JORNAL DA REDE ALCAR
Ano 1, Nº5 11 de junho de 2001
Editores: José Marques de Melo (UNESCO/UMESP) e Francisco Karam
(FENAJ/UFSC)
realcar@metodista.br
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Rede Alfredo de Carvalho para o
resgate da memória e a construção da história da imprensa no Brasil
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Manchetes:
1 - Rede Alfredo de Carvalho já tem sítio na internet
2 - Dia da Imprensa no telejornal UERJ
3 - 190 anos da tipografia baiana na 53a. SBPC
4 - Imprensa dos Trabalhadores no Brasil: 120 anos de história
6 - NEHIB inicia atividades em Salvador
7 - Rede Alcar na região do Grande ABC Paulista
8 - Alagoas: penúaria do Acervo da Imprensa
9 - Novas adesões à Rede Alfredo de Carvalho
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1 - REDE ALFREDO DE CARVALHO JÁ TEM SÍTIO NA INTERNET
Mensagem do Prof. Dr. Francisco Karam, Titular da Cátedra FENAJ/UFSC informa que já esta no ar, desde o dia 1 de junho, o sítio digital Rede Alfredo de Carvalho. Navegue na internet e visite o seguinte endereço: www.jornalismo.ufsc.br/redealcar
A meta inicial é estabelecer conexões com os centros de pesquisa ou memória sobre a história do jornalismo. Pretendemos vincular o sítio às pesquisas e centros específicos de trabalho. E colocar endereços de pesquisadores da área.
Também os eventos, por enquanto ano a no, podem ser trabalhados a cada momento. Para isso, é preciso que nos sejam enviadas as informações. O ideal, futuramente, é que haja equipe de cobertura de cada evento e as informações nos sejam repassadas. Solicitamos que os organizadores de eventos integrados à Realcar providenciem a cobertura, contando com a colaboração dos estudantes de jornalismo da cidade ou região, repassando os textos e imagens à equipe da UFSC.
As informações podem ser recebidas pelo Prof. Karam e pelo Prof. Clóvis Geyer , para que atualizemos toda semana. No segundo semestre haverá equipe mais definida, também com alunos. Email: karam@cce.ufsc.br
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2 - DIA DA IMPRENSA NO TELEJORNAL UERJ
O TJ UERJ, primeiro telejornal universitário online do país, dirigido pelo Prof. Dr. Antonio Brasil, está no www.tjuerj.hpg.com.br
A edição de 4 de junho inclui a reportagem sobre as comemorações do Dia da Imprensa na ABI - Associação Brasileira de Imprensa. Naquela ocasião, foi promovido um Simpósio dedicado a Hipólito José da Costa, patrono da imprensa brasileira.
Coordenado pela Profa. Dra. Ana Arruda, o evento pretendeu resgatar os 200 anos do ingresso daquele pioneiro no mundo da imprensa.
Seus principais oradores foram o Prof. Dr. José Marques de Melo, Titular da Cátedra UNESCO/UMESP de Comunicação e idealizador da Rede Alfredo de Carvalho; o Jornalsita Fernando Segimundo, presidente da ABI e o Historiador Mário Barata, membro do IHGB - Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
Nessa ocasião, o diretor da revista IMPRENSA, Sinval de Itacarambi Leão, anunciou a publicação em livro do primeiro bloco de perfis biográficos de jornalistas brasileiros divulgados naquele periódico. Fez ainda a apresentação do protótipo do CDRom contendo a coleção completa do "Correio Braziliense", em parceria com a ABI e o Ministério da Cultura, a ser lançado em setembro.
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3 - 190 ANOS DA TIPOGRAFIA BAIANA NA 53a. SBPC
A INTERCOM - Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação -confirmou o simpósio "Os 190 anos da Imprensa baiana", um dos muitos eventos da programação da 53ª Reunião da SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - que ocorrerá de 13 a 17 de julho no campus de Ondina da UFBA, em Salvador.
O tema do simpósio será tratado pelos professores Sonia Serra, da UFBA, Weliton Aragão, da Unibahia e Polifucs, e Luis Guilherme Pontes Tavares, do NEHIB (Núcleo de Estudos da História dos Impressos da Bahia). Serra falará sobre o jornal comunista O Momento, que foi objeto de sua dissertação de Mestrado na FFCH/UFBA. Aragão retomará o debate sobre o conceito de grande imprensa aplicado ao caso da Bahia. E Tavares falará sobre as ações e projetos voltados para o levantamento e divulgação da história da Imprensa baiana. Os três professores já encaminharam a SBPC o resumo dos trabalhos e estão aguardando a definição da data do simpósio.
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4 - IMPRENSA DOS TRABALHADORES NO BRASIL: 120 ANOS DE HISTÓRIA
Período : 18 a 20 de outubro de 2001
Local : Universidade Metodista de Piracicaba / Piracicaba / São Paulo
Realização : Rede Alfredo Carvalho de Pesquisadores da História da Imprensa no Brasil
Coordenador: Prof. Dr. Adolpho Queiroz - Secretário Municipal de Comunicação
Apoio : Associação Brasileira de Imprensa, Revista Imprensa, Cátedra Unesco de Comunicação para o Desenvolvimento Regional/ Universidade Metodista de São Paulo, Oboré, Centro de Comunicação Social da Prefeitura Municipal de Piracicaba, Universidade Metodista de Piracicaba, Instituto Superior de Ciências aplicadas de Limeira, Faculdades Claretianas de Rio Claro, Jornal de Piracicaba, FM Municipal de Piracicaba.
Programa preliminar *
18 de outubro, quinta-feira 20 horas Unimep (Teatro Unimep)
Abertura: Autoridades e convidados
Tema 1 : Memória da imprensa dos trabalhadores no Brasil e o arquivo Edgard Louerouth - Unicamp
Marco Aurélio Garcia, Secretário de Cultura da Prefeitura de São Paulo
19 de outubro, sexta-feira Unimep
10 horas
Tema 2 : Centros de Memória da imprensa dos trabalhadores : Oboré, USP, outros
Profa. Dra. Maria Nazareth Ferreira, Sérgio Gomes da Silva
14 horas Unimep
Tema 3 : Experiências da imprensa dos trabalhadores
20 horas Unimep
Tema 4 : A definir
20 de outubro, sábado 9 horas Unimep
Apresentação de papers e comunicações científicas sobre o tema
11:00 horas Unimep
Encerramento : As bases para a construção de uma rede de pesquisa sobre história da imprensa na região Prof. Dr. José Marques de Melo
Almoço de encerramento Fazendinha da Unimep almoço por adesão
* programação preliminar para sugestões e críticas dos colegas
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O Prof. Antonio Brasil - email: antoniobrasil@openlink.com.br -
docente da UniCarioca e da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, está
constituindo um grupo de estudos para inventariar e divulgar a imprensa teuto-brasileira.
Ele conta com a adesão de pesquisadores de todo o país para desenvolver o trabalho a
seguir esboçado:
"Estamos tentando reunir pesquisadores interessados em investigar e divulgar um
capítulo importante do jornalismo nacional: os periódicos teuto-brasileiros do final do
século passado na região sul. Tenho também um interesse pessoal, pois sou descendente
direto de Carlos Koseritz, um dos primeiros jornalistas brasileiros de origem alemã que
contribuiram para o desenvolvimento de técnicas modernas na cobertura do
jornalismo nacional. Recomendaria uma publicação em particular, Imagens do
Brasil, do mesmo autor.
Creio que poderia ser uma contribuição importante para a nossa Rede Alfredo Chaves e agradeceria uma divulgação desse projeto para avaliarmos o interesse de outros pesquisadores."
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6 - NEHIB INICIA ATIVIDADES EM SALVADOR
O Núcleo de Estudos da História dos Impressos da Bahia NEHIB , representante da Rede Alfredo de Carvalho naquele estado, realizou na manhã do último dia 4 a sua primeira reunião na sede da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), em Salvador, quando ficou decidido que os encontros ali serão quinzenais, às segundas-feiras. A próxima reunião será no dia 18. Na reunião de estréia, o coordenador Luís Guilherme Pontes Tavares apresentou o livro Los primeros cien años de la empresa informativa en Bahia, ofertado ao NEHIB pelo autor, professor doutor José Augusto Ventin Pereira, da Universidade Complutense, de Madri. A obra que surpreendeu e agradou será mais adiante resenhada.
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7 - REALCAR NA REGIÃO DO GRANDE ABC PAULISTA
O Prof. Dr. Valdenizio Petrolli, que vem liderando a REALCAR na Região do Grande ABC Paulista (Municípios de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá etc.), distribuiu o seguinte comunicado:
"A Cátedra UNESCO de Comunicação para o Desenvolvimento Regional e a Casa da Cultura e Museu Barão de Mauá convidam a participar da reunião da Rede Alfredo de Carvalho de Preservação e Construção da História da Imprensa no Brasil.
A finalidade desse encontro é a troca de idéias e informações sobre a História da Imprensa no Brasil, bem como desenvolver ações públicas destinadas a comemorar o centenário da implantação da imprensa no Grande ABC (1900 2004).
Anote em sua agenda:
Segunda-feira: 18 de junho de 2001
Horário: das 14 às 16 horas
Local: CASA DA CULTURA E MUSEU BARÃO DE MAUÁ
Av. Dr. Getúlio Vargas, 276 Vila Guarani
MAUÁ / SÃO PAULO
Fone/fax: 11 - 4519 6456"
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8 - ALAGOAS: PENÚRIA DO ACERVO DA IMPRENSA
História que morre - Acervo
histórico dos jornais seculares do Estado entra em colapso e pode desaparecer a médio
prazo*
Sivaldo Pereira
* Texto transcrito do Jornal "Tribuna de Alagoas", Maceió, edição do dia 27 de maio de 2001, 1a. página do Caderno B.
Relíquias do passado estão agonizando silenciosamente nos museus de Maceió. A morte de peculiaridades mais cotidianas da história de Alagoas, contidas nos jornais e periódicos seculares, estão literalmente se desintegrando com a ação do tempo. Um processo de pulverização histórica endossado pela omissão do poder público. A amnésia jornalística é o mais novo fenômeno do enfraquecimento cultural de um Estado que parece caminhar a passos largos para aniquilação de um passado cada vez ofuscado.
Nascida oficialmente há 170 anos, a imprensa alagoana vem sendo conservada diariamente e resguardada desde o final do século XIX por entidades e institutos culturais. Os velhos jornais se tornaram documentos importantes da história do Estado. Pedaços de papel que um dia circularam largamente pela "província das Alagoas", retratando fatos e notícias desde o período imperial até os dias de hoje. Documentos que carregam vestígios cotidianos, políticos e culturais de gerações enterradas pelo tempo.
Entretanto, todo esse passado, inevitavelmente adormecido pela sobreposição dos anos, caminha, agora, para uma segunda falência ainda mais dolorosa: a morte da memória histórica. Acervos inteiros de jornais que existiram no passado e que já não existem mais, estão se deteriorando por falta de investimento na preservação, principalmente no Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL) e Arquivo Público de Alagoas (APA), que conservam as maiores hemerotecas do Estado.
A situação é caótica: no Instituto Histórico, cerca de 30 % do acervo está lacrado por total impossibilidade de uso. Deste montante, constam coleções inteiras que já não podem ser sequer tocadas, devido ao avançado estado de desintegração da celulose (papel). "A outra parcela do acervo caminha para o mesmo fim a curto prazo", lamenta o presidente do IHGAL, professor Jayme de Altavila Filho.
No arquivo público, a tragédia não é menor: a falta de climatização adequada é agravada pela ação de cupins que já tomam conta do prédio e ameaçam atingir todo o acervo. Segundo o professor Moacir M. de Sant´Anna, diretor do órgão, a ausência de verba própria e a eterna espera de recursos impossibilita qualquer perspectiva de preservação do pouco que resta.
Uma pausa para o passado
Conforme o livro a "História da Imprensa em Alagoas", de autoria do professor Moacir M. de Sant' Anna, a primeira tentativa de criação da imprensa em Alagoas data de 6 de maio 1822, quando a junta de governo da Província das Alagoas, solicitava ao Ministério dos Negócios do Reino, na corte de Lisboa, a implementação de uma tipografia pública na Vila das Alagoas (atual Marechal Deodoro). Porém, o pedido não foi atendido, sendo refeito novamente em 1826, já no Brasil Império e novamente negado.
A imprensa em Alagoas só viria acontecer, oficialmente em 1831, com a publicação da primeira edição do Jornal "Íris Alagoense", com data exata da primeira publicação ainda desconhecida. Do primeiro veículo, que marca o nascimento da imprensa "nas Alagoas", resta apenas um exemplar em todo o Estado, arquivado no IGHAL, referente ao segundo número do jornal, datado de 17 de agosto do mesmo ano (uma quarta- feira), medindo 31,5 x 21,5 cm, em 2 colunas.
O Íris alagoense surgia num momento de efervescência política, num País de apenas nove anos de independência, autedominando-se "jornal político, literário e mercantil" .
De lá para cá a imprensa cresceu e muitos outros jornais surgiram e desapareceram com o passar das décadas, como o Gutemberg, que possuía a maior circulação no início do século ou ainda, mais recentemente, o Jornal de Alagoas, que atravessou nove décadas de produção jornalística e que contou com o trabalho de nomes ilustres, como o escritor Graciliano Ramos.
O futuro
Para muitos pesquisadores, os velhos jornais se tornaram uma das maiores fontes de consulta histórica da era moderna. Verdadeiros recortes do passado que sobreviveram ao futuro, com dados, nomes e datas. Um patrimônio precioso que pode não mais existir a médio prazo para as futuras gerações de estudiosos. A solução encontrada pelo professor Jayme de Altavila Filho seria a microfilmagem de todo o acervo do Estado e isolamento dos originais em ambiente adequado. Porém, a falta de recursos impede qualquer perspectiva neste sentido.
"Infelizmente, cultura não dá votos", lamenta o diretor do IHGAL, ao ressaltar a falta de sensibilidade dos poderes públicos para o problema.
Segundo o professor Moacir M. de Sant'Anna a deterioração é um processo irreversível dentro do atual quadro de investimento da preservação do acervo. "Além da falta de ambiente adequado para preservação, também temos o problema do manuseio e a fraca resistência do papel, que vem caindo de qualidade com o passar dos anos, diante do intensificação industrial da imprensa e conseqüente busca de barateamento da matéria prima" , explica e acrescenta: "apesar do arquivo público possuir um equipamento de microfilmagem, toda essa aparelhagem não está em atividade até porque, se estivesse, não teríamos ambiente climatizado adequando para preservar os microfilmes".
Tanto no Instituto Histórico, que sobrevive de doações, quanto no Arquivo Público, que não possui verba própria no orçamento do Estado, uma tragédia comum paira sobre o futuro da história de Alagoas: a falta de recursos mínimos para preservação de um patrimônio que morre. Resta-nos agora, assistir às reconstruções das faixadas dos velhos casarões e ao enterro da história que padece nos porões destas antigas casas, com suas faces paradoxalmente retocadas, mas carentes de investimentos mais interiores e mais profundos.
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9 - NOVAS ADESÕES À REDE ALFREDO DE CARVALHO
Email: cheida@puc-campinas.br
"Recebi com muito entusiasmo a notícia da instalação da Rede Alfredo de Carvalho. (...) O Curso de Jornalismo da Puc-Campinas tem interesse em participar do projeto, em especial por meio da disciplina História do Jornalismo. Envio meus parabéns por mais uma conquista em defesa do bom Jornalismo."
SÃO PAULO - Prof. Dr. Jorge Claudio Ribeiro Jr. (PUC - São Paulol)
Email: olhoagua@uol.com.br
"Parabéns pela iniciativa e pelas realizações. A história da imprensa me
interessa muito".
RIO GRANDE DO SUL - Prof. Mário Villas-Boas da Rocha (ULBRA)
Email: busnello@cpovo.net
"Registro o recebimento do jornal da Rede Alfredo de Carvalho e apresento congratulações pela iniciativa. Estão de parabéns todas as pessoas e instituições envolvidas por esta que se nos apresenta como decisiva contribuição à preservação e crítica da memória da imprensa nacional".
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