Editores Responsáveis: Resgatando
a Memória da Imprensa e Construindo a História da Mídia no Brasil LINKS www.jornalismo.ufsc.br/redealcar
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Encontro Nacional
Ceará reafirma candidatura para sediar Encontro 2006 em Fortaleza Grupos
de Trabalho Sócios em Destaque Esther Bertoletti eleita para o Instituto Histórico de São Paulo Agenda Suplemento
de jornal mineiro agora disponível parra consulta na Internet
1. Conexão Nordestina
50
anos do Prêmio Esso de Jornalismo
Projeto
"O Jornal como Fonte para a História da Língua" JORNAL DA REDE ALCAR
Encontro Nacional
A Comissão Organizadora do 3º Encontro da Rede Alcar reuniu-se em Lajeado, na UNIVATES – Centro Universitário do Vale do Taquari, na quinta-feira, dia 27 de janeiro, para integrar ao evento uma atividade organizada pela UNIVATES, que ocorrerá no sábado de encerramento. Taquari é uma cidade histórica, localizada no Vale do Rio Taquari, cuja população inicial foi constituída por imigrantes dos Açores portugueses. A comunidade sedia um dos mais antigos jornais em circulação no país, o centenário O Taquaryense, publicado até hoje com tecnologia contemporânea do invento de Gutenberg; seu texto é composto em tipos móveis e sua impressão se fez em máquina importada da França em meados do século XIX.
Ceará reafirma candidatura para sediar Encontro 2006 em Fortaleza Recebemos da Profa. Dra. Erotilde Honorário mensagem reafirmando a candidatura cearense para sediar o Encontro 2006, cujo texto reproduzimos a seguir, para conhecimento de todos os integrantes da Rede Alfredo de Carvalho. "Fiquei sem dar notícias devido aos muitos afazeres relativos ao final
dosemestre, com a formatura da nossa primeira Turma de Jornalismo. Mas retomo
nosso contatopara informar-lhe que já está formada a Equipe de seis
professores e oitoestudantes do Curso de Jornalismo da Universidade de
Fortaleza-UNIFOR, paraorganizar o Congresso da REDE ALFREDO DE CARVALHO, para
2006. Estamos entrando em contato com as entidades que deverão apoiar o evento
no sentido de tomar as providências em relação a:
Grupos
de Trabalho
Balanço 2004 e propostas para 2005Os integrantes do Grupo de Trabalho História da Mídia Digital da Rede Alcar, depois do encontro realizado em abril, na cidade de Florianópolis (SC), têm mantido contato com diversas redes eletrônicas para a digulgação do site www.walterlima.jor.br/academico/alcar/redealcar.htm, onde está toda a cobertura do evento, contendo vídeos, fotos, textos e papers apresentados, além de instruções para a inscrição de trabalhos para o próximo encontro a ser realizado em Novo Hamburgo (RS).Os integrantes Walter Teixeira Lima Junior e Paulo Henrique de Oliveira Ferreira produziram e apresentaram trabalhos, mantendo e consolidando contatos com alunos, professores e pesquisadores que atuam no campo da história da tecnologia nos meios de comunicação, em diversos encontros e congressos no País, como XXVII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação Intercom (Porto Alegre -RS), II Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (Salvador - BA) e V Congreso Iberoamericano de Periodismo en Internet (Salvador - BA). O pesquisador e coordenador do grupo, Walter Lima, também teve publicado o paper apresentado no encontro de Florianópolis (Entraves na consolidação dos conceitos digitais), na revista Verso e Reverso da Comunicação Unisinos, número 38, edição de setembro, que está no endereço www.versoereverso.unisinos.br/index.php?e=2&s=9&a=18.Já o mestrando da ECA/USP, Paulo Henrique de Oliveira Ferreira, publicou o seu paper na Revista PJ:Br - Jornalismo Brasileiro, edição 3, sob o título Jornalismo e as tecnologias de informação on-line: do Telégrafo à Internet Móvel, publicada no www.eca.usp.br/prof/josemarques/arquivos/artigos3_a.htmCom o convite do prof. José Marques de Melo, o coordenador do GT apresentou o texto "Webmídia: capítulo paulista da história emergente", em palestra no Ciclo de divulgação científica promovido pelo Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, em maio. 2. História da Mídia Audiovisual O GT de Historia da Midia Audiovisual tem recebido algumas inscrições. E muitas consultas sobre o Encontro de Novo Hamburgo. Na programação que fizemos pretendemos lançar dois livros: "Fogo na TV" de Osmar Mendes Jr (SP); e "Comunicação e política nos canais de televisao do Poder Legislativo no Brasil" de Leticia Renault (MG) Organizamos a mostra de vídeo documentário sobre o fazer
telejornalístico de Brasil e Espanha no anos 90/2000, intitulado a Também estamos programando um site sobre o GT, portanto as pessoas que queiram colaborar com notas, notícias, material videográfico ou fotos podem enviar para: viannar@terra.com.br. Os trabalhos apresentados no Gt de Florianópolis estarão registrados neste site também. Neste ano de 2005 estamos enfatizando a tecnologia digital na televisão, cinema e vídeo, além do uso da palavra e do som. Atenção rádio-apaixonados, Para 2005, desejo muita disposição e espero que todos já estejam envolvidos em suas pesquisas para a Rede Alcar, que se reunirá em abril em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul. Lembro que combinamos alguns temas centrais para que diversos professores trabalhem paralelamente, investigando qual o protagonismo do rádio, em seu estado, durante diferentes episódios que marcaram a nossa história como: *Os 30 anos de assassinato do jornalista Vladimir Herzog e o período de censura no rádio. *A cobertura feita pelo rádio durante a Segunda Guerra Mundial, 60 anosdepois. *A cobertura da morte do presidente Tancredo Neves, 20 anos depois. *A experiência da Cadeia da Legalidade. Outro ponto a ser trabalhado pelo grupo é o resgate da
história das diversas emissoras regionais que deve ser estimulado cada
vez mais. Qualquer dúvida ou sugestão, entrem em contato. Desde já
agradeço a atenção e o empenho de todos, abraços, Ana
Esther Bertoletti eleita para o Instituto Histórico de São Paulo A Dra. Esther Bertoletti, membro do comitê nacional da Rede Alfredo de Carvalho, tomou posse, no dia 25 de janeiro, como sócia correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Atualmente integrando a equipe dirigente da Biblioteca Nacional, ela é sócia titular do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro - IHGB, onde vem atuando capitaneando a programação comemorativa dos 200 anos da imprensa no Brasil (2008).
Agenda Suplemento de jornal mineiro agora disponível parra consulta na Internet José Aloise Bahia - Observatório da Imprensa A língua portuguesa ganhou um presente de Natal muito valioso. Está disponível para consulta na internet, desde 16 de dezembro, todo o conteúdo das mais de 1.200 edições do Suplemento Literário de Minas Gerais, publicação da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (Fale/UFMG). O sítio abrigará todos os exemplares do Suplemento, a começar pela primeira edição, lançada no dia 3 de setembro de 1966 por seu editor-fundador, o escritor Murilo Rubião, um dos introdutores do realismo mágico na literatura brasileira. A página (www.letras.ufmg.br) ficará hospedada no sítio da Fale/UFMG (www.letras.ufmg.br/), e uma de suas bibliotecárias, Júnia Lessa França, foi a responsável pela execução do projeto "Suplemento Literário, 38 anos - Acervo de 1966/2004", iniciativa que surgiu de parceria entre Fale/UFMG, Prefeitura de Belo Horizonte, pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura, e Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) - que já investiu mais de R$ 30 mil. O projeto começou em 1998, quando uma equipe de bibliotecários da Fale/UFMG, num trabalho pioneiro, produziu o banco de dados do Suplemento, pautado em referências como ano, mês, edição, assunto, ilustrador, título de artigo e autor. Até então, não havia qualquer trabalho de indexação do acervo. A digitalização dos textos começou em julho passado e já foi concluída. Os originais impressos, já encadernados, serão restaurados e guardados numa sala especial da biblioteca da Fale/UFMG. O acervo em microfilme será doado ao Suplemento Literário. Com 38 anos de história, o Suplemento Literário de Minas Gerais é um dos principais do gênero no país, e é distribuído gratuitamente em várias capitais, além de Belo Horizonte e de cidades do interior de Minas. A tiragem impressa é de 15 mil exemplares. Pelas páginas da publicação, que é mensal, passaram nomes como Carlos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa, Oswald e Mário de Andrade, Henriqueta Lisboa, além de artistas plásticos como Amilcar de Castro, Inimá de Paula e Álvaro Apocalypse. "O amigo do rei", obra importante para a historiografia da imprensa brasileira Waldemar Luiz Kunsch Acaba de ser lançada, pela Letras Contemporâneas, de Florianópolis (SC), o livro O amigo do rei: Carlos Rizzini, Chatô e os Diários Associados, de Paulo da Rocha Dias, que atualmente é professor do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste). Tanto o autor ( diaspd@terra.com.br e diaspd@ig.com.br) quanto a editora (comercial@letrascontemporaneas.com.br) informam sobre como adquirir a obra, que certamente também estará disponível nas livrarias das capitais.Com 296 alentadas páginas, ela resultou da tese de doutorado que Dias, sob a orientação do Prof. Dr. José Marques de Melo, defendeu, em abril deste ano, no Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social, da Universidade Metodista de São Paulo. Seu conteúdo, além de muito rico por sua fundamentação e por sua pesquisa exaustiva, atrai igualmente pelo estilo do autor, que, além de graduado em Jornalismo pela Faculdade de Comnicação Social Cásper Líbero, também é licenciado em Letras pela Universidade Federal de Santa Catarina. Abordando a trajetória intelectual do jornalista paulista Carlos de Andrade Rizzini (1898-1972), O amigo do rei representa, desde já, uma obra fundamental para todos os que se interessam pela história da comunicação no Brasil. Principalmente porque Rizzini foi braço direito de Assis Chateaubriand (1892-1960), mentor e comandante da conhecida rede associada de diários e emissoras que teve destacada influência na comunicação brasileira durante o século XX, biografado por Fernando de Morais em Chatô, o rei do Brasil. Não se pode esquecer também a breve parceria que Rizzini teve com Samuel Weiner no jornal Última Hora, do Rio de Janeiro. Além de revelar histórias não contadas sobre Chateaubriand e os Diários Associados, Paulo da Rocha Dias ainda brinda o leitor com preciosos ensaios sobre os livros de Rizzini acerca do jornalismo brasileiro antes da tipografia, de seu desenvolvimento da instalação da Imprensa Régia (1808) até a Independência (1822) e de seu ensino. A importância da obra, como referência para uma historiografia da imprensa brasileira está, sobretudo, no fato de que Rizzini foi pioneiro dos estudos de jornalismo do País, tendo ele dado início à moderna bibliografia midiática brasileira ao escrever, em 1954, o livro Hipólito da Costa e o Correio Braziliense. Paulo da Rocha Dias, na verdade, fez com Carlos Rizzini o que este havia feito em relação a Hipólito da Costa (1774-1823), reconhecido como fundador da imprensa brasileira graças à sua atividade e à criação, em 1808, do Correio Braziliense, jornal mais antigo do País, existente até hoje. É este acontecimento, aliás, que está ensejando a comemoração do bicentenário da imprensa brasileira, pela Rede Alfredo de Carvalho (Redealcar). Esta vem desenvolvendo, desde 2002, uma série de ações expressivas de preservação da memória e construção da história mídia no Brasil, representadas por congressos, encontros, estudos, pesquisas e publicações impressas e eletrônicas, em âmbito nacional, mesoregional e local. Os trabalhos terão seu ponto alto em 2008, ano do bicentenário, num grande evento no Rio de Janeiro. A Redealcar, uma homenagem ao pesquisador pernambucano que, em 1908, fez um esforço individual no sentido de levantar a história dos primeiros cem anos da imprensa brasileira, foi criada em 2002, numa parceria entre a Cátedra Unesco de Comunicação para o Desenvolvimento Regional (Universidade Metodista de São Paulo) e a Cátedra Fenaj de Jornalismo (Universidade Federal de Santa Catarina). Ela tem o apoio institucional de uma série de entidades como, entre outras, a Associação Brasileira de Imprensa, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e a Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), além de universidades e da revista Imprensa. Contando com uma série de núcleos regionais ao longo do Brasil, a entidade é dirigida nacionalmente por José Marques de Melo (Cátedra Unesco), como presidente, e Francisco Karam (Cátedra Fenaj), como vice-presidente. A
imprensa e o dever da verdade segundo Rui Barbosa Já está nas livrarias a quarta edição do livro "A Imprensa e o Dever da Verdade", de Rui Barbosa. Apesar de ter sido lançado pela primeira vez em 1920, a obra se mostra atualíssima e é considerada leitura obrigatória para jornalistas e estudantes de jornalismo, neste momento em que os meios de comunicação passam por situações em que a ética e a liberdade protagonizam debates e a imprensa passa por coberturas de guerras. Essa edição ganhou ainda o prefácio do ex-secretário de Justiça do Estado de São Paulo, Manuel Alceu Affonso Ferreira, que traça um paralelo entre os desafios enfrentados pela imprensa no tempo de Rui Barbosa e nos dias atuais. O livro é uma apaixonada defesa da independência da imprensa e um relato do Rui Barbosa sobre sua experiência aos 71 anos e sobre seu compromisso com a ética, com a verdade e com o povo. O autor foi, além de jornalista, dono, diretor e colaborador de jornal, advogado, diplomata e ativo participante na vida pública brasileira. Ele foi derrotado quatro vezes na disputa pela presidência da República. Militante da imprensa, vivenciou não apenas o seu dia-a-dia como sentiu na pele as pressões dos adversários e do Estado. A edição traz ainda a cronologia com os principais fatos da vida do escritor, seleção de fotos do arquivo pessoal e de sua atuação pública, além de caricaturas da época. Confira um trecho: "A imprensa é a vista da Nação. Por ela é que a Nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa, e se acautela do que a ameaça".
Convidamos o(a) colega a visitar o sítio do Lihed http://www.livroehistoriaeditorial.pro.br , onde encontrará os registros do I Seminário Brasileiro sobre Livro e História Editorial, poderá acessar os trabalhos apresentados (ou seus resumos) e visitar a galeria de fotos, com os convidados internacionais: Laurence Hallewell, Jean-Yves Mollier, Diana Cooper-Richet, Gustavo Sorá, Manuela D. Domingos, Jean Hébrard e José Afonso Furtado.Cordialmente,
A cidade de Campina Grande, Paraíba, vai sediar em outubro deste ano o I Encontro Nordestina da Rede Alfredo de Carvalho. O evento está previsto, em princípio, para a semana de 10 a 15 de outubro. A coordenação está a cargo do Prof. Dr. Luis Custódia da Silva – Universidade Estadual da Paraíba. A mobilização dos grupos estaduais está sendo feita pelas professoras Maria Luiza Nóbrega (Pernambuco), Erotilde Honório (Ceará) e Magnólia Rejane dos Santos (Alagoas). Nas ondas do pioneirismo:
Estudantes de Jornalismo do Uniceuma realizam Por Roseane Pinheiro* A primeira fase do rádio no Maranhão foi alvo da pesquisa das estudantes Amanda Cecília Marchi Silva, Darlane Rose Costa de Assis e Osmarina Pereira de Souza, concludentes este ano do Curso de Comunicação Social/habilitação Jornalismo do Centro Universitário do Maranhão (Uniceuma). Intitulada Timbira: a primeira era do rádio no Maranhão, a pesquisa, orientada pela professora Cristiane Moraes Viana, aborda a história do rádio no Brasil, enfatizando a memória do rádio maranhense. Os depoimentos de radialistas que atuaram nas mais importantes emissoras radiofônicas de São Luís permeiam todo o texto, retomando importantes fatos e personagens daquele momento histórico. Outra iniciativa relevante das alunas foi a produção de um vídeo que acompanha a monografia para divulgar o trabalho para um público maior. "Sabemos que o poder que o Rádio exerce sobre a população brasileira é muito grande. Em razão disso, valorizar a história da Rádio Timbira no Maranhão, através de um documento em vídeo, é reconhecer-se a sua importância para o Brasil. Para muito, ela é desconhecida; portanto, é necessário rever e conhecer a origem e trajetória de um canal de comunicação, que exaltou as riquezas, belezas e culturas, registrando fatos históricos do Brasil e do mundo", afirmou Amanda Cecília Marchi Silva. A Rádio Timbira, batizada como Rádio Difusora, foi fundada durante o governo Getúlio Vargas e surgiu a partir de solicitações do interventor Paulo Martins de Sousa Ramos, que assinou o decreto da criação da rádio em 1939. Com o apoio das autoridades federais, foi concedido para rádio oficial o prefixo PRJ-9, que ocupou a onda média (amplitude modulada), sendo sintonizada através de 1940 quilohertz. Para a montagem da rádio, a Phillips, empresa especializada no ramo à época, enviou a São Luís o técnico mato-grossense Édson Braune de Araújo, cuja importância foi vital para a sobrevivência do rádio maranhense. O primeiro estúdio da rádio foi instalado no último andar do Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda, atualmente Serviço de Imprensa e Obras Gráficas do Estado (SIOGE), situado na Rua Antônio Rayol, 500. Os transmissores foram colocados na Avenida Principal, onde hoje está atualmente o Juizado de Menores, perto do Cemitério do Gavião. Inaugurada solenemente no dia 14 de agosto de 1941, a PRJ-9 entrou no ar às 21h com as palavras do interventor Paulo Ramos, que foi ouvido em mais de 60 municípios do Estado. Toda a cerimônia foi narrada pelo locutor Marcus Vinícius de Almeida, paraense, poeta e intelectual da Academia Maranhense de Letras. Neste primeiro momento a rádio somente funcionava das 12h00 às 18h00 e das 18h00 às 22h00. "O rádio como meio de comunicação é um agente transformador da nossa sociedade, na medida em que integra nossos costumes aos costumes de povos mais distantes e até mesmo de outros países", comentou Darlane Rose ao analisar a história da rádio pioneira. A pesquisa aponta que a PRJ-9 tinha os melhores profissionais. Entre eles estavam Nhozinho Santos, que ao lado de Francisco Aguiar operou de forma clandestina o primeiro aparelho de transmissão de São Luís nos anos 20, Luís Sampaio, Elza Lopes, Nildebrando Costa Ferreira, Mascote, entre outros. A propaganda veiculada na emissora era resultado dos contatos de parte dos profissionais com empresas em busca de patrocínio porque não havia naquele tempo os anúncios publicitários. Associados – Através da rádio pioneira, o Maranhão passou a compor a maior cadeia de comunicação da época no Brasil, os Diários Associados, comandada pelo jornalista Assis Chateaubriand. Motivado por interesses políticos, o empresário queria fazer uma campanha política para senado no Estado. Para isso, queria comprar uma rádio em São Luís, o que foi concretizado por meio do diretor da Rádio Baré de Manaus, João Calmon, emissora integrante da cadeia. O negócio foi fechado com o Governo do Estado em regime de comodato, formalizado em 14 de agosto de 1944. A partir daí, a PRJ-9 foi rebatizada de Rádio Timbira, seguindo o as denominações das emissoras dos Diários Associados, que tinham o nome dos povos indígenas que habitaram os estados onde estavam localizadas as empresas do grupo. A passagem pelos Associados foi curta, pois anos depois a Justiça reconduziu a emissora ao patrimônio do Estado, que investiu no avanço tecnológico da rádio, principalmente na gestão do governador Sebastião Archer no final dos anos 40 e início dos anos 50. "Na década de 50, a Rádio Timbira dispunha de um elenco impecável. Em sua programação tinha os melhores locutores. Entre eles destacaram-se Ferreira Gullar, Carlos Celso, Américo de Souza, José Reinaldo, Edgard Fontenelle, César Roberto, dentre outros", observou Osmarina Pereira. Firmando um elo importante na vida dos cidadãos maranhenses da capital e do interior, levando notícias, educação e lazer, a Rádio Timbira estruturou vários departamentos internos para atender as necessidades dos ouvintes. Entre os mais importantes estavam o de Esportes, Tele-Teatro e Cultural. Grandes locutores passaram pela emissora: Djard Martins, José Lustosa da Cunha, Valter Veloz, entre outros. Paralisação, reestruturação e má fase A Rádio Timbira viveu períodos de altos e baixos em sua história. Durante o governo Matos Carvalho, entre 1957 e 1961, teve sua atividades paralisadas, o que estendeu por cinco anos. Mesmo assim, a ex-rádio dos Diários Associados recebia cartas dos ouvintes, que reclamavam do fato e mostravam saudades da programação. A retomada aconteceu a partir de 1961, durante o governo de Newton Belo, quando foi organizada uma comissão com profissionais da área, apesar disto não houve condições de funcionamento, sendo necessário empréstimo no valor de 35 mil cruzeiros para investir na modernização dos equipamentos. "A Rádio Timbira voltava plenamente consagrada, disputando a audiência graças ao alto padrão da nova equipe (...) Devido à sua programação , em 1965, a Rádio Timbira foi contemplada com o diploma Lions Internacional Brasil pela valiosa colaboração de serviços prestados à comunidade e ao Clube de sua cidade", observou Amanda Cecília. Segundo a pesquisa, durante os anos 60, a rádio ganhou nova sede, no bairro de Fátima, próximo aos seus transmissores. Década depois, em 1983, a emissora recebeu uma relevante certificação, informando que seu sinal chegou a New Orleans, nos Estados Unidos. Nos anos 90, o potencial tecnológico aumentou com a compra do novo transmissor de 50 KW. Novamente outra má fase entre 1995 e 2002, quando houve a tentativa de extinção da rádio pelo governo estadual, no entanto a iniciativa não prosperou porque por ser a emissora uma concessão do Governo Federal. Esta quase abreviação da rica história da Rádio Timbira instaurou um período de decadência. "Lamentavelmente, ela encontra-se atualmente em um prédio pertencente ao Governo no CEASA, no bairro do Cohafuma. Suas instalações ocupam duas salas daquele prédio e seus transmissores continuam no Distrito Industrial, causando uma deficiência de som devido a sua distância de 23km e 300 m", afirmou Darlane Rose. "Hoje ela não dispõe de verba para seu funcionamento. Mesmo assim, ela divulga os eventos governamentais, os informativos do Estado e arrenda alguns horários para cobrir despesas". Inventor "louco", sociedades e radiojornalismo As primeiras experiências radiofônicas no Brasil datam de 1893, quando o padre Landel de Moura, utilizando uma válvula amplificadora, de sua invenção e fabricação, transmitiu e recebeu a palavra humana no espaço, de acordo com o pesquisador Reynaldo C. Tavares. No ano seguinte, o padre conseguiu transmitir sons do alto da avenida Paulista para o Alvo de Santana, em São Paulo, num raio de 8km em linha reta. Entretanto, chamado de "louco" e "padre espírita", Landel mudou-se para os Estados, onde registrou as patentes para transmissor de ondas, telefone sem fio e telégrafo sem fio. Dessa forma, o Brasil perdeu a chance de ter essas invenções registradas por aqui. Estes fatos interessantes marcam toda a história do rádio no país, que conheceu oficialmente a primeira transmissão em 1922, durante as comemorações do centenário da Independência, no Rio de Janeiro. As rádios sociedades ou clubes fazem parte desta primeira fase do rádio, tendo sido a primeira a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada por Roquete Pinto. A publicidade chegou anos depois. O primeiro jungle, ou anúncio musicado, foi ar ao nos anos 30, e foi elaborado por Ademar Case para a Padaria Bragança, de propriedade de um português. O anúncio tinha o ritmo do fado e a letra era a seguinte: "Oh! Padeiro desta rua, tenha sempre na lembrança, não me traga outro pão que não seja o pão Bragança". Popularizado pelo desenvolvimento econômico brasileiro, o rádio tomou conta dos lares e inaugurou negócios promissores. As radionovelas, como "Em busca da felicidade", em 1942, foram marcos que cativaram o público. O jornalismo também invadiu a grade das emissoras. O programa mais importante foi o Repórter Esso, criado pela Rádio Nacional, em 1941, e considerado um divisor de águas no radiojornalismo. Com a fundação da televisão, em 1950, por meio do empreendedorismo de Assis Chateaubriand, a comunicação radiofônica foi obrigada a ser adaptar aos novos tempos e a diversificar sua programação. Nos anos 60 e 70 surgem as FMs e os DJs e as emissoras ganharam som estéreo. Nos anos 80 e 90, aparecem as rádios comunitárias, símbolos da resistência contra o espírito comercial exacerbado das rádios e defensoras da democratização da informação. * É jornalista e coordenadora do Núcleo de Estudos sobre a História da Imprensa do Maranhão, fundado pela Associação Maranhense de Imprensa, e integrante da Rede Alfredo de Carvalho, movimento nacional pela preservação da memória do jornalismo no Brasil / Email: ami@ami-ma.com.br O Núcleo de Estudo da História dos Impressos da Bahia – NEHIB – sob a liderança do Prof. Dr. Luis Guilherme Pontes Tavares dá início à coleção Cipriano Barata, publicada pela Academia de Letras da Bahia, com o apoio da Assembléia Legislativa da Bahia e da FIB –Centro Universitário, lançando a coletânea "Apontamentos para a História da Imprensa na Bahia". Organizada pelo professor Pontes Tavares, a obra reúne ensaios escritos por Aloysio de Carvalho, Aloysio de Carvalho Filho, Antonio Loureiro dos Santos, Antonio Vianna, Honestilio Coutinho, Jorge Calmon, Luiz Viana Filho e Octávio Mangabeira. Os interessados nesse livro podem fazer solicitação à ALB: Rua Joana Angélica, 198 – Nazaré – Salvador 40050-000 – Bahia. Está em fase final de produção o livro "São Paulo na Idade Mídia", organizado pelos professores José Marques de Melo e Antonio Adami, a ser publicado pela Editora Arte & Ciência, agrupando textos das palestras feitas em 2004, durante o Ciclo de História da Mídia em São Paulo promovido pelo Núcleo Paulista da Rede Alcar, em convênio com o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Outro volume, sob o título "História da Comunicação em São Paulo" está sendo editado pelos professores Fátima Feliciano e Valdir Gomes, reunindo outro conjunto das palestras proferidas no mesmo ciclo de estudos, a ser publicado pela Editora Mantiqueira.
50 anos do Prêmio Esso de Jornalismo Fonte: Site Comunique-se, 15/121/004 Em 2005, o Prêmio Esso de Jornalismo completará 50 anos. Nesse período, consolidou-se como uma das principais e mais respeitadas premiações da área e já reconheceu o trabalho de inúmeros profissionais de alta qualidade da imprensa brasileira. Para a próxima e comemorativa edição, haverá surpresas. Mas, por enquanto, nada pode ser revelado. Este ano, dois colunistas do Comunique-se participaram das comissões que elegeram os vencedores. Eduardo Ribeiro participou da Comissão de Seleção, escolhendo as matérias que seriam candidatas ao prêmio, e depois da Comissão de Premiação, como relator. "A Comissão de Seleção é composta pelo pessoal de redação. Todos pegam muitas matérias inscritas e levam para casa, para avaliarem quais seguem adiante. No fim, é claro que sempre alguém quer incluir uma do seu veículo, mas nada que comprometa o resultado. Já a Comissão de Premiação é formada por jornalistas de grande saber, com muita experiência, mas que não têm nenhuma relação com grandes veículos". Ainda de acordo com Eduardo, isso resulta em uma discussão riquíssima, que julga os trabalhos sem nenhum interesse além daquele que a reúne: a escolha das melhores produções jornalística do ano. Sobre as críticas que a Comissão de Premiação sofreu dos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, Eduardo Ribeiro afirmou que, apesar de não entender o que as motivou, é inevitável que em um prêmio haja "alguns contentes e muitos descontentes". A justiça e a isenção na escolha dos vencedores também são inegáveis na opinião de Milton Coelho da Graça, que fez parte da Comissão de Premiação. Para ele, se não fosse assim, seria impossível dar o prêmio de melhor reportagem "para uma matéria publicada em um jornal mensal com tiragem de 2000 exemplares, como aconteceu com o Renan (Antunes, do jornal Já, de Porto Alegre)". Milton considerou de muito bom nível os trabalhos apresentados, mas lamentou que o excesso de corrupção no país faça com que o "denuncismo" marque a maioria das matérias vencedoras. De resto, ele só vê motivos para comemorar: "A imprensa brasileira só tem feito evoluir". Ruy Portilho, diretor da RP Consultoria de Comunicação e um dos
responsáveis pelo Prêmio Esso, quer fazer dos 50 anos do prêmio, no próximo
ano, um marco na história da premiação. Ele não adiantou novidades para
2005, também porque, segundo ele, "há muita coisa na mesa para ser
discutida". Portilho não descarta a idéia da criação de uma nova
categoria para 2005. "Não podemos dizer isso agora. O Prêmio Esso já
adquiriu um gigantismo e um custo perto do limite que uma empresa planeja gastar
nesse tipo de evento". O
baú teledramatúrgico de Manoel Carlos Rachel Almeida - Jornal do Brasil /16/12/2004 Projeto Caixa de Leituras tem início hoje com homenagem ao
'Grande Teatro Tupi', programa que, ao longo de nove anos, exibiu mais de 400
telepeças nos anos 50 e 60
Eduardo
Ribeiro Era uma aula até certo ponto despretenciosa de Rádio-jornalismo, com o professor chileno Júlio Zapata. Vivíamos tempos bicudos (1977 se a memória não me falha) e víamos sombras em tudo e em todos. E com Zapata não era diferente: um chileno no Brasil, em plena ditadura, dando aulas no curso de jornalismo numa faculdade, digamos assim, burguesa, era, no mínimo, muito estranho. Mas como suas aulas situavam-se entre as mais agradáveis e mobilizadoras do curso, passávamos por cima de eventuais desconfianças, com participações sempre marcantes. Naquela aula Zapata fez uma revelação que deixou a todos atônitos e incrédulos: o rádio não havia sido inventado pelo italiano Guglielmo Marconi, como até os livros de história brasileiros ensinavam, e sim pelo padre e cientista gaúcho Roberto Landell de Moura, em fins do século XIX, aqui mesmo no Brasil, em transmissões feitas (algumas delas) entre a Avenida Paulista e o Morro de Santana. Ficamos chocados e desconcertados com aquela revelação e mais ainda por ela ter sido feita por um professor estrangeiro, que certamente conhecia mais de nossa história do que qualquer um de nós. Pela nossa cabeça passou de tudo, inclusive a idéia de ser aquela uma farsa ou uma brincadeira de mau gosto. Como poderia o rádio ter sido inventado no Brasil, por um cientista brasileiro, e ninguém, no próprio País saber disso? Se na época já fossem conhecidas as tais pegadinhas, sem dúvida alguma aquela seria uma delas, para testar nossa capacidade de reação. Porém o professor Zapata, no curso, deu evidências mais do que suficientes para que todos nós deixássemos de duvidar de suas afirmações e foi além: indignado com o desconhecimento (e desprezo) dos brasileiros com um de seus mais ilustres filhos, lançou na sala de aula um desafio: que o grupo tomasse para si aquela causa resgatando o padre gaúcho para a história. E certamente o fez por dever de ofício, como já devia ter feito inúmeras vezes, em outros ambientes profissionais e acadêmicos, sem muita esperança de que a provocação tivesse algum resultado prático. E estava certíssimo, a não ser pela presença, entre nós, de um tal Hamilton Almeida, que, à época, chamávamos de Benê, apelido tirado de seu primeiro nome, Benedito. Hamilton comprou a pauta, foi à luta e decidiu que ela seria a grande reportagem de sua vida. Faz mais de 20 anos que pesquisa a vida e a obra de Roberto Landell de Moura, padre cientista, renegado e perseguido pela Igreja Católica, que esteve à frente de seu tempo, com experimentos que anteciparam algumas das mais importantes invenções do século XX. Duas décadas depois de ter editado no Brasil os livros "O outro lado das telecomunicações - A saga do Padre Landell" (Editora Sulina) e "Landell de Moura" (Editora Tchê/RBS - coleção Esses Gaúchos), ele foi lançado na Alemanha pela Editora Debras Verlag, da cidade de Konstanz. O nome do livro é "Pater und Wissenschaftler" (Padre e cientista) e o lançamento ocorreu durante um evento para radioamadores realizado nos dias 4 e 5 de dezembro deste ano na cidade de Dortmund. Um segundo e maior lançamento será realizado em junho de 2005, provavelmente com a presença do autor, numa exposição mundial de radioamadores - a Hamradio -, na cidade de Friedrichshafen. Hamilton precisou ser lançado na Alemanha para ganhar reconhecimento no Brasil. Suas primeiras obras, editadas no Sul, não conseguiram romper a barreira geográfica e desse modo perderam o efeito multiplicador tão necessário para o reconhecimento de um trabalho dessa magnitude. Mais do que ele, obviamente perdeu o Brasil e, claro, a História, que continuou, por mais este período, ignorando as peripécias de um dos maiores gênios dos séculos XIX e XX. Isso pode estar agora mudando, graças à edição alemã. Por conta dela, Hamilton ganhou um espaço privilegiado na mídia brasileira e a saga do Padre Landell, pelo visto, começa a ser recontada. Jornais, sites e agências de todo o País abriram espaço para o livro e isso despertou o interesse de dezenas de pesquisadores, cienteistas e professores que procuraram o autor para saber outros detalhes dessa história desconcertante que quase ninguém conhecia. Está aberto, portanto, o caminho para que novos pesquisadores se debrucem sobre o Padre Landell de Moura e sua obra e, mais do que isso, para que a História do Brasil possa ganhar esse importante reforço, ainda que tardiamente. Se isso ocorrer, logo logo Padre Landell estará sendo ensinado nos cursos básicos e também na Universidade, ganhando, quem sabe, o mundo, como nosso reconhecido Santos Dumont. Para contar a história do Padre Landell, Hamilton pesquisou durante vários anos em diversas cidades brasileiras. Revirou bibliotecas, entrevistou familiares e pessoas que tiveram algum tipo de envolvimento com Padre Landell ou seus inventos, manuseou jornais e revistas daquele período, checou, enfim, como bom repórter, todas as pistas e evidências que obteve. E fez tudo isso com dinheiro do próprio bolso e nas horas vagas, sem qualquer apoio oficial. Desconhecido da mídia e do grande público, o trabalho de Hamilton circulava com certa desenvoltura entre radioamadores por razões óbvias. Um desses radioamadores era o editor alemão Heinz Prange, e ele ficou simplesmente fascinado com a história. Nascia, desse modo, em meados do ano 2000, a decisão de publicar uma nova obra de Hamilton sobre o Padre Landell, porém em alemão e na Alemanha. Trata-se, portanto, de uma obra nova, que atualiza e amplia significativamente os dois livros escritos anteriormente. Nela se descobre que Padre Landell foi precursor não só do rádio, mas também da televisão e do teletipo, entre outras descobertas. E que, apesar da sua genialidade, o padre cientista não recebeu apoio de ninguém, tendo sido, ao contrário, ignorado e perseguido. Quis unir a religião à ciência e acabou acusado de ter pacto com o diabo. Patenteou seus inventos no Brasil e nos Estados Unidos, realizou experimentos e, ainda assim, não foi reconhecido em sua época. No Brasil, chegaram a destruir os seus aparelhos e impedir seus estudos, por considerá-lo uma espécie de bruxo. Padre Landell também aperfeiçoou o sistema de telegrafia sem fio e transmitiu pela primeira vez no mundo em ondas contínuas, que são superiores às ondas amortecidas utilizadas nos primeiros tempos das radiocomunicações por outros cientistas. Recomendou o emprego das ondas curtas para aumentar as distâncias das transmissões quando elas não eram sequer cogitadas pelos outros cientistas. Para a transmissão de mensagens, ele também se utilizava da luz, o mesmo princípio que aperfeiçoou as comunicações modernas, empregando-se o laser e as fibras ópticas. Numa época em que as telecomunicações eram precárias até mesmo entre cidades vizinhas, ele já acreditava na possibilidade das comunicações interplanetárias. Morreu no anonimato e sua obra até hoje é pouco conhecida. Com o tempo, as suas invenções acabaram sendo reinventadas por outros cientistas, que ficaram com a fama e a glória. O jornalista Hamilton Almeida, nascido na cidade de Guarulhos (São Paulo), começou sua carreira em revistas técnicas na capital paulista, e em meados dos anos 80 mudou-se para Porto Alegre. Ali trabalhou por vários anos na editoria de Economia do Zero Hora, sendo posteriormente transferido para Buenos Aires, como correspondente. Ficou cerca de oito anos na capital argentina, os últimos pela Gazeta Mercantil Latino-americana. Em 2000, regressou ao Brasil deixando pouco depois o jornal, num dos cortes feitos pela empresa, àquela altura já em crise. Atualmente, ele integra a equipe do Departamento de Análise Rony Locher (*) Se não vemos mais uma grande variedade de "radinhos" de pilha à venda nas boas casas do ramo, não é porque o rádio se perdeu entre as fontes mais modernas de difusão. Acontece que o consumidor, simplesmente, sabe que dispõe de inúmeras outras ofertas tecnológicas de produtos capazes de mantê-lo tão informado como se estivesse antenado a um bom e velho rádio. É claro que o tradicional rádio de pilha continua a ser um bom instrumento no país que já viveu um grande apagão, ou então, como arma de protesto em jogos de futebol de grande rivalidade. Mas o certo é que entre os seus vários prefixos que vieram, ou se foram, o rádio conseguiu preservar a simplicidade das coisas, mesmo em uma sociedade em plena e constante revolução de hábitos e estilos. Outro dia mesmo vi um motorista em um carro tentando fixar um rádio a pilhas no quebra-vento de seu carro. O carro em si estava de "pé", meio que ao sabor do acaso, porém o seu condutor ia feliz da vida seguindo o trajeto, a cantarolar uma música de sua estação preferida. Evoluímos da era dos toca-fitas "TKR's", e dos "receivers" Gradiente, Polivox ou Marantz (para quem podia, é claro), para a geração dos DVDs, MP3 e outros do novo gênero que nem me vêm à lembrança agora. Porém, nenhuma dessas novas tecnologias deixou de tocar ou baixar o que (quase) sempre ouvíamos nas tradicionais emissoras de rádio. Se na programação perdemos nomes como Vicente Leporace, ou então Hélio Ribeiro, ganhamos muito com a função do rádio-serviço, que nos avisa dos destinos diários do trânsito, das ruas esburadacas, dos continuados devaneios da classe política ou, então, nas variáveis entre perdas e ganhos das bolsas de valores. Mas uma coisa é certa: não vivemos sem ele, nem que seja por uma simples função "despertador". É claro que nem todo o mundo tem que ser igual a mim e ter um rádio em cada cômodo da casa. O importante é saber que se os tempos evoluíram, o rádio ainda consegue, na função mais intimista dos veículos, dar um sabor danado à vida moderna com as mais variadas canções, ofertando uma música ao ser amado ou, então, receber as vibrações e emoções de um gol bem narrado. (*) Rony Locher é analista do capital humano e tendências sócio-globais. Atua como palestrante, âncora da Rádio Jovem Pan AM e comentarista da TVTEM - afiliada à Rede Globo. Taíssa Stivanin - O Estado de São
Paulo 25/11/2005 A Globo vai exibir entre 23 e 30 de
abril - data em que a emissora comemora 40 anos - uma programação especial
para comemorar seu aniversário. Todos os telejornais e atrações do horário
nobre vão fazer uma menção à data. Nesta semana, nenhum programa referente
à comemoração será comercializado, diz o diretor-geral da emissora, Octávio
Florisbal. "Um presente não pode ser vendido", disse o executivo
durante a coletiva de lançamento da minissérie Mad Maria, que estréia amanhã. Gazeta
Mercantil 25/1/2005 A TV Gazeta, que nasceu em 1970, no dia 25 de janeiro, aniversário de São
Paulo, prepara campanha especial para festejar em 2005 seus 35 anos de
atividades. A emissora da Fundação Cásper Líbero, que surgiu com a
pretensão de ser a mais paulistana das TVs, criou vinhetas especiais para
comemorar o aniversário e gravou depoimentos de profissionais que tiveram
passagem marcante pela empresa. Além disso, prepara novidades em sua
programação, hoje em boa parte ocupada por programas de televendas
terceirizados. Uma das possibilidades será transferir para o horário nobre o
programa matinal apresentado pelo cantor Ronnie Von - ele deve entrar às 22
horas, comandando programa de variedades diferente do atual, voltado basicamente
ao público feminino.
Projeto
"O Jornal como Fonte para a História da Língua" Marlos de Barros Pessoa – UFPE 1. Apresentação e justificativa Este projeto, que se insere na linha de pesquisa "Lingüística Histórica" da Pós-graduação em Letras da UFPE, tem por finalidade transformar os jornais produzidos em Pernambuco desde 1821 até 1961 em objeto da história da língua portuguesa no Brasil. Esta delimitação temporal se deve, em primeiro lugar, ao fato de que 1821 marca o surgimento do primeiro jornal produzido no Recife, A Aurora Pernambucana, e 1961 dista de hoje 40 anos, tempo considerado mínimo para se perceber mudanças nos usos. Por outro lado, a década de 60 começa a marcar o fim de uma fase da história do jornalismo brasileiro. A riqueza lingüística produzida em 140 anos de jornalismo justifica por si só a proposição de um projeto que vise estudá-la, ao mesmo tempo em que resgata parte da história da língua portuguesa no Brasil, investigando os usos brasileiros. Dessa forma, o projeto desvenda um mundo desconhecido na medida em que visa incentivar a contemplação e investigação de uma fonte pouco usada nos estudos de história da língua. Por outro lado, a proposição deste projeto busca estabelecer, dentro da linha de pesquisa histórica da pós-graduação de Letras da UFPE, um guia para mestrandos e doutorandos, que se interessem por desvendar aspectos do português local e dá uma identificação mais sólida à linha de pesquisa, dotando-a de um ponto de referência. Entretanto, a instituição deste projeto não fecha, de forma alguma, as possibilidades de investigação de outros materiais e de outras regiões de candidatos que queiram trabalhar fora do foco aqui proposto. Seria inclusive salutar a abertura para a investigação de fontes alternativas para permitir a comparação, seja de manuscritos, seja de impressos dentro da farta produção documental entre os séculos XVI e XX. Lamentavelmente os estudos de história da língua portuguesa no Brasil têm deixado de fora a farta produção lingüística produzida pelo sem-número de jornais ou periódicos que circularam no Brasil desde os primórdios da introdução oficial da imprensa no Brasil. Essa lacuna é injustificável, porque se trata, no campo da produção impressa, daquilo de mais genuíno na produção impressa brasileira e de mais antigo, justificando, portanto, o seu aproveitamento para objetivos históricos. Quase 200 anos de produção impressa não foram ainda suficientes para orientar projetos de pesquisa que tomem essa riquíssima fonte de investigação como objeto da pesquisa lingüística. Se considerarmos que, desde as pessoas mais simples no século XIX – que, se não escreviam, pelo menos ditavam, – até os maiores intelectuais brasileiros desde o Romantismo, estamos diante das fontes mais completas quanto aos estilos, diferentes domínios e concepções sobre a língua portuguesa usada no Brasil. 2. Objetivo O objetivo deste projeto é estimular o desenvolvimento de um conjunto de pesquisas entre alunos do Mestrado e Doutorado da PG Letras da UFPE para se conhecer a produção lingüística pernambucana no período de 1821 até 1961, cobrindo um total de 120 anos de história dos usos da língua portuguesa. No item 5 abaixo listam-se as várias possibilidades de investigação que funcionam como objetivos específicos. Para se conseguir tal objetivo, pressupõe-se a identificação, busca e levantamento, sobretudo de jornais microfilmados. 3. Perspectiva teórica De início quero deixar claro que se exclui deste projeto uma concepção de
história do tipo evolucionista, tal como praticada pelas gramáticas
históricas tradicionais inspiradas na perspectiva neogramática. Mesmo porque
nos últimos duzentos anos o português não se presta a esse tipo de estudo.
Dessa forma, duas perspectivas mais novas nos estudos históricos assomem
importância nos estudos modernos e serão contempladas aqui. Em primeiro lugar,
pretende-se enfatizar a pesquisa dos gêneros textuais que compõem o jornal,
desde as características internas e sua transformação de cada um ao longo das
décadas, até o crescimento da complexidade textual, que hoje caracteriza esse
veículo de comunicação. Outro aspecto importante é a detecção da concepção dos usos da língua portuguesa de então, entendendo-se aí naturalmente as atitudes lingüísticas e a agressão verbal (muitas vezes a agressão verbal trocada nos jornais levava à agressão física como foi o caso de vários editores ao longo do período). Parece ser grande o número de jornais que, sobretudo na primeira metade do século XIX, utilizam o uso do português escrito pelos adversários como objeto de agressão, ridicularização. Dois casos levantados apontam para a necessidade de estudar esse aspecto em Pernambuco. A primeira passagem se lê no jornal Typhis Pernambucano, escrito por Frei Caneca em 1823, quando ele acusa o padre Quintella, redator do Diário do Governo, na seguinte passagem: No 4. numero, nas quatro palavras que ali poz de sua casa o padre Quintella, o mais notavel que se encontra é a boa grammatica parda do segundo paragrafo - Quando a patria dos Martins, dos Ribeiros, dos Mendonças e outros, cujo sangue espalhado, bem como o de Gomes Freire em Portugal, não fez mais do que sazonar a sua independencia, ella jamais tornará a ser o patrimonio etc. Aqui há uma oração intermedia, que principia em cujo sangue, e acaba em independencia. Tirada essa intermedia, reduz-se a principal a esta - Quando a patria dos Martins, dos Ribeiros, dos Mendonças, e outros, ella jamais tornará a ser etc. - Ou tire fora o Padre o quando, ou si lhe deu no goto esta particula, então bote abaixo os seus Sanches, e os seus Perisonios, e veja lá como ha de arranjar esta construção em lingua de branco. Observe-se a preocupação de Frei Caneca em atingir o adversário pela qualidade do texto, utilizando-se da sua condição de autor de uma gramática da língua portuguesa e prof. de eloqüência. Para o historiador da língua, interessa a atitude, o que reflete uma visão sobre a língua com conseqüência sobre a doutrina gramatical e marginalização da construção. A segunda passagem se verifica, quando dois jornais A Abelha e Cruzeiro, obviamente representantes de visões ideológicas diferentes dentro daquela sociedade, se acusam mutuamente. Na introdução do jornal Cruzeiro de 5 de maio de 1829, lê-se: Não se acha na Abelha, nem Gramatica, nem Ortographia. E que se poderá achar n'hum Periodico, que nem ao menos tem isto? Os erros mais crassos formigão n'aquele papelucho immundo, de baixo de huma Ortographia castrada, ou mesmo sem nenhuma. Sim, sem nenhuma. Posto que não sigamos, nem pretendemos seguir, a Orthographia de Verney, nem por isso a reprovamos n'aquelles, que lancarem mao della, por fim é seguir sempre hum Author, que faz honra ao seu Seculo em outros muitos dos seus conhecimentos. Homens de bastante erudicão servirão-se desta maneira de escrever. Além de outros o profundo , e vasto Congregado Portuguez Theodoro de Almeida deo à luz a sua Recreação Filosofica com esta Orthographia, ainda que se mostrasse depois arrependido disto na reimpressão, que fez daquelle seu escripto: o extincto Bispo d' Elvas, esse Brasileiro Sabio, que em todos os tempos fará honra à sua Patria, assim como à Jerarchia Episcopal, deichou-se hir tambem (se o podemos dizer) com essa esquisitisse. Mas estes, e outros homens escrevião com Verney, e o o Redactor da Abelha escreve com sigo mesmo: isto he, sem Verney, sem nenhum Auctor, sem nenhuma Orthographia; com seus erros, com sua profunda, e total ignorancia, e na sua lingoagem bast. Que lastima,e que vergonha . Além da acusação de mau uso da língua portuguesa, o que para o historiador é de grande importância - porque aponta para a variação e mostra uma certa preocupação com a norma -aparece na passagem a referência à ortografia de Verney proposta por ele no século XVIII. Isto mostra a recepção de Verney no Brasil e a propagação de sua proposta, numa época em que essa área da língua portuguesa ainda não estava estabilizada no Brasil. Com esses dois casos queremos deixar claro o tipo de problema que nos interessa, que, como se vê, extrapola os interesses da pesquisa histórica tradicional com inspiração na visão dos neogramáticos. Por outro lado, importa levantar a variação dos usos sem a necessária preocupação em encontrar explicação para os casos na chamada teoria da variação, sobretudo na corrente da teoria dos princípios e parâmetros. Para aqueles interessados em tomar tal perspectiva teórica por base, a nossa atuação terá importância na medida em que nos interessa identificar a variação nos usos, que, no entanto, ultrapassa os aspectos meramente sintáticos, atingindo, como se expôs acima, o componente textual. Dentro desse diapasão, adotamos a perspectiva que investiga a difusão do escrito, as tecnologias que funcionam como suportes, além de uma visão que procura entender essa difusão no contexto da cultura oral, na medida em que entendemos que cada vez mais recuamos no tempo, mais encontramos a cultura oral. É escusado dizer que a produção de material impresso em tal contexto pode apresentar peculiaridades, que cabe ao historiador interpretar. 3.1. Os primeiros passos O primeiros passos nessa direção já tínhamos dado quando estudamos, numa parte de sua tese de Doutorado, as características de anúncios publicados em jornais do Recife na primeira metade do século XIX, partindo da hipótese da forte relação do contexto da oralidade com a produção desse tipo de texto. Em seguida, propus, no âmbito do Projeto PHPB, o estudo desse gênero pela suposta proximidade com a espontaneidade do oral. Por outro lado, a bem da verdade, este projeto já vinha se delineando na prática, na media em que dois mestrandos já desenvolveram suas dissertações no PG Letras/UFPE. Trata-se do trabalho. "Cartas publicados em jornais do século XIX.... de Rose Mary do Nascimento Fraga e do trabalho "Jornais masculinos e femininos: o embate ideológico entre homens e mulheres no século XIX de Roxana Siqueira 3.2. Outros trabalhos relacionados Além dos primeiros trabalhos produzidos como resultado de pesquisas nos níveis de Mestrado e Doutorado, começamos a investigar outros temas relacionados. Inicialmente fizemos um levantamento histórico da transformação do gênero carta, porque é dela que surge o jornal, assim como vários gêneros textuais. Era preciso buscar as origens do surgimento das cartas desde a Antiguidade, passando pela Idade Média, até chegar ao século XIX no Brasil, quando ela começa a ganhar difusão, enquanto instrumento de troca de informações pessoais. Nesse percurso, vimos que no século XVI as chamadas cartas de relação servem de base para o jornal do século XVIII, que assume as bases do jornalismo moderno. Além disso, na última reunião do "Projeto Para a História do Português Brasileiro", realizado na Cidade de Ouro Preto/MG em 2002, apresentamos um esboço de uma história do gênero notícia no Brasil numa tentativa de historiar algo que se apresenta multifacetado, apesar das tentativas mais didáticas de se estabelecer um padrão para o seu formato. Basicamente busca-se nesse trabalho confrontar as primeiras notícias publicadas em jornais brasileiros do século XIX com aquelas produzidas sob a influência do lide, que apesar de não ser tão hegemônico como no princípio, ainda assim exerce grande influência na produção de notícias pelo Brasil afora. 4. Cronograma Como se trata de um projeto de longo prazo, que visa estimular a produção de trabalhos de pesquisa, o tempo razoável para avaliação de seus resultados seria 10 anos. Os projetos individuais, por outro lado, obedecem a um cronograma de no máximo de 1 ano com renovação em caso de aprofundamento ou diversificação da abordagem. 5. Proposta de Subprojetos para o Projeto JFHL A título de sugestão, como a fonte é vastíssima e muito rica, vários subprojetos podem ser originados dela, que enumeramos. Os projetos podem abranger os vários níveis da análise lingüística, além de extrapolar os aspectos estruturais e abarcar temas ligados à história social da língua portuguesa, incluindo a articulação entre jornalismo e letramento, entendendo-se aqui o uso da leitura/escrita por diferentes grupos sociais que tinham acesso aos jornais:
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