonas de Ciências da Comunicação. A terceira edição do LUSOCOM realiza-se na Universidade do Minho, novamente em Portugal, em Outubro de 1999, regressando ao Brasil para a sua quarta edição, desta vez a S. Vicente, em Abril de 2000. Depois de dois anos de pausa, o V LUSOCOM estréia Moçambique como país organizador, decorrendo em Maputo em Abril de 2002.

Apenas com uma edição, realizada em Málaga em maio de 2001, o Congresso Ibérico de Ciências da Comunicação procura agora, pela segunda vez, juntar investigadores e acadêmicos de Espanha e de Portugal e assumir-se assim como momento de união e debate acerca do trabalho levado a cabo nos dois países.

O primeiro congresso SOPCOM realizou-se em março de 1999, em Lisboa, sendo também aí que, decorridos mais dois anos, viria a organizar-se o II SOPCOM, em Outubro de 2001. A terceira e ambiciosa edição deste congresso tem data marcada para Abril de 2004, situando-se como ponto de convergência destes três percursos e antecipando um dos momentos mais marcantes das Ciências da Comunicação que o espaço lusófono e ibérico têm vivido recentemente. (fonte: Adriana Moreira e Ivone Ferreira, LABCOM, Universidade da Beira Interior - adrianam@ciunix.ubi.pt; ivonef@ciunix.ubi.pt)

Fonte: JBCC – Jornal Brasileiro de Ciências da Comunicação, n. 242 – 06/02/2004

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TV USP divulga trajetória de personalidades que fizeram História na USP

A Universidade de São Paulo comemorou 70 anos da sua fundação no dia 25 de janeiro de 2004, dia da celebração do aniversário de 450 anos da cidade de São Paulo. A efeméride vem sendo pautada pela mídia paulista. Os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo dedicaram ao acontecimento suplementos especiais que circularam nas edições do último fim de semana do mês de janeiro.

A mídia uspiana também vem promovendo programas comemorativos. A Rádio USP colocou no ar, no dia 23 de janeiro, um programa especial, contando com a partir do Reitor Adolpho José Melfi, bem como do presidente da FAPESP, Carlos Vogt, e do Secretário Estadual de Ciência e Tecnologia, João Carlos de Souza Meirelles.

Por sua vez, a TV USP, cujas emissões são difundidos pela rede Net de cabodifusão, deu prosseguimento à série de entrevistas do programa "Trajetória", homenageando personalidades que marcaram o itinerário histórico da Universidade de São Paulo. O programa exibido no próximo dia 3 de fevereiro de 2004, focalizou a trajetória intelectual do Professor José Marques de Melo, docente fundador da Escola de Comunicações e Artes, responsável pela criação do seu Departamento de Jornalismo e Editoração e Diretor da instituição no período 1989-1992.

Aposentado de suas funções docentes na USP, desde 1993, o professor Marques de Melo continua a exercer suas atividades acadêmicas na Universidade Metodista de São Paulo, onde foi diretor da Faculdade de Ciências da Comunicação e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social, sendo atualmente o Diretor-Titular da Cátedra UNESCO de Comunicação para o Desenvolvimento Regional e Presidente do Comitê Nacional da Rede Alfredo de Carvalho.

Fonte: JBCC – Jornal Brasileiro de Ciências da Comunicação, n. 241 – 30/01/2004

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Novo livro sobre História da Imprensa operária gaúcha

"A imprensa operária do Rio Grande do Sul", obra do jornalista João Batista Marçal, será lançada no dia 04/03, às 18h30min, no Mercado Público de Porto Alegre/RS. O livro é resultado de uma pesquisa de 35 anos sobre a trajetória da imprensa dos trabalhadores ao longo do século. Passando pelo período mutualista, anarquista, socialista, comunista e trabalhista, o trabalho busca construir a história operário-sindical do RS por meio do mapeamento da imprensa dos trabalhadores filiados a essas correntes de pensamento revolucionário. O livro tem 300 páginas, sendo 40 de fotografias.

Fonte: Fernando Rocha – site Bem Informado, reproduzido pelo site Comunique-se, RJ, 26/02/2004

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Museu do Rádio Roberto Marinho

Por iniciativa da AEERJ – Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado do Rio de Janeiro foi instituído o MUSEU DO RÁDIO ROBERTO MARINHO. A inauguração da nova entidade, cujo lema é "venha viver de novo toda a emoção do rádio", foi agendada para o dia 4 de maço, às 16 horas, à Rua da Constituição, n. 78, no centro da capital carioca. Augusto Ariston, presidente da AERJ, convida especialmente os integrantes da Rede Alfredo de Carvalho para visitar o novo museu e participar da festa inaugural.

Aproveitamos o ensejo para anunciar que Roberto Marinho será o próximo biografada na série 200 anos da imprensa no Brasil.

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A hora e a vez do cinema brasileiro
Luiz Carlos Barreto (Fonte: Folha de S. Paulo, 28/02/2004) Luiz Carlos Barreto (Fonte: Folha de S. Paulo, 28/02/2004)

Neste ano a festa do Oscar será vista pela primeira vez nos lares da China, dado que o governo chinês liberou a transmissão do evento. Assim, a festa do cinema americano, que cada vez mais se torna a festa do cinema mundial, com a participação de mais de 50 países (contando com os que inscrevem obras para melhor filme estrangeiro), iguala-se à Olimpíada e à Copa do Mundo de futebol como um dos eventos mais vistos pela televisão; ou seja, com mais de 3 bilhões de espectadores.


É a partir desse dado que se deve julgar a importância da presença de um filme brasileiro na noite do Oscar, como acontecerá amanhã, quando o magnífico "Cidade de Deus", de Fernando Meirelles, estará concorrendo à premiação em quatro categorias nobres: melhor direção, melhor roteiro, melhor montagem e melhor fotografia.
Assim aconteceu em 1996, 98 e 99, quando "O Quatrilho", de Fábio Barreto, "O Que é Isso, Companheiro?", de Bruno Barreto, e "Central do Brasil", de Walter Salles, concorreram à premiação de melhor filme estrangeiro.


Essa prova de vigor e excelência técnica e artística que o cinema brasileiro vem dando, não só pela sua seguida participação no Oscar, mas também pela sua presença assídua nos festivais internacionais (Cannes, Berlim, Veneza, Toronto, Mar del Plata, San Sebastian, Montréal etc.), também dá ao Brasil uma visibilidade e um prestígio na mídia internacional -que nem sempre tem motivos para dar boas notícias sobre nosso país, exceto quando nossos esportistas e artistas entram em cena e dão brilho às nossas cores.
Avaliar a importância do Oscar sob esse ângulo é a forma correta de valorizar aquele evento, não só como um concurso de valor artístico, mas sobretudo como uma grande jogada de marketing de dimensão planetária. O que não podemos, nem devemos, é transformar o Oscar, a cada ano, numa ansiedade nacional como a Copa do Mundo e estabelecer julgamento de valor sobre o cinema brasileiro a partir do fato de ganhar ou não um prêmio. O cinema brasileiro não será melhor nem pior antes ou depois do Oscar; e "Cidade de Deus" permanecerá um belo e grande filme, ganhe ou não ganhe uma estatueta, pois a simples nomeação para quatro categorias de alto nível confere ao cinema brasileiro um aval técnico e artístico que nos coloca ao lado das principais indústrias cinematográficas mundiais.


Quando, na noite desse domingo, 29 de fevereiro, o nome do Brasil for anunciado como o país de origem da produção "Cidade de Deus", instantaneamente mais de 3 bilhões de telespectadores identificarão nosso país como ator de primeira linha nesse sofisticado mundo da produção de conteúdos audiovisuais. E mais relevante se tornará esse momento pelo fato de estarmos sendo representados por uma obra cinematográfica que leva em seu bojo uma visão crítica de um sério problema social, exposto com plena e total liberdade temática e uma audaciosa concepção estética e narrativa.
Como quantificar o valor desse e de outros momentos que antecederam e sucederão ao Oscar?
Até os dias de hoje, filmes como "O Cangaceiro", de Lima Barreto, "Vidas Secas", de Nelson Pereira dos Santos, "O Pagador de Promessas", de Anselmo Duarte, "Deus e o Diabo na Terra do Sol" e "Terra em Transe", de Glauber Rocha, "Bye Bye, Brasil", de Carlos Diegues, "Índia, a Filha do Sol", de Fábio Barreto, "Eu Sei que Vou Te Amar", de Arnaldo Jabor, "Dona Flor e seus Dois Maridos", de Bruno Barreto, "Macunaíma", de Joaquim Pedro de Andrade, "Eles Não Usam Black Tie", de Leon Hirszman, "Pixote", de Hector Babenco, e tantos outros, inclusive da recente safra da "retomada" dos jovens e talentosos realizadores como Andrucha, Beto Brant e Jorge Furtado, continuam circulando nas telas dos cinemas dos Estados Unidos, América Latina e Europa, sendo mostrados, estudados e analisados nas universidades e permanentemente comentados pela crítica cinematográfica internacional, abrindo imensos espaços de visibilidade para a vida, a gente e a cultura brasileiras.


Aí está a contrapartida sociocultural que o cinema brasileiro vem dando e continuará a dar, projetando a imagem deste rico e belo país, além de, no plano interno, vir cumprindo sua principal função, que é contribuir para o autoconhecimento e também elevar a auto-estima do povo brasileiro.


Chegou a hora, portanto, de ampliarmos a nossa visão e a nossa atitude com relação à cultura, e não mais tratarmos, sociedade e governos, a produção dos conteúdos culturais como apenas um ornamento, um enfeite, mas como uma atividade de importância estratégica e vital para alcançarmos as transformações sociais, políticas e econômicas que tanto almejamos.

Luiz Carlos Barreto, 74, produtor de cinema, foi co-roteirista e co-produtor do filme "Assalto ao Trem Pagador" e diretor de fotografia de "Vidas Secas" e "Terra em Transe", além de haver produzido ou co-produzido mais de 80 filmes.

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Série 200 anos da imprensa brasileira

 

Mário Ferraz Sampaio, lutas e sonhos de um pioneiro da radiodifusão

Andral Nunes Tavares

Nascido em Limeira, no Estado de São Paulo, em 27 de setembro de 1904, Mário Ferraz Sampaio, cujo centenário estamos comemorando, deu sua primeira contribuição à história do rádio brasileiro, ainda estudante, em fins de 1923. Durante a montagem da Rádio Educadora Paulista, acompanhava sempre um de seus irmãos, Octavio Ferraz Sampaio, sócio e diretor da emissora, oferecendo-se para ajudar no que fosse necessário. Quando a estação entrou no ar para testes, foi designado para as primeiras intervenções ao microfone, o que fez sempre com muita dedicação e entusiasmo. De viva voz, num depoimento que gravou em 1986, o qual se encontra disponível para consultas nos arquivos do Curso de Comunicação Social da Faculdade de Filosofia de Campos, ele relembrou o período que marcou o início de sua longa carreira radiofônica:

 

Nessa emissora, na hora de fazer as experiências, eu estava presente acompanhando o trabalho de meu irmão, que sempre me mandava ao microfone para os primeiros testes. Eles gostaram da minha voz, acharam que eu tinha jeito para locutor e que, portanto, devia ocupar a locução, como de fato ocupei, de maneira que, por essa circunstância toda eventual, eu sou o primeiro locutor a funcionar numa estação regular em São Paulo. Comecei no rádio com 19 anos, em final de 1923, início de 1924, mas, oficialmente, em 1º de janeiro de 1924. Aí a Educadora Paulista já era uma estação oficial. Durante todo o período de férias, quando encerrei o ginásio, estive me ocupando da locução na Rádio Educadora Paulista, mas depois, conseguindo matricular-me na Faculdade de Medicina, os estudos me apertaram e não pude mais dar atenção ao microfone.

Durante três anos, Mário Sampaio manteve-se afastado do rádio, dedicando-se exclusivamente aos estudos. Em 1927, aceitou convite de Otavio Lima e Castro, então diretor de programação da Educadora Paulista, e retornou à emissora, assumindo a locução de um programa diário com a orquestra do maestro Álvaro Guiraldine, transmitido ao vivo, das 19 às 21 horas, diretamente do Hotel Esplanada, que se localizava atrás do Teatro Municipal de São Paulo. Estudava durante o dia e trabalhava à noite.

Em 1929, tendo concluído o curso de medicina, deixou novamente o rádio e mudou-se para Campinas a fim de exercer a nova profissão. Foi trabalhar no Hospital Stevenson, sublocado pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro, como assistente do cirurgião-chefe, Dr. Bernardo de Oliveira, encarregando-se dos exames preliminares, inclusive laboratoriais, nos doentes que iriam submeter-se a intervenções cirúrgicas. Mas a carreira de médico durou pouco. Um ano depois, já estava de volta a São Paulo e ao rádio, sua verdadeira paixão.

No depoimento em que, simultaneamente à sua história de vida, narra a história da implantação do rádio em São Paulo e Campos, ao justificar o pouco tempo em que exerceu a medicina, confessou todo o fascínio que o rádio exercia sobre ele:

 

O meu período de medicina foi só esse que exerci em Campinas. Eu gostava muito de medicina, mas fui atraído pelo rádio, que me proporcionava uma convivência alegre. A convivência que tinha com os doentes, na Santa Casa, era triste. E mais: no rádio, fui reconhecido como uma personalidade. Na medicina, era um médico como outro qualquer.

 

 

A Revolução de 30 encontrou Mário Ferraz Sampaio novamente na Rádio Educadora Paulista, como diretor de broadcasting e locutor chefe, funções em que permaneceu até o final de 1931, quando, convidado Alberto Byington Júnior, homem de múltiplos empreendimentos, transferiu-se para a Rádio Cruzeiro do Sul e, em 1932, para a empresa Byington & Companhia, para a qual executou importantes trabalhos no campo da radiodifusão, inclusive a montagem da Rádio Cruzeiro do Sul, do Rio de Janeiro, concluída em 1933.

Muito ocupado com os suas empresas comerciais e industriais, Alberto Byington Júnior, ao receber a visita de um grupo de diretores da Rádio Cultura de Campos, emissora fundada em dezembro de 1932 e que vinha funcionando experimentalmente com um transmissor artesanal fabricado pelo engenheiro Avelino Silva, da Companhia Força e Luz de Campos, interessados na compra de um transmissor de maior potência, recorreu mais uma vez aos serviços de Mário Ferraz Sampaio, determinando que ele avaliasse a proposta dos campistas, estudando, inclusive, a possibilidade de vincular a nova emissora à Rede Verde Amarela, que o Grupo Byington estava começando a organizar. Sobre esta nova missão, que mudaria a sua vida para sempre, Sampaio assinala em seu livro "História do Rádio e da Televisão no Brasil e no Mundo – memórias de um pioneiro" – (Achiamé, Rio de Janeiro, 1984, p. 304):

 

Cumprida a minha tarefa no Rio de Janeiro, em 1933, recebi a incumbência de realizar uma pesquisa de mercado e audiência nas cidades de Vitória e Campos, onde não havia emissoras. Essa pesquisa tomou-me quase um mês de trabalho. Visava-se a extensão da Rede Verde Amarela, criando estações de rádio nessas cidades. A escolhida foi Campos, menos por causa do meu relatório e mais por existir ali um núcleo de campistas empolgado pela idéia de dotar Campos de uma emissora. O grupo era comandado por Amador Pinheiro da Silva, secundado pelo tabelião Alcides Carlos Maciel e pelo engenheiro-eletricista Avelino Silva, da Força e Luz local. Eles tinham organizado uma sociedade com o nome de Sociedade Rádio Cultura de Campos e já haviam feito irradiações experimentais que despertaram grande interesse público. Eles estavam desejosos de adquirir um transmissor Byington e conhecer as condições de fornecimento de um aparelhamento de 250 watts. Fiquei incumbido de ir a Campos tratar das negociações. Estas foram um tanto complexas e não cabe aqui tratar do assunto. O que importa dizer é que diante das dificuldades da sociedade local em conseguir os meios para atender ao pagamento integral do preço, ficou ajustado fosse dada uma parte, por conta, e que a exploração da emissora, por dois anos, ficasse a cargo da Organização Byington. Ajustado o contrato, teve o Dr. Byington Júnior dificuldade em arranjar quem, com habilitação, viesse preencher o serviço de administração da emissora. Foi, então, que mais uma vez ele recorreu a Mário Ferraz Sampaio para a tarefa. Foi mais um desafio à frente de minha carreira na radiodifusão. Acabei aceitando a direção da instalação dos serviços e a gerência da estação quando fosse levada ao ar.

 

 

Em depoimento posterior ao livro, reportando-se à sua vinda para Campos, Mário Ferraz Sampaio acrescentou:

 

Tive a melhor impressão dos campistas. O Alcides Maciel era muito insinuante, muito simpático. O Amador também era uma pessoa muito amável. O Antônio Pereira Amares, um fidalgo. O Chrysantho também era uma ótima pessoa. Odilário Perlingeiro, Álvaro Maia, Clarimar Maia, são elementos a quem dei atenção e apreciei muito. De maneira que voltei ao Byington e disse: olhe, o pessoal quer botar uma estação de rádio e eu acho que a sociedade tem elementos, tem gente em condições de poder pagar uma emissora. Então ele disse: volte lá e veja que contrato pode fazer, contrato de compra e venda. Ele mesmo não veio aqui, não. Custei muito para negociar com o Amador, principalmente. O Alcides não era muito negociante, não, mas Amador era mais afeito aos negócios, de maneira que custou um pouco para chegarmos a uma conclusão.

 

 

Em 1933 Mário Ferraz Sampaio já era um qualificado profissional de rádio. Sua experiência não se restringia aos períodos em que atuou como locutor e redator de noticiários nas emissoras de São Paulo. As missões que cumpriu para Byington & Companhia, culminando com a montagem da Rádio Cruzeiro do Sul, no Rio de Janeiro, conferiram-lhe uma nova especialização: a de administrador de empresas radiofônicas. Foi com este currículo que se apresentou ao grupo liderado por Amador Pinheiro da Silva e aceitou o desafio de transformar em realidade o sonho de dotar a cidade de Campos de sua primeira estação de rádio – na verdade, primeira do antigo Estado do Rio de Janeiro e de toda a região compreendida pelo Estado do Espírito Santo e a Zona da Mata mineira – assumindo, inicialmente por dois anos, a direção da Rádio Cultura de Campos.

Findo o prazo do contrato, e como só havia conseguido pagar metade do preço do transmissor, a diretoria da Rádio Cultura propôs que o Grupo Byington continuasse explorando a estação por mais quatro anos, ao término dos quais ela seria considerada paga e passaria definitivamente à propriedade dos campistas. Segundo o próprio Mário Ferraz Sampaio, quando venceu o novo prazo e já se preparava para retornar a São Paulo, foi procurado por Amador Pinheiro da Silva, que lhe disse:

 

Mário, agora, por direito, nós vamos ser os diretores da emissora, mas eu quero confessar que não estou interessado em dirigi-la como você está fazendo. Portanto, ofereço a você as minhas quotas de capital, que são 40%. Você fica com Alcides Maciel, que tem outros 40%. Pensei muito, indaguei lá em casa e acabei admitindo. Só que Alcides Maciel queria dar um dote a um futuro genro, de forma que também me ofereceu suas quotas. Eu respondi que não tinha condição no momento. Ele quis transferir as quotas para o genro, que não entendia nada de rádio, com o que não concordei. Alcides me perguntou então se poderia oferecer as quotas ao próprio Dr. Byington, que aceitou, pagou à vista e ficou meu sócio. Mais tarde – na década de 50 – eu comprei as quotas do Dr. Byington e fiquei exclusivo na Rádio Cultura.

 

 

No final de 1933, os primeiros passos para a concretização do projeto de estabelecer uma estação de rádio em Campos já tinham sido dados. A sociedade estava registrada em cartório e havia uma pequena estação no ar. Mas era um movimento de idealistas. Nenhum dos integrantes da Sociedade Rádio Cultura de Campos tinha conhecimento do negócio da radiodifusão nem disponibilidade de tempo para dedicar-se a ele. A estrutura profissional necessária para viabilizá-lo foi criada por Mário Ferraz Sampaio, que começou por dar um curso de rádio para os futuros locutores, operadores e funcionários da área administrativa. Promoveu também um concurso para locutores, vencido pelo maestro e jornalista Prisco de Almeida, colaborador da emissora desde a fase experimental, o qual logo se tornaria, além de primeiro locutor, seu primeiro diretor artístico. Dois outros contratados para a locução foram José Honório de Almeida, editor de uma revista intitulada Planície, e José Bonaparte Vieira. Mário Ferraz Sampaio, que já atuara como locutor em São Paulo, também cumpria uma hora diária de locução.

Contando com o suporte técnico do Grupo Byington e o prestígio de Amador Pinheiro da Silva e seus companheiros junto às elites campistas, Sampaio lançou-se à tarefa de instalar a nova estação, inaugurada no dia 11 de novembro de 1934, em presença do prefeito Francisco da Costa Nunes, do representante do governador do Estado do Rio de Janeiro, Protógenes Guimarães, do juiz da comarca, Dr. Ferreira Pinto, e de inúmeros convidados. A emissora, de prefixo PRF-7, tinha os estúdios e transmissores instalados na chácara da Rua Conselheiro Otaviano, 47, alugada ao empresário Alcebíades Aguiar, e funcionava das 11h às 12h30min e das 19h às 22h 30 min, sendo que, das 21h às 22h, eram apresentados os programas da Rede Verde Amarela.

Depois de tantas lutas, o sonho de dotar Campos e o antigo Estado do Rio de Janeiro de sua primeira estação de rádio finalmente se tornava realidade.

Mário Ferraz Sampaio dirigiu a Rádio Cultura de Campos até 1971, ano em que a cidade de Campos já contava com seis emissoras de ondas médias, sendo que uma delas, a Campos Difusora, ele próprio criou, em 1958, e vendeu, em 1961, aos radialistas Andral Nunes Tavares (até então seu funcionário na Rádio Cultura de Campos) e José Ribeiro Pereira Filho (na época funcionário da Rádio Jornal Fluminense). Em 1971, também se desfez da Rádio Cultura, vendendo-a ao deputado federal Alair Ferreira, que já detinha a concessão da TV Norte Fluminense, então afiliada à Rede Globo, e criou um complexo de comunicação integrado ainda pela Rádio Jornal Fluminense AM e Rádio 89 FM. Atualmente, esse grupo de emissoras, acrescido da antiga Rádio Campista Afonsiana, que pertenceu aos padres redentoristas e hoje tem o nome de Rádio Record de Campos, pertence à Igreja Universal do Reino de Deus.

Aposentando-se como radiodifusor, Mário Ferraz Sampaio passou a dedicar-se inteiramente ao Curso de Jornalismo (atualmente Curso de Comunicação Social) da Faculdade de Filosofia de Campos, no qual ingressou, como professor, em 1969. Por mais de 20 anos, foi titular das disciplinas Técnica de Rádio e Televisão e Comunicação Comparada. Lecionou também História do Rádio e da Televisão. Foi chefe do Departamento de Comunicação por mais de 10 anos.

Mário Ferraz Sampaio mereceu, em vida, inúmeras homenagens pelo seu pioneirismo e contribuição ao desenvolvimento do rádio. Em 1956, a Câmara Municipal de Campos outorgou-lhe o título de cidadão campista honorário. Em 1959, durante banquete no Copacabana Pálace, no Rio de Janeiro, a Associação Brasileira de Propaganda conferiu-lhe a medalha do Mérito Publicitário. Em 1964, em Recife, durante o congresso anual da ABERT – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão – da qual foi um dos fundadores e cujo Conselho Técnico Consultivo presidiu por muitos anos, recebeu a medalha do Mérito da Radiodifusão Brasileira por ter sido o relator da comissão que formulou, em 1968, o Código de Ética da Radiodifusão. Era doutor em Medicina, formado pela Faculdade de Medicina de São Paulo, e teve participação ativa na Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia, sediada em Campos.. Integrou os quadros do Rotary Club de Campos, cuja presidência ocupou por três vezes, e da Academia Campista de Letras.

Mário Ferraz Sampaio era filho de Arthur Sampaio e Cândida Ferraz Sampaio e viúvo de Mary Franklin Sampaio. Morreu em 20 de abril de 1993 e está sepultado no Cemitério Campo da Paz, na cidade de Campos dos Goytacazes.

Além de ter dado o seu nome a uma rua do Parque Santo Amaro, um dos mais populosos da cidade, a Câmara Municipal de Campos instituiu a Ordem do Mérito Mário Ferraz Sampaio, para homenagear os radialistas que tenham alcançado maior destaque no exercício da profissão em Campos.

Andral Nunes Tavares trabalhou na Rádio Cultura de Campos, de 1951 a 1961, sob a direção de Mário Ferraz Sampaio. Foi sócio e diretor das rádios Campos Difusora (que comprou do próprio Mário Ferraz Sampaio, em 1961), Continental de Campos e Nova Campos FM, atual 97 FM. É coordenador do Curso de Comunicação Social da Faculdade de Filosofia de Campos. É mestre em Comunicação e Cultura pela UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sua dissertação de mestrado – "SETENTA ANOS DE RÁDIO EM CAMPOS: UMA HISTÓRIA DE PIONEIRISMO, SONHOS E AMBIÇÕES" – está disponível para consultas nas bibliotecas da UFRJ e da Faculdade de Filosofia de Campos.

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