ISSN 1806-5074

JORNAL DA REDE ALCAR
Ano 4, N. 47 - 08 de novembro de 2004

Editores Responsáveis:
José Marques de Melo (UNESCO/UMESP) / email: marquesmelo@uol.com.br
Francisco Karam (FENAJ/UFSC) / email: fjkaram@terra.com.br
Edição digital – Maria Cristina Gobbi, Keila Baraçal e Larissa Didone (UMESP)
Sítio digital – Clovis Geyer e Ana Paula de Souza (UFSC)
Colaboradores desta edição:
Ciça Guirado (Marília – SP), Elizete Kreutz (Lajeado – RS), Fátima Feliciano (São Paulo – SP), Maria Luiza Nóbrega (Recife – PE), Roseane Pinheiro (São Luis – MA), 
Sabrina Becker (Novo Hamburgo – RS)


Rede Alfredo de Carvalho para o resgate da memória da imprensa e a 
construção da história da mídia no Brasil (1908-2008)


LINKS

www.jornalismo.ufsc.br/redealcar
www.metodista.br/unesco
www.feevale.br/redealcar


Sumário  

 

Noticiário da Rede Alcar

 

Encontros Nacionais
Calendário para a inscrição de trabalhos nos GTs da Rede Alcar/2005

Grupos de trabalhos
Novidade no Encontro 2005: História da Mídia Alternativa

Agenda
História da Imprensa Latino-Americana
Celacom 2005 debate legado utópico de Mário Kaplun

 

Núcleos Regionais

 

 

Núcleo Gaúcho
Núcleo do Maranhão

Núcleo de Marília – SP
Núcleo Pernambucano

 

 

Capítulos de História da Mídia

 

Gutenberg visitou a Argentina
Historia da Mídia na América Latina
Museu focaliza a gênese do pensamento jornalístico uspiano  

UNIVATES cria Museu da Imprensa em Taquari – RS
"Os Jornalistas", de Balxac, em nova edição
Pernambuco presta homenagem a comunicadores emblemáticos do sé
culo XX

 

Série 200 anos da imprensa brasileira

 

As penas subversivas do Maranhão: 
das tribunas impressas saíram as pregações a favor da Balaiada - 
Roseane Pinheiro


JORNAL DA REDE ALCAR

 

Noticiário da Rede Alcar

 

Encontros Nacionais  

Calendário para a inscrição de trabalhos  nos GTs da Rede Alcar/ 2005

Os participantes do 3º Encontro da Rede Alcar poderão inscrever trabalhos em três categorias:

1) CC - Comunicação Científica: trabalhos em GTs (professores, pesquisadores, pós-graduandos) ou IC - Iniciação Científica (estudantes de graduação);

2) Memória (profissionais e empresários);

3) Produtos audiovisuais (filmes, vídeos, cdroms, etc).

PERÍODO DE INSCRIÇÕES:
AS INSCRIÇÕES ESTÃO ABERTAS DESDE O DIA 1º DENOVEMBRO/2004 pela Internet, encerrando-se em 19 de março de 2005.

Calendário para entrega dos resumos e textos:

Os resumos e textos completos dos trabalhos serão aceitos até o dia 20 de fevereiro de 2005. Os resumos das CC ou IC devem ser enviados diretamente ao coordenador do T a que se destina, cujos nomes e endereços estão relacionados abaixo. O aceite dos coordenadores de GTs será divulgado até 05 de março de 2005. Os responsáveis pelos trabalhos aceitos deverão remeter os textos completos até o dia 19 de março.

NORMAS DE APRESENTAÇÃO DOS TEXTOS:

Os resumos e textos completos dos trabalhos devem versar sobre História da Mídia Regional. Devem ser encaminhados - exclusivamente por correio eletrônico - para as coordenações dos GTs em arquivo do word, espaço 1,5, corpo 12, fonte Times New Roman, com indicações bibliográficas de acordo com as normas da ABNT.

Os RESUMOS  devem indicar: a) nome do/a autor/a ou equipe; b) cargo e instituição a que tem vínculo; c) GT a que se destina; d) 10 (dez) linhas com sinopse do trabalho; e) de três a cinco palavras-chave.

O texto completo - de 10 a 15 páginas ou em torno de 35 mil caracteres, em arquivo do word, espaço 1,5,  corpo 12, fonte Times New Roman, com indicações bibliográficas de acordo com as normas da ABNT - deverá ser enviado, sem falta, na data prevista, para que seja produzido CD ROM com todos os textos dos GTs. Os produtos a serem apresentados deverão ser encaminhados AOS CUIDADOS DA ORGANIZAÇÃO DO 3º ENCONTRO DA REDE ALFREDO DE CARVALHO.

As propostas referentes à Memória e aos produtos audiovisuais deve ser enviadas aos cuidados de Paula Regina Puhl, e-mail ppuhlredealcar@feevale.br

Coordenadores dos Grupos de Trabalho da Rede Alcar

História do Jornalismo
Coordenadora: Marialva Barbosa (UFF) / e-mail: mcb1@terra.com.br 

História da Publicidade e Propaganda
Coordenador: Adolpho Queiroz (UMESP) / e-mail: adolphoq@metodista.br

História das Relações Públicas
Coordenadora: Claudia Moura (PUCRS) / e-mail: cpmoura@pucrs.br

 História da Mídia Impressa
Coordenador: Luis G. Tavares (NEHIB) / e-mail: editor@alba.ba.gov.br

História da Mídia Sonora
Coordenadora: Ana Baum (UFF) / e-mail: ana.baum@ig.com.br

História da Mídia Visual
Coordenadora: Sonia Luyten (UNISANTOS) / e-mail: sonialuyten@hotmail.com

História da Mídia Audiovisual
Coordenadora: Ruth Vianna (UFMS) / e-mail: viannar@terra.com.br

História da Mídia Digital
Coordenador: Walter Lima (UniFIAM) / e-mail: digital@walterlima.jor.br

História da Mídia Alternativa
Coordenadora: Karina Woitowicz / email: e-mail: karinajw@uepg.br

História da Midiologia no Brasil
Coordenador: José Marques de Melo email: marquesmelo@uol.com.br
 

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Grupos de trabalhos

Novidade no Encontro 2005: História da Mídia Alternativa

 

O Terceiro Encontro da Rede Alcar, traz uma novidade para os participantes: um Grupo de Trabalho de História da Mídia Alternativa. Esta proposta foi aprovada no segundo encontro que ocorreu este ano em Florianópolis e tem como objetivo desenvolver um espaço para o reconhecimento e o debate em torno da mídia alternativa no Brasil.

A proposta do GT é reunir pesquisas e abordagens referentes aos veículos impressos, sonoros, audiovisuais e on-line que assumem uma função social diferenciada dos meios tradicionais e massivos, de modo a reconhecê-los como parte integrante da história da comunicação no Brasil.

A coordenadora do GT História da Mídia Alternativa da Rede Alcar é Karina Janz Woitowicz e o endereço eletrônico para contato é hmidialt@ibest.com.br

 

Sabrina Gisele Becker
Acadêmica de Jornalismo – Centro Universitário Feevale

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   Agenda

História da Imprensa Latino-Americana

Queridos colegas les envío la información corespondiente al simposio sobre Historia de la Prensa en Latinoamerica que coordinaré en el marco de la Conferencia anual de la Society of Latin American Studies a desarrollarse en abril de 2005 en Derby, Gran Bretaña.
Cualquier información pueden encontrarme en la dirección:
lllull@infovia.com.ar

Latin America Press History

The forum aims to cover the following areas:

1) the role of newspapers, journals and magazines as means of mediation between the civil society and politics;
2) the role of the press in the political elections
3) the role of the press as the voice of certains groups, factions and political parties,
4) the press as business- history of the firm, of its owners, its managers, its staff.

Convenor: Laura Llull,
Universidad Nacional del Sur, Argentina.
Email: lllull@infovia.com.ar
 Pueden visitar igualmente el sitio de la Conferencia:
 http://www.slas.org.uk/conference/index.shtml

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Agenda
Celacom’2005 debate legado utópico de Mário Kaplun

O IX Colóquio Internacional sobre a Escola Latino-Americana, Celacom'2005, será realizado na Universidade Metodista de São Paulo no primeiro semestre do ano que vem. O evento, programado para acontecer entre os dias 9, 10 e 11 de maio, terá como tema central “Educomídia, alavanca da cidadania: o legado utópico de Mário Kaplún” e sub-temas “O Diálogo criativo entre produção e recepção na práxis de Mário Kaplún”, “A leitura crítica da mídia e a participação cidadã”, “Os movimentos de educação popular e a teleducação: do rádio à internet”.

As inscrições dos trabalhos já podem ser feitas através do e-mail celacom@metodista.br. O prazo para envio de resumo é até o dia 28 de fevereiro. Os aceites serão enviados até 14 de março de 2005 e os trabalhos completos até 09 de abril de 2005.

Outras informações podem ser obtidas através do site www.metodista.br/unesco/celacom2005.htm,  ou pelo telefone (11) 4366.5819.

Fonte: JBCC, outubro de 2004

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Núcleos Regionais

 

Singularidades da mídia gaúcha no encontro de Novo Hamburgo

A mesa redonda Memória das profissões e da mídia regional: singularidades gaúchas  ocorrerá no primeiro dia do 3º Encontro Nacional da Rede Alfredo de Carvalho com a coordenação de Antônio Henriques, diretor do Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa (sediado em Porto Alegre), entidade que vai abrigando, desde a sua fundação, .o Núcleo Gaúcho da Rede Alcar.

Nesta edição do Jornal da Rede Alcar, Henriques fala sobre a importância do encontro que vai acontecer em 2005  no Rio Grande do Sul.

O museu é uma instituição que tem por objetivo manter viva a história da imprensa no estado. Sediada no prédio do antigo jornal A Federação, construído em 1922 e tombada pelo Patrimônio Histórico de Porto Alegre em 1977, a entidade conta com um acervo que abrange diversas áreas da Comunicação. Desde edições antigas de jornais impressos até mostras fotográficas e publicitárias, o visitante pode utilizar os materiais para consultas e pesquisas. O acervo reconstitui momentos históricos para a comunicação social do Rio Grande do Sul. O museu é a sede oficial do Núcleo Gaúcho da Rede Alcar.

Antônio Henriques, explicou que
a Rede Alcar é composta principalmente por faculdades de comunicação do país inteiro e por pesquisadores individuais ligados a essas entidades. Os integrantes da rede se comunicam principalmente via Internet trocando experiências, informações e conteúdo de pesquisa. “Nós nos reunimos aqui no museu para discussão de projetos que de alguma maneira implementem esse intercâmbio. Então um deles foi trazermos para o Rio Grande do Sul, pela primeira vez, o terceiro encontro nacional da rede, no caso na Feevale, em abril do ano que vem” contou.

Henriques explicou ainda que várias instituições que atuam para resgatar a história da imprensa firmam convênios com faculdades de comunicação no sentido de utilizar o trabalho dos acadêmicos. E isto faz com que a participação acadêmica seja extremamente importante e venha ao encontro do projeto maior da rede que é o resgate da memória da imprensa.

 Sabrina Becker
Acadêmica de Jornalismo/ Centro Universitário Feevale

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I Encontro sobre História Midiática 

A Associação Maranhense de Imprensa (AMI) e a Rede Alfredo de Carvalho realizam o I Encontro sobre a História das Mídias do Maranhão nos dias 10 e 11 de novembro, em São Luís. O evento tem o apoio dos cursos de Comunicação de São Luís, oferecidos na Faculdade São Luís, Uniceuma e Universidade Federal do Maranhão.

Na abertura do evento acontecerá o lançamento da rede estadual para a preservação da memória dos meios de comunicação maranhenses, que será formada por instituições de ensino, organizações não-governamentais, empresas, pesquisadores, profissionais e estudantes. Na oportunidade, o Prof. Dr. José Marques de Melo, presidente nacional da Rede Alfredo de Carvalho, fará uma conferência sobre a história do jornalismo e a importância da formação profissional.

Pesquisas sobre a história da imprensa no Maranhão serão apresentadas nos Grupos de Trabalho (Mídia Impressa, Mídia Sonora, Mídia Audiovisual e Relações Públicas, Publicidade e Propaganda). Os grupos são coordenados pelos professores Sílvio Rogério e Marcos Fábio, Rose Ferreira e Edwilson Araújo, Cícero Adriano e Werton Araújo, Marla Medeiros e Adeilce Azevedo.

As pesquisas apresentadas vão integrar o acervo “Memória Maranhão-Imprensa 200 anos”, que será lançado pela AMI. “A produção de conhecimento é determinante para valorização dos profissionais da comunicação. Através da pesquisa, eles mostram para a sociedade que a formação gera reflexão e compromisso com a ética”, afirma a presidente da AMI, jornalista Edvânia Kátia. “Por esta razão pensamos em momentos nos quais os colegas pudessem compartilhar suas descobertas e por isso criamos, com o apoio dos professores dos cursos de Comunicação, os grupos de trabalho”.

I Mostra de Produção Midiática
Durante o Encontro acontecerá a I Mostra de Produção Midiática, quando estarão em exposição fotografias, vídeos, programas de rádio, campanhas publicitárias, reportagens, entre outros produtos.

A finalidade é valorizar as atividades desenvolvidas pelos alunos dos Cursos de Comunicação e pelos profissionais que estão no mercado.

“O I Encontro sobre a História das Mídias do Maranhão também visa mobilizar os comunicadores em torno das comemorações do bicentenário da imprensa brasileira em 2008”, ressalta a coordenadora do Núcleo História da Imprensa Maranhense/AMI, jornalista Roseane Pinheiro.     

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  Núcleo de Marília - SP

O Núcleo de Pesquisa de História da Mídia no Brasil, ligado à rede Alfredo de Carvalho, está ocupando um novo espaço dentro da Faculdade de Comunicação Educação e Turismo (FCET) da Universidade de Marília. Agora, já cadastrado no CNPq, funciona, no bloco XIII da FCET, dentro da Hemeroteca, disponibilizando aos estudantes livros, revistas e jornais, além dos Trabalhos de Conclusão de Curso dos últimos 10 anos de produção acadêmica.

Entre os dias 27 e 29 de outubro, o núcleo de pesquisa participou da 5ª Intercet (Semana de Interatividade entre os cursos de Comunicação, Educação e Turismo), e nesse evento, selecionou os trabalhos de iniciação científica que serão apresentados por alunos da graduação, nos dias 28 e 29 (mais informações pelo e-mail intercet_2004@yahoo.com.br).

Os acadêmicos da pós-graduação fizeram comunicações no I Seminário de História da Mídia no Brasil, que aconteceu dia 28, no Anfiteatro do Bloco XIII da Unimar, das 14 às 18 horas.

Programação do I Seminário de História da Mídia no Brasil  (5ª Intercet)

A contribuição dos canais universitários para a comunidade pública – Mestranda Alzimar Ramalho (Unimar).

Direito Social à comunicação: noções e princípios do processo histórico – Mestranda Eleuza de Carvalho Furquim (Unimar).

Identidade, Território e História: contribuições para pensar a mídia regional – Doutorando Roberto Reis de Oliveira (Universidade Metodista de São Paulo).

Imprensa e Descobrimentos: notícias de além-mar – Doutora Maria Cecília Guirado (Universidade Nova de Lisboa).

Manuscritos e rotativos: história da imprensa no Tocantins – Mestranda Sonia de Jesus Pinheiro Silva (Unimar).

Nas ondas do rádio – Mestrando Aulo Zimar de Azevedo (Unimar)

Saúde feminina em Revista – Mestranda Ana Daisy Zagalo (Unimar)

Os textos apresentados neste e em outros eventos do Núcleo H.M.B serão veiculados no site da Unimar (www.unimar.br) e posteriormente na Revista de História da Mídia no Brasil, que será lançada em 2005.

Estagiárias do Núcleo de Pesquisa e História da Mídia no Brasil

Valessa Suellen Ferreira
Ellen Nayara Kotai
nucleo_com@unimar.br

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Núcleo Pernambucano

Pessoal, depois de 10 anos de trabalho e muita batalha para publicar, cumpri o compromisso que assumi com todos que participaram do trabalho: A publicidade pernambucana no século XX.

Fico feliz por várias razões. Pelo  amplo e detalhado registro que deixamos para os estudos da publicidade em Pernambuco e no Brasil, pela possibilidade de mostrar que na sala de aula pode-se construir trabalhos de pesquisa de excelente qualidade, pela chance de construir um trabalho coletivamente,  com alunos de graduação, profissionais, pesquisadores e professores de várias instituições mostrando que é possível uma integração.

Fico feliz ainda porque essa é a primeira publicação do Grupo de Pesquisa: História e Imagens da Comunicação que, com certeza, terá outras e sempre com participação de alunos principiantes que começam a ter noções de pesquisa nas minhas modestas disciplinas de Método de Pesquisa em Comunicação 1 e 2.

Agradeço a todos, o empenho e a confiança que depositaram ao participar de um projeto tão grande, sem financiamento e sem recursos. Apenas uma única bolsa do PIBIC durante 1 ano.

Ao finalizar esse trabalho, fica a convicção que a integração e a construção coletiva é estimulante, desafiadora mas profundamente gratificante. Ou seja, o horizonte é o mundo e nunca o espelho.

Maria Luiza Nóbrega - UFPE

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Capítulos de História da Mídia

 

Gutenberg visitou a Argentina

O Museu Nacional da Imprensa de Portugal apresentou em outubro a exposição “Gutenberg no Cartoon Internacional” na Argentina, no Centro Cultural Islas Malvinas, na cidade de La Plata (arredores de Buenos Aires).

O centro cultural Islas Malvinas ocupa o edifício onde funcionou –desde 1917- o ex-Casino de Oficiais do Regimento 7 de Infantaria, sendo atualmente um importante local de divulgação artística com três espaços expositivos de grande envergadura.

A exposição sobre Gutenberg integrou-se no VIII IBERCOM-Congresso Iberoamericano de Comunicação que se realizou na próxima entre os dias 11 e 16, na Facultad de Periodismo y Comunicación Social da Universidad Nacional de la Plata. A par deste, foram também realizados os VII Congreso Latinoamericano de Investigadores de la Comunicación, promovido pela ALAIC e o VI Congreso de la Red de Carreras de Comunicación y Periodismo de la Argentina, da REDCOM. Trata-se de um mega evento ligado à comunicação, que juntou, durante uma semana, cerca de 1000 participantes vindos dos mais diversos países da América Latina, de Portugal e Espanha.

A mostra foi constituída por uma seleção de trinta trabalhos que o Museu Nacional da Imprensa reuniu para assinalar o 600º aniversário de Gutenberg, no quadro da aposta que tem sido feita por aquela instituição na valorização do Cartoon como a linguagem jornalística mais universal.

Estiveram presentes, na mostra, trabalhos de cartunistas provenientes dos vários cantos do mundo, da China à Colômbia, e já premiados em diversos festivais internacionais. Os cartoons patentes ajudam a compreender, por detrás do humor, a importância da “descoberta” da imprensa de caracteres móveis.

A montagem desta exposição na Argentina foi outra etapa da internacionalização das atividades daquele museu que já apresentou mostras de cartoon em França e Espanha, numa prova da universalidade do desenho humorístico. Desde a sua inauguração, em 1997, o Museu Nacional da Imprensa tem feito do Cartoon um dos eixos da sua atividade, promovendo autores, festas da caricatura e mostras de âmbito nacional e internacional.

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Historia da Mídia na América Latina

O Grupo de Estudos de “Historia de la Información y de las Comunicación”, coordenado pelo professor  Juan Gargurevich – Pontifícia Universidade Católica do Peru, reuniu-se na cidade de La Plata, Argentina, no dia 14 de outubro de 1992, durante o VII Congresso Latino-Americano de Ciências da Comunicação, promovido pela ALAIC – Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación. Nessa oportunidade, foram debatidos trabalhos recentes produzidos em vários países da região, inclusive o Brasil, conforme o programa seguinte:

Mesa # 1 – Historiografía

1.- TV Imembú: O surgimento da TV local nas Terras de Fronteira do Brasil Meridional.
Micheli Seibt, Ada Machado da Silveira.
Universidade Federal de Santa María. Brasil.

2.- Narraciones del pasado: entre el documental y el testimonio. A propósito de “Los Rubio” y de “Papá Iván”.
Paula Rodríguez Marino. Universidad de Buenos Aires.  Argentina.

3.- Dez anos de pesquisa sobre o rádio no Brasil (1991-2001)
Doris Fagundes. Pontificia Universidad Católica de Rio Grande do Sul.
Brasil

4.- Historia de la televisión: aproximación a la comprensión de la televisión y su función pública en Colombia (1953-1957),
Julio Benavides.  Universidad Autónoma de Bucaramanga. Colombia.

5.- Escrevendo a historia cultural da TV no Brasil: questões teóricas e metodológicas.
Joao Freire Filho. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Brasil.

6.- Reconfiguracao do observador no século XIX – aparéelos ópticos, visibilidades e fantasmagorías.
Cristina Miranda da Silva. Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Mesa # 2 – Periodismo, historia y modernización

1.- Candomblé: o embate entre a Paris Match e a revista O Cruceiro.
Fernando de Tacca. Universidade de Campinas. Brasil.

2.-A imprensa carioca nos anos 1950-1970: modernização e concentração.
Ana Paula Goulart.  Universidad Federal do Rio de Janeiro.
Brasil.

3.- Pregoneros y campanas en el Perú virreinal.
Juan Gargurevich. Pontificia Universidad Católica del Perú.

Mesa # 3 – Medios y Gobierno

1.- Las relaciones entre los poderes Ejecutivo y Legislativo durante las presidencias radicales desde la perspectiva del diario bonaerense “La Nueva Provincia” de Bahía Blanca (1916-1930).
Laura Llul – Universidad Nacional del Sur, Bahía Blanca, Argentina.

2.- Teatro y prensa norpatagónicos en el pasaje de la dictadura a la democracia. Representaciones del Teatro del Bajo en el discurso del diario Río Negro.
Griselda Fanese. Universidad Nacional del Comahue. Argentina.

3.- Del idilio a la desilusión. Los medios durante el “proceso” (1976-1981).
César Díaz, María Passaro, Mario Jiménez. Universidad de La Plata. Argentina.

4.- Una mirada comunicacional sobre los inicios de la modernidad rioplatense (1776-1810).
César Díaz. Universidad de La Plata. Argentina.

5.- Medios y golpe de Estado: el derrocamiento del presidente Illía.
Juan Carlos Bergonzi. Universidad Nacional del Comahue. Argentina.

 Mesa # 4 – Formación, proceso e interrogantes

1.- Un pasado que no pasa: violencia y lenguaje en el macrorrelato de los hechos en Argentina.
Osvaldo Baigorria, Mónica Swarinsky. Universidad de Buenos Aires. Argentina.

2.- Los inicios de la constitución del campo de estudios de la Comunicación en Bolivia y su relación con el presente.
Erick Torrico, Esperanza Pinto.  Universidad Andina Simón Bolívar. Bolivia.

3.- Escuelas de comunicación: ¿Formadoras de todólogos o especialistas?
María Estela Martínez. Universidad de Guadalajara. México.

4.- Prensa y cultura escrita en el diseño de una esfera pública. Neuquen, fines del siglo XIX.
Mirta Kircher. Universidad Nacional del Comahue. Argentina.

Mesa # 5 – Cultura de masas

1.- Modernización y cultura de masas en Chile a principios del siglo XX: el origen del género magazine.
Eduardo Santa Cruz. Universidad de Chile, ARCIS. Chile.

2.- La Voz del Estadio.
Josefina Bargas. Universidad Nacional del Centro de Buenos Aires.
Argentina.

3.- Primórdios de mídia impressa brasileira voltada ao público jovem: criticidade e politizacção na revista Pop.
Luis Fernando Rabello Borges.  Universidade Comunitária de Chapecó. Brasil.

4.- História da propaganda: memória e identidade do mercado publicitário campineiro.
Claudia Lucia Trevisan. Pontificia Universidade de Campinas, Brasil.

Mesa # 6 – HOMENAJE ESPECIAL

Presentación: José Marques de Melo

1.- Octavio de la Suaréé, semblanza biográfica.
Octavio de la Suaree, hijo. Universidad de Paterson, New Jersey. EE.UU.

2.- La ética académica del periodista
Orlando Saa. Universidad de Paterson.
New Jersey. EE.UU.

Os interessados em obter cópias dos trabalhos ali apresentados podem escrever para: alaic@edu.usp.br

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Museu focaliza a gênese do pensamento jornalístico uspiano 

  O Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC – USP – realizou, durante o segundo semestre de 2004, o multievento “Os Caminhos Cruzados do Jornalismo”, em sua sede da Cidade Universitária, bairro do Butantã, cidade de São Paulo.

 Trata-se de iniciativa da diretora do museu, Profa. Dra. Elza Ajzenberg, que vem realizando, desde o início deste ano, o programa “Arteconhecimento”, comemorativo dos 70 anos da USP. Mostras individuais, exposições coletivas e seminários acadêmicos constituem o programa que, neste segundo semestre, homenageia o campo do Jornalismo. Esse ramo de estudos foi ali iniciado há 37 anos, logo após a fundação da Escola de Comunicações Culturais, hoje .denominada Escola de Comunicações e Artes – ECA.

 “Os Caminhos Cruzados do Jornalismo” foram organizados pela equipe técnica do MAC, mas contando com a assessoria do Grupo de Estudos “Pensamento Jornalístico Brasileiro” - PJ:Br - Núcleo de Jornalismo Comparado – Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA-USP -. Eles foram percorridos através de três diferentes roteiros:

 1 – A exposição temática “ArteJornalismo”, instalada no Espaço Anexo do MAC, Edifício da Reitoria, Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira, onde serão expostas obras de arte produzidas por três docentes fundadores do Curso de Jornalismo da ECA-USP. A mostra vai reunir obras fotográficas e cinematográficas de Thomaz Farkas; xilogravuras de Antonio Costela e trabalhos gráficos de Hélcio Deslandes. A curadoria do salão foi confiada às pesquisadoras Marcia Furtado Avanza e Helouise Costa. Helouise Costa.. A entrada será gratuita.

 2 – A galeria virtual “Jornalismo: Caminhos Cruzados com as Artes, Ciência e Tecnologia”. A intenção é reconstituir, de forma iconográfica, no MAC VIRTUAL, os perfis intelectuais e as histórias de vida da geração pioneira do Pensamento Jornalístico Uspiano. A curadoria da exposição foi confiada aos pesquisadores Marcelo Januário, Osmar Mendes Jr. e Fátima Feliciano. O acesso foi gratuito e está disponível na rede mundial de computadores.

 3 – O Seminário acadêmico “Gênese do Pensamento Jornalístico Uspiano”, organizado como um Curso de Extensão Cultural, realizado semanalmente,  nas tardes de segunda-feira, no Auditório do MAC - Cidade Universitária, entre 16 de agosto e 20 de novembro de 2004. Coordenado pela Profa. Dra. Fátima Feliciano, o curso, através de palestras e depoimentos, focalizou as idéias jornalísticas seminais da ECA-USP, resgatando as trajetórias acadêmicas e profissionais da primeira geração dos professores do Departamento de Jornalismo. Serão revisitadas as carreiras de Antonio Costella, Cremilda Medina, Flávio Galvão, Francisco Morel, Freitas Nobre, Gaudêncio Torquato, Gileno Marcelino, Hélcio Deslandes, Jair Borin, José Marques de Melo, Juarez Bahia, Thomaz Farkas e Walter Sampaio. A programação completa pode ser consultada no site: http://macjor.cjb.net.

Maiores informações sobre o multievento “Os Caminhos Cruzados do Jornalismo” podem ser obtidas na Assessoria da Imprensa da USP - Tel: 11 - 3091-3300/3220 – ou através do email: osmarmendesjr@estadao.com.br

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UNIVATES cria Museu da Imprensa em Taquari - RS


O Centro Universitário UNIVATES assinou no dia 19 de outubro, na cidade de Lajeado – RS,  um protocolo de cooperação com o Museu Nacional da Imprensa (MNI), da cidade do Porto,. A parceria  terá reflexos no Projeto O Taquaryense. Participaram do ato o diretor da MNI, jornalista Luís Humberto Marcos, os coordenadores do projeto, professores do Curso de Comunicação Social da UNIVATES – Centro Universitário do Vale do Taquari - RS, Leonel de Oliveira e Elizete Kreutz, e o vice-reitor da Instituição, professor Roque Bersch.

O diretor da MNI, jornalista Luís Humberto Marcos, visitou na manhã do referido dia as instalações do jornal de Taquari e conversou com representantes da publicação e o empresariado do município. O curso de Comunicação Social da UNIVATES está desenvolvendo um projeto no O Taquaryense, visando a preservação de seu acervo e sua forma de produção, entre outras atividades. O museu que Marcos dirige, o MNI, é um espaço de preservação das antigas artes de composição e impressão. Um dos maiores acervos de máquinas de tipografia do mundo, no MNI é possível que o visitante se aproxime desses instrumentos e técnicas utilizando-as efetivamente - um museu vivo.

O acordo prevê a cooperação entre ambas as instituições na promoção de atividades relacionadas à imprensa, incluindo a perspectiva de instalação e desenvolvimento de um Museu de Imprensa em Taquari, baseado no espólio da centenária publicação O Taquaryense. A entidade portuguesa dará a assistência técnico-científica necessária para o alcance desse objetivo.

 

  Protocolo de Cooperação entre a Associação Museu da Imprensa
e o centro universitÁrio univates

(A) Considerando as características singulares do Museu Nacional da Imprensa, em termos de patrimônio gráfico, conhecimentos técnico-científicos do setor e animação cultural;

(B) Considerando a riqueza histórica da imprensa do Estado de Rio Grande do Sul e o patrimônio tipográfico existente;

(C) Considerando as vantagens resultantes de uma cooperação institucional entre a AMI - Associação Museu da Imprensa, entidade sem fins lucrativos e de utilidade pública, detentora do Museu Nacional da Imprensa (MNI), e a Fundação Vale do Taquari de Ensino Superior - FUVATES, mantenedora do Centro Universitário UNIVATES;

(D) E considerando os objetivos específicos da AMI e do Centro Universitário UNIVATES, no que diz respeito ao estudo e investigação, à preservação patrimonial e à promoção cultural;

A AMI, com sede na E.N. 108, nº 206, 4300-316 Porto, Portugal, representada pelo Presidente da Direção, Luís Humberto Marcos, e a FUVATES, com sede em Lajeado-RS, Brasil, na rua Avellino Tallini, 171, bairro Universitário, representada por Roque Danilo Bersch, acordam no seguinte:

Cláusula 1ª
O presente protocolo tem por finalidade a cooperação na promoção de atividades relacionadas com a imprensa, incluindo a perspectiva de instalação e desenvolvimento de um Museu de Imprensa em Taquari, baseado no espólio do jornal centenário O Taquaryense.

Cláusula 2ª
A AMI dará, através do Museu, a assistência técnico-científica necessária à instalação do referido museu de Taquari, designadamente da sua exposição permanente.

Cláusula 3ª
A AMI e a UNIVATES promoverão exposições temporárias, estudos, conferências e debates sobre temas relacionados com a Imprensa e as Artes Gráficas, de acordo com um plano periodicamente estabelecido e aceito por ambas as partes.

Cláusula 4ª
A UNIVATES garantirá o pessoal necessário e as condições logístico-financeiras adequadas às exigências técnico-científicas das diversas atividades que vierem a ser promovidas no Brasil, no âmbito do presente protocolo.

Cláusula 5ª
A AMI facultará, através do MNI, o acesso ao Museu Virtual e a bases de dados multimídia que possui ou venha a possuir, mediante condições a estudar futuramente.

Cláusula 6ª
Ambas as instituições procederão à troca de publicações editadas ou a editar por cada uma, de acordo com o interesse mútuo.

Cláusula 7ª
O âmbito temporal deste protocolo é de cinco anos, sendo renovado automaticamente por igual período, se nenhuma das partes o denunciar até noventa dias do seu termo, através de correio registrado.

Em prova de conformidade assinam-se quatro (4) exemplares de um mesmo teor a um só efeito em Lajeado, aos 19 dias do mês de outubro de 2004.

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"Os Jornalistas", de Balzac , em nova edição

A Ediouro Publicações está tão certa de que que as obras de Honoré de Balzac são sempre atuais que decidiu relançar “Os Jornalistas”. O livro reúne dois textos – “Monografia da imprensa parisiense” e “Os salões literários”, nos quais ele critica a onipotência, a vaidade venal, a versatilidade de julgamento e a influência que profissionais de imprensa exercem sobre os governos.

O autor da frase “Se a imprensa não existisse, seria preciso inventá-la” faz uma crítica aos jornalistas e ao que ele chama de “jornaizinhos”, fazendo uma caricatura de cada um dos tipos presentes, como os publicistas (escrivinhadores que fazem política) e os críticos. Ele também fala dos panfletários, o nadólogo, o publicista de carteira, o escritor monobíblia, o folhetinista, o jovem crítico louro etc. Segundo Balzac, todos estes têm em comum o perfil, a ambição, ilusão e estratégia de sobrevivência. “Para jornalista, tudo que é provável é verdadeiro”, escreve.

Mesmo aqueles profissionais cujo talento é reconhecido por Balzac não são poupados. O autor de “A Comédia Humana” lamenta que este tipo de jornalista esteja consumido na rotina medíocre e nos interesses rasteiros dos jornais. Para Balzac, esse profissional renuncia à grandeza de uma obra que ele pretere em favor das pequenas vaidades imediadas da crônica.

O prefácio é assinado por Carlos Heitor Cony. “Temos aqui um Balzac puro, autêntico, anedótico quase. Não o artista de tantas obras-primas que marcam a ficção do seu século, mas o homem sangüíneo e rude, esbanjando inteligência e cólera”, escreve o colunista da Folha de S. Paulo.

“Os Jornalistas”, de Honoré de Balzac
Ediouro Publicações
Preço: R$ 29,90
184 páginas

Fonte: Comunique-se, 27/110/2004

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Pernambuco presta homenagem a comunicadores emblemáticos do século XX

No mês de maio do corrente ano, com a presença dos coordenadores das Escolas de Comunicação do Estado de Pernambuco, foi fundado, em Recife, o Fórum de Professores de Comunicação do Estado de Pernambuco (FPPC). A fundação dessa entidade é o resultado do amadurecimento de um trabalho conjunto de coordenadores e professores que há três anos realizam um encontro anual das Escolas de Comunicação que tem como objetivo buscar alternativas de integração e cooperação para melhorar a qualidade do ensino, profissionalizar o professor e compartilhar experiências pedagógicas. A diretoria da entidade ficou assim constituída:

Presidente: Maria Luiza Nóbrega de Morais (UFPE) Vice-Presidente: Maria Vitória da Silva Santos (ESM/FAMA), Diretora Científica: Maria Salett Tauk Santos (UFRPE/POSMEX),Diretora Administrativa: Solange Tavares (UNIVERSO), Diretora Editorial e de Comunicação: Aline Grego (UNICAP).

O Conselho Consultivo está constituído pelos professores: Alfredo Vizeu (UFPE), Maria Amélia Souto Maior (Faculdades Marista), Marta Rocha (Faculdade Maurício de Nassau), Raquel Rodrigues (Faculdade do Vale do Ipojuca), Shirley Santana (AESO).  O Conselho Fiscal tem a participação de Cláudia Sansil (FAPE), Fátima Schüller (ESURPE), Luiz Mário do Vale D’Ávila (ESM/FAMA), Tanúzia Vieira (UFPE) e Valdir Oliveira (AESO/UNICAP).

 

Para estimular a produção e a qualidade dos trabalhos incentivando o aprimoramento profissional, foi instituído o Prêmio Fórum de Professores de Comunicação do Estado de Pernambuco, em várias categorias, cada uma delas homenageando uma personalidade de fundamental importância para o desenvolvimento da comunicação em Pernambuco no século XX.

 O prêmio está distribuído nas seguintes categorias e modalidades:

Categoria: Pós-Graduação:

Modalidades: Doutorado, Mestrado e Especialização

Patrono:  Luiz do Nascimento

Jornalista pernambucano, pesquisador, autor da obra História da Imprensa de Pernambuco, o mais completo e detalhado inventário sobre a imprensa pernambucana.

Categoria: Iniciação Científica

Patrono: José Marques de Melo

Marques de Melo inicia sua atividade de pesquisador quando estudante do Curso de Jornalismo na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), sob a orientação de Luiz Beltrão.

Nos primeiros anos da década de 60, por ocasião de uma greve dos gráficos, Beltrão realiza com os seus alunos um trabalho de pesquisa em que procura identificar os reflexos da ausência dos jornais entre os recifenses. O fato de essa pesquisa ter registrado uma clara preferência da mídia impressa sobre as demais mídias, na época, o rádio e a TV, causou grande repercussão. A revista Comunicações & Problemas (v.1. n.1, março de 1965) registra anotações sobre a pesquisa, publicada integralmente pelo jornal Ultima Hora (21.04.63) e comentada pelos demais diários da capital pernambucana.

Em 1963, ainda como estudante de Jornalismo e sob a orientação de Luiz Beltrão, Marques lidera a equipe de estudantes que realiza um estudo morfológico e de conteúdo da crônica policial na imprensa recifense.

Bem antes desse período, Pernambuco já registrava nomes de peso na pesquisa em jornalismo. Luiz do Nascimento, Alfredo de Carvalho, Pereira da Costa e alguns outros historiadores e mestres do Direito realizavam uma atividade sistemática de pesquisa nessa área, embora não tivessem uma vinculação institucional ou um compromisso com a formação profissional em Jornalismo. As pesquisas desenvolvidas pelo grupo vinculado à Unicap, na década de 60, tinham um diferencial: procuravam criar uma ponte entre a pesquisa e a atividade profissional, de forma a influenciar no processo de produção dos jornais.  Os seus resultados exerciam um efeito positivo na mídia impressa local, propiciando o surgimento de novas secções, a revitalização da reportagem e, principalmente, representando um olhar crítico sobre a imprensa. 

No período em que exerceu a atividade jornalística na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Marques de Melo planejou e dirigiu a pesquisa Sondagem de opinião sobre a Associação dos Servidores da Sudene, considerada pela revista Comunicações & Problemas (v.2, n.2, de julho de 1966) como a primeira pesquisa de opinião efetivada em bases científicas pelo Instituto de Ciências da Informação (Icinform).

Com a saída de Luiz Beltrão para a Universidade de Brasília, Sanelva Vasconcelos assume a presidência do Icinform e Marques de Melo, então professor da Unicap, assume a diretoria do Departamento de Investigação Científica. Sob a sua orientação, há uma mudança na área de pesquisa que se desvincula da disciplina Técnica de Jornal e amplia-se em direção a perspectivas mais abrangentes, implantando a disciplina Investigação Científica em Comunicação. No Brasil, a Unicap e a UnB são as duas instituições pioneiras na implantação dessa disciplina nos currículos de Comunicação.

No período em que viveu no Recife, como aluno, professor, pesquisador e jornalista, conviveu com grandes personalidades da cultura e do jornalismo pernambucano que contribuíram para sua formação.  Essa herança criou raízes e transbordou, fazendo brotar uma geração de pesquisadores que, hoje,  compõem o Pensamento Comunicacional Brasileiro.

Categoria: Projetos Experimentais 
Modalidade: Jornalismo
Patrono: Pe Aloísio Mosca de Carvalho

Presença fundamental para a profissionalização do jornalismo em Pernambuco. Ainda em 1953, participa de um Seminário de Jornalismo, promovido pela Associação de Imprensa de Pernambuco, que tinha como objetivo preparar a criação do Curso de Jornalismo que seria instalado na Universidade do Recife. O Curso de Jornalismo acabou não sendo instalado e, em 1961, Pe. Mosca, então Reitor da Universidade Católica de Pernambuco, oferece total apoio a Luiz Beltrão e funda, na instituição, o Curso de Jornalismo, onde foi professor de Ética do Jornalismo. A iniciativa representou um marco decisivo para o Jornalismo na Região, tanto pelo projeto inovador que incorporava, inclusive, a formação na área de pesquisa, quanto pela dimensão política que alcançou nos meios jornalísticos e acadêmicos no Brasil e na América Latina. Esse curso, com a duração de três anos, foi um fator decisivo para a profissionalização do Jornalismo, em Pernambuco. O Curso contou com importantes nomes da cultura pernambucana, na época, jovens professores que iniciavam sua atividade docente. Entre outros, Armando Souto Maior, Nelson Nogueira Saldanha, Potiguar de Figueiredo Matos, Manuel Correa de Andrade, João Alexandre Barbosa, Palhares Moreira Reis, Amaro Quintas e José Brasileiro Vilanova.  O curso teve como alunos, os professores José Marques de Melo, Roberto Benjamin e Tereza Lúcia Halliday, o poeta César Leal e o jornalista Ronildo Maia Leite.

Modalidade: Publicidade
Patrono – Severino Queiroz

Publicitário há mais de 50 anos, é uma referência para a profissionalização da atividade publicitária em Pernambuco. Fundador do Sindicato das Agências de Publicidade do Estado de Pernambuco, foi seu presidente entre os anos 1994 a 1997. Fundador da Ampla, conceituada agência pernambucana. Recebeu o título de Publicitário Latino-Americano pela Associação Latino-Americana de Agências de Propaganda.

Modalidade: Televisão
Patrono: F. Pessoa de Queiroz

Empresário de comunicação, empreendedor ousado, investe no que seria, na sua época, um dos maiores conglomerados de comunicação de massa do Brasil. Proprietário do Jornal do Commercio, Diário da Noite, Rádio Jornal do Commercio, Rádio Difusora de Garanhuns, Rádio Difusora de Pesqueira, Rádio Difusora de Limoeiro e Televisão Jornal do Commercio.

Modalidade: Mídia Sonora
Patrono – Amarílio Nicéias

Conceituado radialista, personalidade da maior importância no rádio e na televisão pernambucana.

Modalidade: Cinema e Vídeo
Patrono
Jomard Muniz de Brito

Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco, professor, escritor, produtor cultural e cineasta, foi Diretor do Departamento de Extensão Cultural  da Universidade Federal de Pernambuco e da Fundação de Cultura da Cidade do Recife. Participou do Movimento Tropicalista. Publicou 10 livros poéticos e ensaísticos. Realizou 33 filmes curta metragem e vários vídeos. Escreveu peças de teatro e crítica cultural na imprensa local.

Modalidade: Relações Públicas
Patrono – Francisco Higino Barbosa Lima

Fundador do primeiro curso de Relações Públicas e do Centro de Relações Públicas de Pernambuco.

Modalidade: Fotografia
Patrono – Inês Amorim

Professora de Fotografia do Curso de Comunicação Social, Universidade Federal de Pernambuco, referência no ensino de Fotografia no Estado de Pernambuco.

Modalidade: Monografia
Patrono – Armia Escobar Duarte 

Fundadora do Curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Pernambuco. Dinâmica e corajosa, Armia Escobar teve uma atuação decisiva na implantação e no reconhecimento do Curso que sob sua direção contava com as habilitações Polivalente e Publicidade e Propaganda. Posteriormente, extingue o Polivalente e introduz Jornalismo e Radialismo.

O Prêmio Fórum de Professores de Comunicação do Estado de Pernambuco, em suas diversas categorias e modalidades, será lançado durante o III Encontro de Escolas de Comunicação de Pernambuco, em outubro de 2004 e passa a vigorar a partir de 2005 para os trabalhos concluídos em 2004. Poderão participar profissionais, professores e estudantes de qualquer instituição de ensino na área de Comunicação Social.

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Série 200 anos da imprensa brasileira

 

As penas subversivas do Maranhão: 
das tribunas impressas saíram as pregações a favor da Balaiada

Roseane Pinheiro*

Os jornalistas João Francisco Lisboa e Estevão Rafael de Carvalho incentivaram as camadas mais pobres a aderir à Balaiada, principal revolta do século XIX no Maranhão

O período regencial no Brasil foi marcado pela disputa política nas províncias. Liberais e conservadores foram os protagonistas de uma das mais conturbadas fases da nossa história política após a Independência do Brasil. No Maranhão, os bem-te-vis e os cabanos, como ficaram conhecidos os dois partidos, estenderam os confrontos para as páginas dos incendiários jornais e panfletos da época. Na imprensa subversiva estavam dois grandes jornalistas liberais, João Francisco Lisboa e Estevão Rafael de Carvalho. Seus discursos estimularam as revoltas contra o grupo político opositor, no qual estava outro jornalista, Francisco Sotero dos Reis.

 Das tribunas impressas saíram as pregações a favor da Balaiada, movimento que eclodiu em 13 de dezembro de 1838, constituído numa situação social caótica. Naquele período, a província tinha uma população miserável, formada por negros, índios e mestiços, e o poder estava nas mãos do grupo governista ou de elementos ligados a ele. O discurso da imprensa, a teia de interesses políticos e a Balaiada foram estudados por Luimar Corrêa Vieira, que elaborou a monografia “A representação da imprensa na Balaiada” e a defendeu junto ao Departamento de História da Universidade Federal do Maranhão, no ano passado, com a orientação da professora Mary Angélica Costa.

“A imprensa maranhense, considerada uma das mais importantes da época, teve participação ativa e era comandada por dois homens de vinculação partidária: João Francisco Lisboa, deputado do Partido Liberal na Assembléia e Francisco Sotero dos Reis, deputado do partido situacionista”, analisou Luimar, acrescentando que determinações políticas, como a Reforma Constitucional e a Lei dos Prefeitos, acirraram a briga pelo poder. 

Os jornais, na fase anterior a Balaiada, mostraram a força dos seus porta-vozes.
O Faro e Eco do Norte, tendo a frente João Francisco Lisboa, marcaram posição contra o partido conservador. Antes do início da revolta, o jornalista apostou em outro meio impresso para divulgar seus posicionamentos políticos: o jornal Chronica Maranhense, que circulou pela primeira vez em 02 de janeiro de 1838.  O jornalista Estevão Rafael de Carvalho foi redator de O Bentevi, reduto dos liberais.

Durante a luta política no Maranhão, a ala liberal da imprensa aproveitou para questionar os desmandos e as injustiças praticadas, instigando o povo ao confronto, fator que poderia içar os bem-te-vis ao poder, desfavorecendo os conservadores. Sotero dos Reis acusava João Lisboa e Estevão Rafael de Carvalho de mentores da revolta. Os acusados contestavam sua participação e apontavam as diferenças sociais como única causa do movimento. O jogo de palavras beneficiou, na verdade, apenas os interesses dos partidos, que não tinham projetos políticos claros. Os conflitos nas páginas dos jornais resumiam-se à luta pelo poder.

“Apesar de desmentida, os fatos demonstraram que a imprensa (oposição) teve grande participação na eclosão da Balaiada (...) A palavra liberdade ganhara ênfase através de hábil campanha jornalística, na qual divulgava vários manifestos dos chefes do movimento, veiculando as razões que os moviam”, afirma Luimar, que fez sua pesquisa a partir das leituras de obras de Viriato Correa, Carlos Lima, José Nascimento Morais, Carlota Carvalho, Domingos Magalhães, Dunschee de Abranches, Maria de Lourdes Janoti, entre outros autores.

Sobre a intervenção da imprensa no processo histórico, os pesquisadores divergem quanto à repercussão do discurso dos jornalistas. José Ribeiro do Amaral e Astolfo Serra apontou que as condições sociais precárias e as arbitrariedades foram as responsáveis pelo movimento, que ganhou a adesão das classes mais pobres. No entanto, a pesquisadora Carlota Carvalho frisou que o jornalista João Francisco Lisboa observou em seus artigos as injustiças sofridas pela população, cooptando o povo, embora fosse grande defensor da Constituição e da ordem. Para Astolfo Serra, Estevão Rafael de Carvalho foi o principal responsável intelectual da Balaiada. Segundo o pesquisador, tratou-se de uma guerra de opiniões, pois o jornalista não pregou a violência contra os conservadores.

 “Diante de discursos tão contundentes (...) é quase impossível não reconhecer que Estevão Rafael de Carvalho como João Lisboa, por intermédio de suas penas, foram estimuladores e incentivadores da revolta que ensangüentou o Maranhão durante o período regencial”, pondera Luimar. 
     

Folhas políticas, espírito de irreverência e tolerância

Três jornais polarizaram as atenções dos políticos e da população no período da Balaiada. Um dos deles foi o jornal Chronica Maranhense, sendo impresso na Typografia de Ignácio José Ferreira, na rua da Paz, 34.  As assinaturas podiam ser feitas na casa do redator, João Lisboa, na rua do Egito, 12, ou na Casa do Chapeo de Vidigal Irmão e Cia, na rua Grande.

Adversário político de João Lisboa, Sotero dos Reis reconheceu a importância daquela folha. “É opinião minha que até hoje ainda se não escreveu na província outra folha política tão eloqüente como a Chronica”, elogioiu.

Tendo permanecido no jornalismo por 14 anos, João Lisboa atacou por muitas vezes na Chronica o governo da Província. A política andou no rastro do periódico, que enfrentou um período conturbado durante seus três anos de funcionamento. Além das crises política, econômica e social, o jornal enfrentou as acusações de fomentar as lutas sociais, que resultaram na Balaiada. 

João Lisboa contestou os argumentos dos conservadores: “... O rompimento desse aventureiro (Raimundo Gomes, líder da Balaiada) devemo-lo às violências dos prefeitos, como à sua inépcia se deve o andar ele há mais de mês e meio devassando impunemente o território da província. Com força e verdade disse o Sete de Setembro dele e dos seus: são rebeldes miseráveis que armaram contra os rebeldes poderosos”.

O outro jornal polêmico foi O Bemtevi, que começou a ser editado em junho de 1838.  O alvo dos discursos do referida folha, cujo autor era Estevão Rafael de Carvalho, era o governo da província. Com espírito de irreverência, o jornal sofreu ameaças e atentados pelo sarcasmo com o qual tratou as autoridades. Era vespertino e saía às 16 horas com tiragem de 300 exemplares, chegando a 800, tendo alcançado a simpatia da população.

Após a eclosão da Balaiada, o papel do jornal foi tão influente que os revoltosos foram chamados de bem-te-vis. Para contê-lo, o redator Francisco de Salles Nunes Cascaes lançou outro jornal, chamado de caçador de bem-te-vis, editado pela Typografia Constitucional, sendo anunciado com foguetório pelas ruas de São Luís.  

Em 1836 o Investigador Maranhense ganhou as ruas e se tornou palco dois anos depois dos discursos de Sotero dos Reis. O jornal parou de circular três anos depois. De acordo com Luimar Correa Vieira, o jornal tinha “... linha editorial voltada à vigilância e defesa dos interesses sociais e sobretudo estimulando o espírito público (...) pregava os princípios da ordem, moderação e tolerância política”.

Um levante de sertanejos com mentores intelectuais

No Maranhão do século XIX, o preconceito social marcava as relações sociais, principalmente afetando a população integrada em sua maioria por escravos, índios, mestiços e caboclos, que se identificaram com a pregação liberal.

A palavra “cor”, observou Luimar Correa Vieira, ganhou conotação negativa, virando sinônimo de raça inferior. Um ofício dirigido ao governo da Província mostrou essa situação com clareza, quando se referiu ao principal líder da Balaiada: “Manuel Francisco dos Anjos Ferreira Balaio, homem sem fortuna, nem reputação, e de cor”.

Na visão do historiador Caio Prado Júnior, a Balaiada, como outras insurreições da época, ocorreu por conta dos embates entre as classes médias, geralmente urbanas, e os representantes da política oligárquica, que constituíam as camadas mais ricas.

 O marco do movimento foi um episódio envolvendo, em 1838, o vaqueiro Raimundo Gomes, um mestiço, conhecido como Cara Preta, quando estava levando uma boiada de seu patrão para vender em outro local. Naquele momento, muitos dos homens que o acompanhavam foram recrutados e seu irmão foi aprisionado. O recrutamento obrigatório era estratégia do Governo para dominar a população, mas a medida era impopular, porque prejudicava os mais pobres, obrigados servir as forças policiais ou militares.

O vaqueiro  invadiu a cadeia e livrou o irmão e os outros presos, desencadeando a revolta e ganhando o apoio de integrantes da guarda, negros e mestiços, liderados por Negro Cosme, que reuniu perto de 3 mil homens. A insurreição se alastrou por toda a província, com forte adesão das massas sertanejas, mas se enfraqueceu quando chegou próxima a São Luís.

Os rebeldes foram chamados de facínoras e bandidos. Os próprios bem-te-vis, que apoiaram os balaios, como ficam conhecidos os revoltosos, se referiram de forma negativa ao movimento. “Os líderes da oposição (João Francisco Lisboa e Estevão Rafael Carvalho) tiveram medo da massa rebelada. Cheios de preconceitos de casta não admitiam, então qualquer vínculo da oposição com os rebeldes (...) lavaram as mãos como Pilatos, inocentando-se todas as vezes que a pena de Sotero dos Reis os acusava pela imprensa”, apontou Luimar Correa Vieira.

*Jornalista e coordenadora do Núcleo História das Mídias do Maranhão, fundado pela Associação Maranhense de Imprensa (AMI).  O Núcleo integra a Rede Alfredo de Carvalho – movimento nacional pela preservação da memória da imprensa brasileira. Email: ami-ma@bol.com.br

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