Roteiro
para a produção do Projeto Experimental de Relações
Públicas
Apresentação
O
Projeto Experimental é uma exigência legal para a
conclusão do curso de Relações Públicas.
É a instância que oferece aos alunos a oportunidade
de, formalmente, colocar em prática seus conhecimentos
teóricos em uma organização ou instituição,
que passa a ser chamada de cliente, sempre assessorados pelo corpo
docente do curso de Relações Públicas.
Este Roteiro padroniza as normas que devem ser seguidas com rigor
na produção do Projeto Experimental.
a.
Páginas preliminares
São os elementos que compõem a parte inicial de
apresentação do trabalho, por exemplo, capa, folha
de rosto, sumário, resumo (abstract), etc. Os grupos devem
seguir, neste particular, as Normas da ABNT, que são apresentadas
no Manual de Metodologia do curso de Relações Públicas.
b.
Elementos do Projeto
O projeto será desenvolvido em cinco capítulos,
assim discriminados:
*
Introdução
* Capítulo I – Briefing
* Capítulo II – Análise estratégica
* Capítulo III – Pesquisa
* Capítulo IV – Diagnóstico
* Capítulo V – Programa de Relações
Públicas
* Conclusão
c.
Montagem do projeto
Introdução
O trabalho acadêmico compõe-se basicamente de três
partes: introdução, corpo do trabalho e conclusão.
A Introdução é a apresentação
que o autor faz dos objetivos do trabalho e do desenvolvimento
de suas diferentes partes, definindo de modo sintético
e claro o seu propósito com o estudo realizado e a contribuição
que oferece ao tema focalizado.
Capítulo
I - Briefing
O Briefing ou auditoria da organização é
o primeiro contato que se tem com a organização-cliente,
de forma sistemática. Nesta primeira etapa, deve-se trabalhar
como um fotógrafo, isto é, observar, fixar e descrever
o ambiente organizacional em seu todo, interrogando e ouvindo
as histórias que a organização tem para contar
de modo a obter o maior número possível de dados,
sem fazer juízo de valores nem propostas de ações
sobre o que foi levantado. Esta fase é apenas de observação,
descrição e análise do cenário interno
da organização e de suas relações
com o meio externo.
O
roteiro do briefing aqui apresentado orienta a busca de informações
sobre a organização-cliente.
I.1.
Dados cadastrais da organização-cliente:
Nome; razão social; setor de atuação; endereço,
números de telefone e fax da sede e sucursais; número
de funcionários; home page e e-mail etc.
I.2.
História da organização:
A reconstituição do passado da organização
é necessária para se ter uma visão temporal
e espacial de sua evolução. Esta visão permite
apreender os diferentes comportamentos e práticas gerenciais
adotadas pela empresa ao longo de sua existência, bem como
identificar sua real situação institucional e mercadológica.
É fundamental coletar dados de como e quando ela nasceu,
por que e por quem foi fundada, qual foi sua evolução,
que representatividade tem atualmente no seu setor de atuação,
inovações introduzidas ao longo do tempo em seus
produtos/serviços/instalações, principais
conquistas que obteve.
I.3.
Descrição estrutural da organização:
a) Tipo de organização (pública, privada,
terceiro setor...); porte (segundo classificação
do Sebrae); análise do tipo de estrutura administrativa
(linear, piramidal, concêntrica...) e perfil administrativo
(tradicional ou moderno).
b) Política de recursos humanos (grau de formação,
especialização e experiência dos funcionários,
benefícios, horários de trabalho, formas de recrutamento,
estratégias de integração de novos funcionários,
práticas de ensino-aprendizagem, avaliação
do desempenho e critérios de promoção ou
de concessão de prêmios, estímulos e incentivos)
c) Linha de produtos;
d) Sistema de produção;
e) Sistemas de informatização empregados nas áreas
administrativas, de produção ou de prestação
de serviços;
f) Política de qualidade total (como foi estabelecida e
como influencia as atitudes dos funcionários e o sistema
produtivo da organização; prêmios de qualidade
conquistados; certificações recebidas dentro das
Normas ISO).
1.4.
Descrição econômica da organização
e de seu mercado de atuação:
a) Situação econômica da organização
(análise do faturamento, do balanço);
b) Descrição do setor em que opera (importância,
características, força representativa, projeções
e tendências feitas pelas associações de classe
e por institutos de pesquisa – Marplan, AC Nielsen, IBGE,
etc)
c) Posição da empresa e de seus produtos no mercado
(ranking, share de mercado ocupado);
d) Principais concorrentes;
e) Políticas de atendimento aos clientes (princípios
seguidos, qualidade dos produtos, preços justos, assistência
técnica, Serviço de Atendimento ao Cliente –
como está estruturado e como funciona).
f) Pesquisa de mercado: em comum acordo com o professor de Pesquisa,
os grupos poderão realizar uma pesquisa de mercado para
levantar dados mais aprofundados a respeito do setor.
I.5.
Análise dos públicos da organização
a) descrever a importância da identificação
e classificação dos públicos para o bom desempenho
da organização e para a manutenção
de relacionamentos interativos entre as partes (conceituação
F.França).
b) identificar quais são, de fato, os públicos de
interesse da organização, descrevendo os níveis
da relação e de interdependência entre ambos.
c) fazer, em quadro demonstrativo, a descrição da
relação mantida pela organização com
cada um de seus públicos de interesse, incluindo o tipo
de relacionamento, o nível de interdependência, os
objetivos e resultados esperados da relação com
cada público.
1.6.
Análise da Cultura Organizacional
Definir Cultura organizacional e a importância de sua análise
para a produção do projeto experimental. Descrição
de como será feita a análise (metodologia). Elementos
a serem analisados:
1.6.1. Diretrizes organizacionais - conjunto de elementos que
definem o planejamento estratégico da organização,
fornecendo o direcionamento necessário para que ela atinja
o patamar que deseja no mercado. Todas as empresas tomam suas
decisões fundamentadas nas políticas e princípios
operacionais, que hoje costumam ser manifestas por meio dos ditames
do planejamento estratégico. Nem todas as organizações
apresentam esses elementos formalizados dentro do paradigma estratégico.
Neste caso, o grupo pode tentar identificar as diretrizes que
regem a organização por meio de entrevistas, pesquisas
e observações dos cenários internos e externos,
para depois tentar formalizar tais princípios e sugerir
ao cliente que os adote.
Definir o que são; verificar se a organização
as tem sistematizadas; por quem e quando foram definidas; se são
coerentes, consistentes, claras e permanentes; e como são
divulgadas aos públicos.
a) Missão
b) Visão
c) Objetivos
d) Crenças
e) Valores
1.6.2.
Artefatos visíveis
a) Arquitetura (disposição do espaço, conservação
do prédio e fachadas,
recepção, circulação, iluminação,
ventilação etc).
b) Mobiliário (estilo, conservação).
c) Equipamentos (atualização e conservação).
d) Nível de ruídos e de poluição.
e) Organização do ambiente de trabalho (mesas, setor
de produção).
1.6.3.
Sistema de símbolos
a) Heróis (quem são, quando, como e por que foram
escolhidos).
b) Ritos, festas e cerimônias (intensidade, periodicidade,
freqüência e finalidades).
b) Mitologia da empresa (a que se referem os mitos).
c) Estórias e sagas (existência e natureza).
1.6.4.
Tipo de cultura (afiliativa, contemporizadora, convencional, punitiva,
empreendedora, construtiva, passiva, agressiva, orientada por
projetos, orientada para papéis, orientada para o poder,
realizadora); explicar a influência da cultura sobre a estrutura
e o desempenho da organização e sobre seus empregados.
1.6.5.
Relação da cultura organizacional com a cultura
nacional (verificar como a organização valoriza
a cultura brasileira, descrevendo que elementos dessa cultura
estão presentes na cultura organizacional; se o cliente
for uma empresa estrangeira, analisar as convergências e
divergências da cultura do país de origem da empresa
com a cultura brasileira, explicando se ela adaptou-se ou não
à cultura nacional; se houve a adaptação,
como ocorreu?).
1.7.
Auditoria de comunicação (verificação
do sistema e da eficácia da comunicação da
organização com seus públicos internos e
externos).
a) A organização tem um departamento ou um setor
de comunicação? Se sim, descrever como está
estruturado, como funciona e que resultados apresenta; se a organização
só conta com uma assessoria de imprensa externa, descrever
como está estruturada, como funciona, se gera resultados
ou não; caso a organização não tenha
assessoria de imprensa, como ela lida com a mídia de seu
interesse?
b) que valor a organização atribui às políticas
de comunicação com seus públicos? O sistema
de comunicação adotado pela organização
é adequado às suas necessidades e gera resultados
positivos para ela?
c) como está estruturada a comunicação interna
da organização: quem é responsável
por ela, que veículos utiliza (descrever as mídias:
tipo, objetivos, características, periodicidade, qualidade,
etc)
d) que sistemas de comunicação externa a organização
utiliza: qual setor é responsável por esta comunicação;
que veículos a empresa utiliza nessa comunicação,
com que públicos a empresa se comunica com maior freqüência?
e) como a comunicação da organização
é recebida pelos públicos aos quais é dirigida?
f) em síntese, como você analisa o programa de comunicação
e a sua eficácia?
1.8
Análise do comportamento ético da organização
a) a organização-cliente conta com um código
de ética e de princípios operacionais? (Esse documento
pode receber várias denominações: Nosso Credo;
Em que acreditamos; Nossos valores, etc). Se existe o documento,
pode-se assegurar que seus princípios são praticados?
Como?
b) como a organização demonstra o comportamento
ético em seus negócios?
c) como a empresa procede em sua política de recursos humanos
e no relacionamento com seus empregados?
d) qual é a política da organização
em relação à ecologia e à defesa do
meio-ambiente?
e) qual o procedimento em relação à qualidade
de seus produtos e como trata os seus clientes?
f) que políticas a empresa segue na relação
com seus fornecedores e concorrentes?
g) como a organização assume a sua responsabilidade
pública e social?
h) qual é a atitude da organização em relação
à observância da lei?
1.9.
Identidade corporativa
a) conceito e importância da identidade corporativa para
a organização.
b) a organização desenvolve programas corporativos
de comunicação, marketing, vendas, atendimento ao
cliente, responsabilidade social?
c) sobre que elementos a organização construiu ou
constrói a sua identidade corporativa (logotipo, cores,
bandeira, fachada etc)? Qual a importância desses símbolos
e sinais para reforçar o conceito corporativo? Eles são
usados de forma sistemática e coerente, permitindo a memorização?
d) como a organização diz que ela é? Como
ela comunica aos seus públicos o que ela é e quais
são seus valores? Como demonstra sua força econômica,
o uso da tecnologia, modernidade e promove sua visibilidade no
mercado?
e) como o mercado (opinião pública) percebe a organização?
f) a organização tem um Manual do uso da Marca ou
um Manual de Comunicação Corporativa? Qual o valor
desses manuais?
Capítulo
II – Análise estratégica
É a etapa na qual a equipe irá desenvolver uma análise
sincrônica da organização. Desenvolvida com
base nas informações obtidas no briefing e na análise
dos ambientes internos e externos em que a organização
está inserida, a análise estratégica permite
que o profissional de Relações Públicas identifique
fortalezas e vulnerabilidades do cenário interno, para
que, em seguida, possa fazer uma análise situacional do
cenário externo, avaliando as oportunidades e as ameaças
do ambiente econômico-social-político-mercadológico
em relação à organização-cliente.
Completando a análise, o grupo fará um benchmarking
para identificar práticas eficazes que vêm sendo
adotadas por organizações excelentes e que possam
ser aproveitadas para o aprimoramento da parte organizacional
ou operacional da empresa-cliente.
II.1.
Análise do cenário interno:
a) Pontos fortes: identificar e justificar (em tópicos)
as políticas, comportamentos, fatores, atividades e ações
que influenciam de maneira positiva o desempenho interno da organização.
b) Pontos fracos: identificar e justificar (em tópicos)
as políticas, comportamentos, fatores, atividades e ações
que influenciam de maneira negativa o desempenho interno da organização.
II.2.
Análise do cenário externo
a) Oportunidades: consideradas dentro do ambiente setorial externo
em que opera a organização-cliente. Identificar,
demonstrar e explicar em tópicos como cada oportunidade
pode favorecer a organização.
b) Ameaças: devem ser apresentadas da mesma forma que as
oportunidades, deixando claro por que uma ameaça pode prejudicar
a organização.
c) Benchmarking:
a) definir benchmarking, seus objetivos, os critérios para
escolha das organizações e dos procedimentos que
serão comparados no exercício e como serão
coletados os dados.
b) sistematizar as informações coletadas em quadro
demonstrativo, do qual deve constar a organização-cliente
e as demais organizações comparadas.
c) análise qualitativa dos dados obtidos, ressaltando-se
aqueles que podem ser aproveitados para a melhoria do desempenho
da organização.
Capítulo
III - Pesquisa
A pesquisa é considerada uma das etapas mais importantes
dentro do planejamento de Relações Públicas.
É mediante a investigação científica
que o profissional poderá conhecer, por meio de instrumentos
confiáveis, o comportamento da organização
e dos seus públicos de interesse para, assim, diagnosticar
os reais problemas existentes e suas causas.
Uma pesquisa bem elaborada permite diagnosticar os problemas e
os sucessos da organização; interpretar a relação
da organização com seus distintos públicos;
instaurar processos de relações públicas
e políticas de comunicação que estejam de
acordo com a missão organizacional; planejar e programar
ações dentro de condições reais e,
avaliar, periodicamente, as políticas e os planos de comunicação
para que sejam mais efetivos.
Para que a pesquisa possa responder aos objetivos do planejamento,
deverão ser obedecidas as seguintes etapas:
III.1.
Definição da situação-problema encontrada
na organização:
neste item é descrita a situação encontrada
na empresa que levou o grupo a planejar a pesquisa.
Observação: no caso da existência de várias
situações problemáticas, o grupo deve apresentar
um plano de pesquisa para cada uma.
III.2.
Problema de pesquisa;
conforme a metodologia científica, a situação
descrita anteriormente é transformada em uma pergunta-problema
a ser respondida com os resultados da pesquisa.
III.3.Objetivos
da pesquisa: geral e específicos:
Observação: em se tratando de uma pesquisa aplicada,
não trabalhamos com hipóteses, até porque
o objetivo final do trabalho não é teórico,
ou seja, não trabalhamos com tese para comprovação
ou não de hipóteses, o que não impede, entretanto,
que o grupo, naturalmente, levante conjecturas a respeito dos
prováveis motivos e/ou repercussões das questões
verificadas no estudo.
Os objetivos específicos devem levantar todos os aspectos
a serem estudados em relação à pergunta-problema.
Uma maior especificação facilita o delineamento
da pesquisa, bem como a avaliação de sua aplicabilidade
e funcionalidade.
III.4.Delineamento
da pesquisa:
a) Definição do método e técnicas
(justificar);
b) Determinação do universo de estudo.
III.5.
Plano de amostragem:
a) Unidade de observação: população
de estudo
b) Tipo de amostragem
c) Tamanho da amostra
III.6.
Instrumental de coleta de dados – questionário, roteiro
de entrevista
O modelo dos instrumentos utilizados para coleta de dados deve
constar aqui.
III.7.
Coleta de dados
Aqui é descrito o procedimento da coleta de dados
i. Equipe
ii. Local
iii. Datas
iv. Processamento
v. Material
III.8.
Orçamento geral
Apresentação do custo da pesquisa, considerando:
i. Planejamento/análise
ii. Aplicação
iii. Elaboração dos dados – digitação
iv. Processamento
v. Material
III.9.
Análise e interpretação dos resultados
Apresentação de tabelas e textos descritivos de
análise conforme os objetivos delineados no planejamento.
Nesta análise, deve-se buscar interpretar as descobertas
à luz do conhecimento anterior a partir do briefing e da
análise estratégica, sem entretanto entrar no mérito
das ações, que somente serão delineadas no
item Diagnóstico.
Anexos: todas as tabelas e/ou quadros resultantes da pesquisa
devem constar do anexo.
Capítulo
IV - Diagnóstico
É a etapa em que o grupo realiza a análise qualitativa
dos resultados obtidos no briefing, na análise estratégica
e na pesquisa.
O diagnóstico ajuda a detectar problemas potenciais e oportunidades
no relacionamento da organização com seus públicos,
com o mercado e na gestão das redes e dos fluxos de comunicação
institucional. Mediante o conhecimento das vulnerabilidades e
das potencialidades da organização, o diagnóstico
abre caminho para a apresentação de um Programa
de Relações Públicas à organização-cliente,
tendo por objetivo aumentar a efetividade dos relacionamentos
e da comunicação organizacional ou corrigir desvios
de padrões negativos.
O diagnóstico deve ser feito na forma de um texto corrido
e, de forma reduzida, em tópicos.
a)
Pontos favoráveis: descrição sucinta dos
aspectos internos e externos que favorecem ou podem favorecer
o desempenho da organização.
b)
Pontos desfavoráveis: descrição sucinta dos
aspectos internos e externos que desfavorecem ou podem prejudicar
o desempenho da organização.
Capítulo
V - Programa de Relações Públicas
A esta altura do trabalho, caminha-se para a elaboração
do Programa de Relações Públicas a ser apresentado
à organização-cliente. Este programa deve
ser amplo o suficiente para atender às necessidades corporativas
de relacionamento e de comunicação da organização.
Imagina-se que, depois de implementado, virá aperfeiçoar
sistemas de relacionamentos e de comunicação existentes
ou criar outros mais adequados à realidade organizacional
encontrada.
A preocupação do programa de relações
públicas deve estar focada no gerenciamento dos processos
de relacionamento da organização com seus públicos.
Diante
da realidade organizacional detectada, o profissional deve:
a)
determinar as prioridades da organização, sempre
levando em consideração seu planejamento estratégico:
missão, objetivos, metas organizacionais, seus públicos
e mercado-alvo;
b)
definir propostas de Relações Públicas que
ajudem a solucionar ou minimizar os problemas existentes, sempre
pensando a organização como um sistema global e
complexo;
c)
mostrar à organização as vantagens e o retorno,
em termos financeiros, que as atividades de Relações
Públicas poderão proporcionar;
d)
estabelecer estratégias de comunicação para
conseguir atender aos interesses da organização
e de seus públicos;
e)
contribuir para a execução do planejamento estratégico
global da organização, visando atuar sempre de forma
sinérgica com os demais departamentos da organização.
-
Elementos do capítulo
V.1.
Título do Programa a ser executado.
V.2.
Fundamentação teórica do programa:
a) Ponto de partida: a situação encontrada no diagnóstico
e definida como problema do cliente;
b) Explicar por que e como esta situação pode ser
resolvida por meio da atividade de relações públicas
em termos institucionais, corporativos, de opinião pública,
de relacionamentos com os públicos, etc.
c) Dar o conceito geral de relações públicas:
definir a atividade, sua abrangência, objetivos, técnicas
e aplicações, etc. Explicar por que são estratégicas
para a organização. Fundamentar essa parte em autores
de renome por meio de citações, análises,
constituindo assim o referencial teórico. Evitar contar
a história de relações públicas, como
nasceram e se desenvolveram nos Estados Unidos, no Brasil, etc.
d) Afirmar como o projeto irá aplicar a teoria e as técnicas
de relações públicas em benefício
da organização. Mostrar como Relações
Públicas bem planejadas e executadas dão sentido
e unidade estratégica a todos os relacionamentos das empresas
com seus públicos e com o mercado, como é uma arma
de sucesso.
V.3.
Objetivos:
a) Objetivo geral a ser atingido pelo programa de relações
públicas desenvolvidos a partir das diretrizes estratégicas;
b) Objetivos específicos que levam à consecução
das metas estratégicas.
V.4.
Como o programa será organizado para atender às
necessidades do cliente, isto é, como será dividido
e implantado.
V.5.
Definição das Propostas de relações
públicas a serem desenvolvidas para o cliente (das quais
uma deverá ser executada). Podem ser estruturadas como
projetos ou campanhas, de acordo com as necessidades observadas
e são compostas por várias ações de
relações públicas.
V.6.
Roteiro a ser seguido na redação de cada proposta:
V.6.1.
Título da Proposta de Relações Públicas
a ser executada
V.6.2.
Justificativa teórica da proposta: problema detectado a
ser resolvido e que razões levam à certeza de que
esta proposta pode resolver o problema do cliente ou valorizar
um aspecto positivo detectado.
V.6.3.
Objetivos (o que se pretende conseguir desenvolvendo esta proposta)
a) de informação: exposição da mensagem,
compreensão e retenção;
b) de atitude: formação de novas atitudes, reforço
das atitudes já existentes, mudança dos padrões
existentes.
c) de comportamento: criação de novos padrões
de comportamento; reforço ou mudança dos padrões
existentes.
V.6.4.
Estratégias.
V.6.5.
Metas de execução: curto, médio ou longo
prazo.
V.6.6.
Ações: descrição detalhada de todas
as ações a serem executadas para a completa efetivação
da proposta, incluindo as mídias impressas (jornais, boletins,
revistas, folders, anúncios etc), eletrônicas (rádio,
TV, internet) e eventos mais adequados às necessidades
e características da organização.
V.6.7.
Fatores condicionantes: situações de diferentes
naturezas (econômicas, políticas, locais etc) que
podem influir positiva ou negativamente para o desenvolvimento
da proposta.
V.6.8.
Recursos necessários para a execução da proposta:
prever e discriminar todos os gastos necessários para se
implantar a proposta, expondo-os por meio de quadros demonstrativos.
a) humanos
b) materiais
c) físicos
d) financeiros
V.6.9.
Cronograma de execução da proposta: indicar com
clareza as datas em que cada atividade será realizada de
acordo com as metas estabelecidas.
V.6.10.
Avaliação da proposta executada: item a ser considerado
apenas na proposta que foi executada, devendo avaliá-la
quanto ao cumprimento dos objetivos e resultados esperados (mudança
de padrões de comportamento, atitudes, etc) e que instrumentos
de medição/avaliação foram utilizados
para medir esses resultados.
V.6.11.
Avaliação: item a ser inserido nas demais propostas
(as que não foram executadas). Devem ser estabelecidos
que instrumentos de avaliação serão utilizados
para avaliar os resultados das propostas apresentadas.
V.6.12.
Quadro demonstrativo da proposta: de inserção facultativa,
pode aparecer ao final da descrição da proposta,
facilitando sua visualização sintética.
Capítulo
V - Conclusão do Projeto
Parte final do Projeto Experimental, a conclusão apresenta
o balanço entre os problemas detectados, os objetivos estabelecidos
nas propostas e os resultados alcançados, tanto em termos
de benefícios econômicos para a organização
como em reforço e manutenção de imagem institucional
positiva para com seus públicos estratégicos.