JORNAL DA REDE ALCAR
Ano 1, Nº11 - 7 de dezembro de 2001

Editores: José Marques de Melo (UNESCO/UMESP) e Francisco Karam (FENAJ/UFSC)
realcar@metodista.br

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Rede Alfredo de Carvalho para o resgate da memória e a construção da história da imprensa no Brasil
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Colaboradores desta edição:
Fátima Feliciano (FIAM)/ Mirane Albuquerque (Projeto Resgate / MINC) / Ricardo Wolmers (ISCA) / Rosemary Bars Mendez (ISCA) / Luis Guilherme Pontes Tavares (Neib)

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Manchetes:

1 – História imediata da imprensa e da mídia brasileiras

2 – ISCA participa do resgate histórico da imprensa

3 – História da comunicação audiovisual na Espanha

4 – O papel da imprensa nos processos de democratização da América Latina

5 – Diário Popular troca de nome, estreando com tiragem de 350 mil em São Paulo

6 – Rede Alfredo de Carvalho no Paraná

7 – Bahia inaugura Museu da Comunicação Jorge Calmon

8 – Biografia de Tarso de Castro, Editor do “Pasquim”

9 – Memória de Freitas Nobre reverenciada pela ECA-USP

10 – MIC inaugura Biblioteca Digital Multimídia

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1 – “HISTÓRIA IMEDIATA” DA IMPRENSA E DA MÍDIA BRASILEIRAS: PRÉ-CONDIÇÕES E SIGNIFICADOS
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Fernando Lattman-Weltman (Fundação Getúlio Vargas – RJ)

* Resumo da Exposição feita pelo pesquisador no Seminário “Tendências Atuais em Pesquisa sobre História da Imprensa” - Rio de Janeiro - 31 de Outubro de 2001

O eixo da exposição concentrou-se no que chamei de desafio da mídia para o “historiador”: fazer a História de quem faz a História. Isto tem implicado, em minha produção, a opção por pensar a Imprensa e a Mídia como campo de forças e investimentos políticos. As pré-condições para a tarefa investigativa, aludidas no título da exposição, concentram-se nos imperativos de se compreender o modo de (re)produção das práticas midiáticas, de se conhecer suas estruturas e conjunturas de efetivação, suas especificidades e idiossincrasias.

Este esforço significa, por um lado, que fazer a História da Mídia implica necessariamente desconstruir o seu discurso; ou seja: recusar sua auto-consciência (seu “discurso nativo”). O que implica também desconstruir a cotidianeidade de sua produção. Metodologicamente, isto leva à sistematização de procedimentos para, a partir daí, se refazer o percurso inverso reconstruindo assim sua economia simbólica. É preciso método, portanto: técnicas de recorte, análise e, eventualmente, de mensuração do objeto.

Por outro lado, é preciso teoria também. Ou dito de outro modo: uma concepção clara e consistente das variáveis que estruturam e condicionam a atividade jornalística.

 Mais urgente que tudo parece-me a necessidade de capacidade interpretativa, quer dizer fundamentação teórica geral e experiência intelectual. Caso contrário corre-se o grande risco de incapacitação total para se compreender, pelo menos, “como se compreende’.

Finalmente, são precisas fontes. Daí a necessidade urgente de uma política de conservação e organização de acervos midiáticos.

Se estivermos à altura da tarefa poderemos obter, então, a capacidade para a compreensão e diagnóstico sistemáticos da estruturação e funcionamento do mercado midiático, assim como das especificidades lingüisticas e culturais do universo midiático. Produzindo também uma interpretação mais precisa e conseqüente tanto da inserção política da mídia no jogo político e (eventualmente) democrático quanto do processo cultural e ideológico contemporâneo, através da análise e interpretação de suas instituições mais influentes: os mídia.

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2 – ISCA PARTICIPA DO RESGATE HISTÓRICO DA IMPRENSA
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Ricardo Wollmer (Estudante de Jornalismo do ISCA) e Rosemary Bars Mendez (Professora do Curso de Jornalismo do ISCA)

* Texto publicado originalmente no Jornal Mural da instituição (edição de outubro/2001)

O ISCA Faculdades, situado na cidade paulista de Limeira,  é uma das universidades que integra a Rede Alfredo de Carvalho (RedeAlcar), criada em abril deste ano para dar continuidade ao projeto “Brasil, Imprensa, 200 anos”, com o objetivo de incentivar pesquisadores – principalmente das áreas de Comunicação e de História – a mostrar as origens e o desenvolvimento da imprensa no País.

O resgate da memória e a construção da história da imprensa também fazem parte das finalidades da Rede. Em reunião realizada na sede da Associação da Imprensa Brasileira (ABI), no Rio de Janeiro, ficou decidido homenagear Alfredo de Carvalho por ter sido o primeiro jornalista a tentar mapear a imprensa brasileira (veja quadro nesta página).

“O objetivo maior da RedeAlcar é manter, nos próximos anos, a imprensa como tema de interesse e debate na sociedade”, disse o fundador José Marques de Melo, que atua na recuperação histórica dos meios de comunicação no Brasil. Melo coordena os trabalhos junto com o jornalista e professor Francisco Karam. Além disso, também produzem o jornal on-line da Rede Alfredo Carvalho, que pode ser acessado pelo  site www.metodista.br/unesco.

A Rede, com pouco mais de seis meses de funcionamento, é constituída por instituições de ensino e pesquisa, professores, jornalistas e historiadores interessados em dar continuidade ao inventário que Alfredo de Carvalho iniciou em 1908. Segundo Melo, pretende-se completar as lacunas desse inventário preliminar e atualizá-lo até 2008, quando serão comemorados os 200 anos da implantação da imprensa no Brasil, em 13 de maio. “A adesão conta com cerca de 30 instituições universitárias, sendo algumas mais ativas, outras ainda não sensibilizadas para o trabalho investigativo”, afirmou.

Interessados da área em colaborar com notícias, relatos, análises ou imagens podem mandar e-mail para karam@cce.ufsc.br

Instrumento civilizatório

A RedeAlcar propõe um programa destinado a reintroduzir e aperfeiçoar o estudo da história da imprensa brasileira nas universidades brasileiras, contribuindo para formar novas gerações de jornalistas e historiadores capazes de assimilar as lições do passado, além de aplicá-las ao presente e projetá-las no futuro.

O projeto de comemoração do aniversário da imprensa brasileira quer incitar várias pesquisas sobre o tema, na tentativa de convertê-la em instrumento civilizatório, conforme consta do documento “Preservando a Memória e Construindo a História da Imprensa no Brasil”, de autoria de Marques de Melo. “Trata-se de socializar seus benefícios culturais para toda a sociedade e não apenas para as elites, como vem ocorrendo historicamente nos dois primeiros séculos de sua existência (da imprensa) em território nacional”, finalizou.

Saiba quem foi Alfredo de Carvalho

Pernambucano, Alfredo de Carvalho interessou-se pelo histórico da imprensa no Brasil justamente por causa de sua profissão – ele era jornalista. Carvalho teve uma vasta produção jornalística na mídia de seu estado, com participação em diversos jornais impressos. Ele é o responsável pelo primeiro inventário da imprensa brasileira, publicado em 1908, numa edição especial da Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Foi também o idealizador de pesquisas que elucidaram a natureza da imprensa no período colonial, enfocando principalmente os jornais de Pernambuco e da Bahia.

A vida do jornalista está sendo estudada pela professora Maria Luiza Nóbrega, da Universidade Federal de Pernambuco, com a ajuda de uma equipe de alunos de Jornalismo, que trabalha uma média de três horas por semana para dar conta dos volumes de publicações a serem pesquisadas. “Isso vai demorar um pouco mais do que o previsto porque encontramos uma infinidade de jornais onde ele participou”, afirma a professora Maria Luiza.

“Apetite intelectual é responsável pelo crescimento da mídia”

Confira, a seguir, entrevista feita por e-mail com o professor José Marques de Melo, um dos fundadores da Rede Alfredo de Carvalho. Ele comenta a ascensão da mídia perante a necessidade da população estar informada e o lançamento de um livro com textos compilados da Revista Imprensa.

Jornal Mural – Como estão sendo feitas as atividades da Rede, uma vez que ela ainda se encontra em estado embrionário?

José Marques de Melo – As atividades da rede estão sendo desenvolvidas pelos seus núcleos estaduais, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Mas já foram constituídas também unidades ativas na Bahia e no Espírito Santo. Um panorama da programação já desenvolvida pela Redealcar pode ser encontrada nos Jornais da Rede Alfredo de Carvalho.

 

JM – Como foi feita a seleção dos temas e das pessoas que iriam escrever os textos para a revista?

Melo – Fui idealizador e sou o coordenador da série 200 anos da imprensa no Brasil, publicada pela revista Imprensa (essa coletânea vai ser lançada em livro). A seleção tem sido feita por critérios jornalísticos, em se tratando de um projeto de divulgação histórica. Os biografados são escolhidos em função de sua importância nacional ou regional, alternando períodos históricos e regiões culturais. Quanto aos autores dos perfis, o convite foi baseado em função da sua identidade com os biografados, seja pela realização de estudos prévios, seja pelo interesse que demonstram academicamente (Observação: a professora Rosemary Bars Mendez, de Teoria do Jornalismo do ISCA, foi uma das escolhidas para redigir um texto, que constará no livro).

 

JM – O senhor acredita que a crescente busca da população por informações de uma maneira geral pode contribuir para um desenvolvimento dos meios de comunicação?

Melo – O crescente interesse da nossa população pelas informações que difundem os meios de comunicação de massa é conseqüência imediata da melhoria do nível educacional das novas gerações. Como tem sido maior o segmento populacional que adquire educação formal, é natural que esse domínio prévio de conteúdos gerais suscite o interesse pela constante atualização de conhecimentos. E a mídia é demandada justamente em função desse apetite intelectual suscitado pela escola.

Por outro lado, o crescimento da consciência de cidadania entre nós tem incentivado as pessoas a estarem informadas sobre o que acontece para respaldar seu comportamento coletivo. Enfim, todos nós fazemos parte da opinião pública e queremos ter participação ativa no processo de definição das suas tendências, através principalmente dos grupos primários que integramos na vida cotidiana.

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3 – HISTÓRIA DA COMUNICAÇÃO AUDIOVISUAL NA ESPANHA

Juan Gargurevich, coordenador do Grupos de Estudos de Historia da Comunicação da ALAIC nos transmite informação sobre o ultimo Encontro dos Historiadores de Comuncação da Espanha.

“Nuestro amigo y colega, el profesor Carlos Barrera, de Pamplona, nos pasa un informe completo del V Encuentro de la Asociación de Historiadores de la Comunicación:

"El V Encuentro, que se celebró entre los días 18 y 20 de octubre, recogió algo más de un centenar de comunicaciones sobre dos temas: "La comunicación audiovisual en la historia" (que fue el tema central), y   "Aportaciones de la historia de la comunicación a la comprensión de la historia del siglo XX" (al que se dedicó una sesión más específica). También hubo dos sesiones más breves, de bastante interés: una de debate sobre los aspectos comunicacionales del conflicto surgido a raíz del atentado terrorista del 11 de septiembre; y otra informativa acerca de una interesantísima exposición sobre la historia del periodismo en España desde sus orígenes hasta la actualidad, organizada en Barcelona por la Sociedad Estatal España Nuevo Milenio. Se ha publicado un muy bien editado libro-catálogo de la exposición, que se puede pedir a la siguiente dirección: Sociedad Estatal España Nuevo Milenio Paseo de la Castellana, 13-2º dcha 28046 Madrid Tfno: 34-913103856


Las actas del IV Encuentro de Málaga sobre "La comunicación social durante el franquismo" saldrán publicadas, Dios mediante, este mes de noviembre. Las del V Encuentro de Palma es posible que estén listas para comienzos de 2002.

Se procedió a la elección de la nueva Junta Directiva, que quedó como sigue:

Presidente: Juan Antonio García Galindo (Universidad de Málaga), Vicepresidente: Ingrid Schulze (Universidad Complutense de Madrid), Secretario: Antonio Castillo (Universidad de Málaga), Tesorero: Juan Francisco Gutiérrez Lozano (Universidad de Málaga). Vocales: Alejandro Pizarroso (Universidad Complutense de Madrid); Carlos Barrera (Universidad de Navarra), Francesc Espinet (Universitat Autómoma de Barcelona), Antonio Laguna (Universidad Cardenal Herrera-CEU, Valencia).

También se decidió que el próximo encuentro lo organizara la Universidad de Vigo, en su campus de Pontevedra, en una fecha por determinar hacia la primavera de 2003, y bajo el tema principal de "Comunicación y guerra en la historia", y una sesión metodológica específica sobre"Transformaciones sociales e historia de la comunicación".

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4 – O PAPEL DA IMPRENSA NOS PROCESSOS DE DEMOCRATIZAÇÃO DA AMÉRICA LATINA

Recebemos do Prof. Dr. Carlos Barrera - Departamento de Comunicación Pública - Facultad de Comunicación -  Universidad de Navarra (Espanha), comunicado sobre a realização de um Colóquio dedicado ao papel da imprensa nos processos de democratização da América Latina. O evento será realizado em Barcelona, Espanha, durante o congresso bienal da IAMCR – International Association for Media and Communication Research, agendado para aquela cidade, em julho de 2002.

Transcrevemos a seguir o texto integral da convocatória,  a fim de que os historiadores da imprensa brasileira possam inscrever  suas comunicações científicas:

“Dentro de la History Section, y de cara al Congreso de la IAMCR en Barcelona el próximo mes de julio de 2002, estoy coordinando la organización de una sesión específica sobre el tema: "El papel de la  prensa en los procesos contemporáneos de democratización en la América Latina", de acuerdo con la presidenta de la sección Terhi Rantanen.

Para asegurar un mínimo de comunicaciones, y aparte del correspondiente "call  for papers" que se hará oficialmente, he contactado ya con algunos investigadores chilenos, argentinos y uruguayos con el objeto de asegurar una mínima cobertura geográfica representativa. Acudo a ti para  que me sugieras nombres de posibles investigadores brasileños que pudieran presentar comunicaciones sobre este tema, es decir, a la transición brasileña a la democracia desde el punto de vista de la  dinámica de los medios de comunicación.  Los miembros del Comité Organizador, mis colegas de Barcelona (con quienes me hallo en contacto regular) están especialmente interesados en atraer la participación de investigadores de los países de América Latina. La sección de Historia creo que podría aportar una buena   participación de investigadores de la comunicación en Brasil.

Prof. Dr. Carlos Barrera -  Departamento de Comunicación Pública - Facultad de Comunicación - Universidad de Navarra 31080 Pamplona – España -  Tfno: 34-948-425600 -  Fax: 34-948-425664 -  E-mail: cbarrera@unav.es

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5 – DIÁRIO POPULAR TROCA DE NOME, ESTREANDO COM TIRAGEM DE 350 MIL EM SÃO PAULO
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Marcelo Affini e Zeca Castellar (Meio & Mensagem)

* Texto reproduzido do jornal digital Midioteca FIAM. Fonte: MEIO & MENSAGEM ONLINE 19/09/2001

O Diário de S. Paulo, jornal da Infoglobo que substituirá o Diário Popular, adquirido pela empresa das Organizações Globo em abril passado, estréia nas bancas neste domingo, dia 23, com tiragem de 350 mil exemplares. Na segunda-feira, dia 24, a tiragem será de 240 mil. Atualmente, a tiragem do Diário Popular é de cerca de 225 mil exemplares aos domingos e 150 mil de segunda a sábado. Os preços de venda avulsa serão mantidos: R$ 1 nos dias úteis e R$ 1,50 aos domingos.

Em entrevista que será publicada na edição da próxima semana de Meio & Mensagem, Luiz Eduardo Vasconcelos, diretor-geral de mídia impressa e rádio das Organizações Globo, e Juan Ocerin, diretor-geral do Diário de S. Paulo, contam que o jornal terá como colunistas nomes como Ancelmo Gois, Carlos Nascimento, Gilberto Nascimento, Miriam Leitão, o dramaturgo Manoel Carlos, Sônia Abrão, Alberto Helena Júnior, Cláudia Matarazzo, Heródoto Barbeiro, Lucília Diniz, Osmar Santos, Karen Kupfer e Amaury Jr.

O Diário de S. Paulo terá três cadernos que circularão todos os dias da semana - o Principal, com textos das editorias São Paulo, Brasil, Opinião, Economia, Trabalho, Mundo e Contracapa; Esportes ; e Revista - além dos suplementos semanais Automóveis, Viajar, Informática, Empregos, Revista da Família, Criança e a revista Já. Diariamente também serão publicados três cadernos de Classificados: Negócios, Imóveis e Veículos. A equipe de redação é composta de cerca de 160 profissionais. O diretor de redação é Orivaldo Perin.

Perfil

Em conversa agora há pouco com MMonline, Juan Ocerin comentou que o novo título buscará a "ampla classe média". "Queremos atingir os diversos segmentos que compõem a classe B e ainda a classe C, atraindo também um público que não está consumindo nenhum jornal", coloca. Segundo Ocerin, atualmente o Diário Popular tem forte presença junto às classes B2 e C.

Globonews.com

O Diário Popular mantém hoje o site www.dipo.com.br. A partir de segunda-feira, segundo Ocerin, o site, já sob o endereço www.diariosp.com.br, passará a integrar a carteira da Globonews.com, portal que reúne o conteúdo jornalístico das Organizações Globo. O site do novo jornal fará parte também dos pacotes cross media da Globo.com.

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6 – REDE ALFREDO DE CARVALHO NO PARANÁ

Recebemos da Profa. Dra. Rosa Maria Cardoso Dalla Costa (Responsável pela disciplina de História da Comunicação na Universidade Federal do Paraná) a seguinte mensagem:

“ Estou animada com a possibilidade de integrar a Rede Alfredo de Carvalho (já tenho alguns trabalhos de alunos que podem ser revistos e adaptados) e vou mesmo pensar na organização de um evento sobre a história da imprensa no Paraná.”.

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7 – BAHIA INAUGURA MUSEU DA COMUNICAÇÃO JORGE CALMON

Na segunda-feira, dia 3 de dezembro, em Salvador (BA), foi inaugurado o Museu da Comunicação Jorge Calmon, que ocupa o Forte de São Diogo, no Porto da Barra. O novo museu conta com o apoio da Petrobrás, Fundação Cultural do Exército e VI Região Militar. O museu ainda não possui acervo permanente, que será formado  com contribuições afins com as áreas de Jornalismo, Propaganda, Rádio, Televisão e Informática. O projeto do museu data de mais de 10 anos e a recente decisão da Petrobrás de patrociná-lo, surpreendeu a proponente, jornalista Sandra Régis, que mobilizou colegas para ajudá-la na inauguração simbólica. O Nehib – Núcleo de História dos Impressos da Bahia  compareceu às últimas reuniões dos organizadores – representando pelos historiadores Luis Guilherme Pontes Tavares, Kátia Carvalho e Nelson Varón Cadena. Jorge Calmon é decano dos jornalistas baianos. Foi diretor redator-chefe de A Tarde por muitos anos e lecionou História da América na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA, de onde é Professor Emérito. Continua atuante e escreve todas as terças no jornal que dirigiu.

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8 – BIOGRAFIA DE TARSO DE CASTRO, EDITOR DO “PASQUIM”

A professora e jornalista Sonia Bertol, coordenadora do Curso de Jornalismo da Universidade de Passo Fundo (RS), dedicou-se durante vários anos à pesquisa sobre a trajetória jornalística de Tarso de Castro, editor do semanário “0 Pasquim”, que circulou em todo o país durante os anos da ditadura militar. Seus estudos subsidiaram os trabalhos de pós-graduação que apresentou à Universidade de Passo Fundo (Especialização) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Mestrado).

Agora a pesquisa transforma em livro seus registros, anotações e análises, sob o título “ Tarso de Castro, Editor de O Pasquim”. A obra foi lançada em Passo Fundo, numa solenidade patrocinada pelo jornal O Nacional, que pertence à família do biografado e no qual Tarso de Castro iniciou sua experiência como jornalista.

A obra “Tarso de Castro, editor de O Pasquim” está sendo lançada pela UPF Editora, procurando recuperar a trajetória profissional do jornalista Tarso de Castro  no  contexto  do jornalismo brasileiro, com ênfase no período 1964-1984. O ponto de partida da pesquisa foi o cenário histórico e político da imprensa nessa época, mostrando que Tarso de Castro, um dos  criadores de O Pasquim, que representou o tipo do jornalismo combativo, polêmico, tendo como argumento absoluto o ataque ao autoritarismo e ao regime militar vigente neste período.

Tarso de Castro, nascido em Passo Fundo em 1941, realizou um interessante percurso no meio jornalístico, iniciando sua trajetória na empresa do pai, o jornal O Nacional. Prosseguiu em jornais como Zero Hora e Última Hora, em Porto Alegre, até transferir-se definitivamente para o Rio de Janeiro. Naquela cidade juntou-se a uma equipe de jornalistas, cronistas, chargistas e intelectuais,  atuando em diversos jornais, especialmente em O Pasquim, semanário humorístico,  lembrado  como   um  expoente da imprensa alternativa.

Os interessados em manter diálogo com a autora podem enviar mensagens para o email: sobertol@upf.tche.br

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9 – MEMÓRIA DE FREITAS NOBRE REVERENCIADA PELA ECA-USP

A comemoração dos 80 anos de Freitas Nobre, historiador da imprensa paulista falecido em 1990, adquiriu mais relevância na Região Metropolitana do ABC Paulista, onde ele atuou profissionalmente, através da Semana Freitas Nobre, realizada em setembro deste ano, sob a coordenação do Prof. Dr. Valdenízio Petrolli. Tais eventos foram noticiados em edições anteriores deste jornal.

Tendo sido professor  da ECA-USP, durante o período 1968-1990, onde lecionou Legislação da Imprensa para alunos de graduação e pós-graduação, o ilustre pesquisador teve a sua memória perpetuada em 25 de março de 1991 quando o Auditório do Departamento de Jornalismo e Editoração passou a ser denominado “ Auditório Freitas Nobre” . Naquela ocasião, o então diretor da ECA-USP, Prof. Dr. José Marques de Melo promoveu um Simpósio Acadêmico resgatando a trajetória de Freitas Nobre. Dele participaram André Franco Montoro, Rodolfo Konder, Marlos Nobre, Nelson Breve Dias, José Carlos Rocha e Jair Borin. O volume 9 da série “ Simpósios em Comunicações e Artes” , publicado pela ECA-USP,  reproduz integralmente os textos e falas dos expositores daquele Simpósio. A placa alusiva  foi descerrada, naquela ocasião, pela Dra. Marlene Nobre, viúva do homenageado.

Dez anos depois, o Auditório Freitas Nobre foi completamente reformado, por iniciativa do atual Chefe do Departamento de Jornalismo e Editoração, Prof. Dr. Jair Borin, que contou com recursos provenientes da Reitoria da USP. Para marcar a re-inauguração do Auditório e comemorar os 80 anos de nascimento de Freitas Nobre, o Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA-USP promoveu um ato solene realizado na noite do dia 29 de novembro, contando com a presença do diretor da escola, Prof. Dr. Waldenir Caldas, bem como da Pro-Reitora de Graduação da USP, Profa. Dra. Ada Pellegrini Grinover. O Prof. Dr. Jair Borin convidou o Dr. Clovis Freitas Nobre, filho do patrono daquele espaço cultural, para descerrar a placa da re-inauguração. Da mesma maneira, convidou o Prof. Dr. José Marques de Melo, fundador do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA-USP, para fazer uma alocução sobre a trajetória intelectual de Freitas Nobre. O evento foi prestigiado por ex-alunos e amigos do homenageado,   estudantes e professores do Curso de Jornalismo da ECA-USP.

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10 – MIC INAUGURA BIBLIOTECA DIGITAL MULTIMÍDIA

O vice-presidente Marco Maciel inaugurou, no dia 28/11, no Rio de Janeiro, a Biblioteca Digital Multimídia, que vai reunir todo o acervo de 9 milhões de títulos da Biblioteca Nacional (BN), além de filmes e vídeos do Ministério da Cultura. Todo o material poderá ser acessado pela Internet e vai beneficiar 200 bibliotecas públicas de todo o Brasil, que terão seus acervos ampliados. "O mundo está se dividindo entre os que sabem e os que não sabem. E a educação é o grande desafio do milênio. Porque só a educação reduz as desigualdades sociais", afirmou o vice-presidente.

Até agora 400 títulos foram digitalizados. São obras raras como a Bíblia de Mogúncia, de 1463. Dos quatro volumes existentes no mundo, dois estão na Biblioteca Nacional. Também poderão ser acessados via Internet um exemplar da primeira edição de Os Lusíadas, de Camões, de 1572, A História de Santa Cruz, de Gandaro, de 1575, que é considerado um dos primeiros registros da História do Brasil, além da Gramática João de Barros, considerada a primeira gramática brasileira, de 1539.

Todo o projeto de digitalização das obras custa R$ 12 milhões, previstos para serem investidos por dois anos. Esse trabalho é financiado pela Embratel StarOne, subsidiária da Embratel e pela Siemens. Foi criado um portal na Internet, cuja conexão será feita em alta velocidade via satélite. O endereço do Portal do Conhecimento é www.bibliotecamultimidia.org.br.

A cerimônia de inauguração da Biblioteca Digital Multimídia ocorreu numa teleconferência entre Rio, São Paulo e Brasília. Na ocasião, o ministro da Cultura, Francisco Weffort, classificou a digitalização de obras da Biblioteca Nacional como "uma revolução" no funcionamento de bibliotecas. "Estamos com duas riquezas extraordinárias: a capacitação técnica de comunicação com um acervo riquíssimo. Tudo com o objetivo de servir o país", afirmou. As primeiras 400 obras digitalizadas já estão disponíveis na rede.

Fonte: Informe UniRede, N. 40, (30/11/2201) Transcrito d´O Estado de São Paulo – 28/11/2001

 

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