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Um espaço aberto para intercâmbio de informações entre pesquisadores e divulgação de eventos e estudos nas áreas de folkcomunicação, folkmídia e cultura popular
-----------------------------------------------------------------1 - Folkcom 2004: chamada para trabalhos (resumos até 5 de março)
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Balanço do I Encontro Nordestino de Contadores de Histórias.3 - Com 10 anos de atraso, Paraíba ganha sua bibliografia de folclore e literatura popular
4 - Novo livro de Roberto Benjamin aborda presença africana no Brasil
5 - Museu Saul Martins guarda acervo histórico do folclore mineiro
Estudo analisa o cordel como instrumento de resistência cultural7 - J. Borges, um dos maiores gravadores populares do Brasil, expõe em Nova York
8 - Joseph Luyten é agora personagem da literatura de cordel
9 - Congresso CCCC 2004 em Portugal
10 - Expediente
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1 - Folkcom 2004: chamada para trabalhosO coordenador Regional da Folkcom 2004, Prof. Sandro Kirst, acaba de liberar a chamada de artigos para os Grupos de Trabalho, com vistas às sessões a serem realizadas por ocasião da 7ª Conferência Brasileira de Folkcomunicação, em Lajeado RS.
Segue a sua transcrição, na íntegra:
7ª Conferência Brasileira de Folkcomunicação Folkcom 2004
Tema Central: Folkcomunicação Política
13 a 16 de maio de 2004
Univates Centro Universitário
Lajeado RS
Normas para inscrições
Prazo para inscrições de trabalhos
Resumos: até 5 de março de 2004, através do e-mail: folkcom2004@univates.br
Prazos de entrega para o artigo completo: até 5 de abril de 2004 para o e-mail de uma das professoras:
Cristina Schmidt: cris_schmidt@uol.com.br
Maria Cristina Gobbi: folkcom@metodista.br
Rosa Nava: rosanava@unimonte.br
O trabalho deve ser apresentado na forma de Comunicação Científica, tendo no início, título, nome do autor, instituição a que pertence e um resumo de dez linhas e três palavras-chaves. O corpo do texto deve conter introdução, descrição da pesquisa, metodologia, análise dos resultados, conclusões e bibliografia. Dimensão: entre 10 a 15 páginas, tamanho A4, corpo 12, tipo Times New Roman, entrelinhas 1,5, justificado, com exceção das citações de mais de três linhas e do resumo, que devem ser digitados em corpo 11 com espaço simples, em programa Word for Windows (6.0, 7.0 ou compatível) ou salvar em rtf;
2.1 Citações de até três linhas devem integrar o corpo do texto e ser assinaladas entre aspas;
2.2 A bibliografia deve ser colocada no final do texto, na mesma fonte e corpo, com espaço simples;
2.3 As notas devem ser colocadas no pé de página, em corpo 9, espaço simples;
2.4 Para reentrâncias ou parágrafos deve usar-se a tecla tab;
3. Juntamente com o texto, o(a) autor(a) deverá encaminhar ao (à) coordenador(a) do Grupo de Trabalho uma autorização simples à 7ª Conferência Brasileira de Folkcomunicação para a reprodução do mesmo no CD-Rom
4. O resumo do trabalho, acompanhado de um currículo sucinto do(a) autor (a) de até três linhas, deve ser encaminhado via Internet para o coordenador do Grupo de Trabalho para fazer parte do programa da Conferência, assim como cópias, via Internet, para a presidente da Rede Folkcom, professora Cristina Schmidt (cris_schmidt@uol.com.br) e o e-mail folkcom2004@univates.br ;
5. Os nomes dos arquivos deverão conter o sobrenome do(a) autor(a) e a indicação de "texto" ou "resumo" respectivamente;
Até 15 de abril de 2004, o(a) coordenador(a) do Grupo de Trabalho enviará ao(à) autor(a), via e-mail, o resultado de aceite ou não de sua proposta; o(a) autor(a) que tiver o trabalho aceito deverá obrigatoriamente fazer o pagamento da inscrição e enviar o comprovante por fax ao(a) coordenado(a), sem o que não poderá participar da Conferência, nem apresentar trabalho no Grupo.
Nessa mesma data o(a) coordenado(a) encaminhará os textos selecionados aos respectivos comentaristas debatedores do Grupo. E ainda esta será a data limite para o envio à direção cinetífica(Centro Univerdsitário Univates0, pelo(a) coordenador(a), da programação de atividades do Grupo na conferência e também todo o material referente aos textos e participantes.
Grupos de Trabalho e seus respectivos Coordenadores
Coordenadora: Dra. Cristina Schmidt (UMC / UBC)
E-mail: cris_schmidt@uol.com.br
Endereço: Rua Iohn Wolthers, 62 - Bairro Vila Itapamhaú
11250-000 Bertioga SP
Coordenadora: Dra. Samantha Castelo Branco (UMESP/UniFIAM)
E-mail: folkcom2004@univates.br
Endereço: Rua Santa, 98/71 - Bairro Vila Mascote
04363-070 São Paulo - SP
Coordenador: Ms. Severino Lucena Filho (UFPB / PUCRS)
E-mail: lucenafolk@bol.com.br
Coordenadora: Ms. Marlei Sigrist (UFMS)
E-mail: marleisigristt@uol.com.br
Endereço: Rua Jupiter, 1055 - Bairro Alto Sumaré
79009-020 Campo Grande - MS
Coordenadora: Dra. Rosa Nava (UNIMONTE)
E-mail: rosanava@unimonte.br
Endereço: Curso de Comunicação Social
Av. Sen. Feijó, 340/350
11015-502 Santos SP
Coordenador: Ms. Orávio de Campos Soares (FAFIC)
E-mail: folkcom2004@univates.br
Coordenador: Ms. Osvaldo Trigueiro (UFPB / UNISINOS)
E-mail: osvaldotrigueiro@terra.com.br
Endereço: Rua Monsenhor Antônio Afonso, 82 Bairro Manaíra
58038-690 João Pessoa PB
CTA 8 Folkcomunicação Étnica
Coordenador: Dr. Joseph Luyten (UMESP / UNISANTOS)
E-mail: folkcom2004@univates.br
Endereço: Av. Manuel da Nóbrega, 30/1002 Bairro Itararé
11320-200 São Vicente - SP
Coordenador: Dr. Sebastião Breguez (UFV / INTERCOM)
E-mail: breguez@uai.com.br
Endereço: Rua Faria Lobato, 169/205 - Bairro Santa Amélia
31555-050 Pampulha BH
Coordenador: Dr. Antonio Teixeira de Barros (UniCEUB / IESB)
E-mail: folkcom2004@univates.br
Endereço: SQS 307, Bloco C, Apto. 202 Asa Sul
70354-030 Brasília DF
* Sessões de iniciação científica (estudantes de graduação) e relatos de pesquisas avançadas (professores, pesquisadores e pós-graduandos)
Informamos que somente os inscritos oficialmente no evento da Folkcom 2004 terão seus papers apresentados nos grupos de trabalhos acadêmicos.
- Valor da Inscrição:
Profissionais, pesquisadores e professores- R$ 100,00
Estudantes - R$ 50,00
O valor da inscrição deverá ser depositado na conta corrente que será previamente informada.
As inscrições somente serão confirmadas mediante comprovação do depósito bancário e apresentação da ficha de inscrição impressa da internet.
2 - Balanço do I Encontro Nordestino de Contadores de Histórias
Colaboração: Betânia Santana
Depois do sucesso do I Encontro Nordestino de Contadores de Histórias, na primeira semana de dezembro de 2003, o Grupo Zumbaiar, que organizou o evento em parceria com a Fundação Gilberto Freyre e com o apoio da Secretaria de Educação de Pernambuco, já agendou o próximo: será nos dias 3, 4 e 5 de dezembro de 2004.
O I Encontro, realizado no Espaço Cultural Gilberto Freyre, no Recife, reuniu gente de Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Ceará e Rio Grande do Norte. "Saímos todos daqui com a responsabilidade de encontrar e abrir baús para contaminar o homem com as histórias que correram como correnteza nas veias nordestinas desse encontro", destacou Kika Freyre, integrante do Zumbaiar e uma das organizadoras do evento.
O escritor paraibano Ariano Suassuna, pai do Movimento Armorial foi o homenageado. Depois de abrir o encontro, lembrando de sua simpatia pelos loucos e mentirosos ("daqueles que não fazem mal a ninguém"), Ariano recebeu do Grupo Zumbaiar de Contadores de Histórias o título de "Senhor da República Nordestina das Histórias". O diploma foi feito em couro de bode.
O evento foi dividido em dois grandes momentos. No primeiro, aconteceu o "Aboiando Contadores", quando se teve a oportunidade de relatar onde as histórias são narradas e de que forma isso acontece no município e no Estado. O segundo, o "Peneirando Histórias", foi um momento destinado exclusivamente à contação de histórias. "Um fio de magia envolveu todas as pessoas que participaram do encontro. E esse mesmo fio veio falar da beleza que é o se parar para ouvir histórias, o reverenciar as histórias escrita e humana", conta Ana Carol Lemos, também integrante do Grupo Zumbaiar de Contadores de Histórias e outra organizadora do encontro.
No segundo dia, o médico João Suassuna Filho, que prefere ser identificado como um contador de histórias, encantou uma platéia de diversas idades e de vários Estados do Nordeste, narrando causos vividos por ele e seus parentes.
Aos 87 anos, João Suassuna não contentou-se em apenas falar, decidiu prestigiar outros contadores e chegou a emocionar-se com a produção dos poetas populares e de jovens contadores de histórias que também participaram do evento. "Assim é o Nordeste", declarou, lembrando a diversidade cultural, criatividade e força do povo da região.
Os poetas populares foram presença forte no evento. Bob Motta veio do Rio Grande do Norte, Davi Teixeira, de Bezerros, José Evangelista, de Pesqueira, ambos em Pernambuco, e Zé Ceará. Todos deram o ritmo do cordel ao encontro, mostrando. "É um espaço maravilhoso, uma oportunidade rara de mostrarmos nosso trabalho e trocarmos idéias, sabermos o que está sendo feito por esse Nordeste a fora", observou Zé Ceará.
3 - Com 10 anos de atraso, Paraíba ganha sua bibliografia de folclore e literatura popular
Fonte: Fundação Casa de José Américo
Um seleto e prestigioso público compareceu, em dezembro, ao auditório Juarez da Gama Batista, da Fundação Casa de José Américo, para o lançamento do livro Bibliografia Paraibana de Folclore e Literatura Popular, obra de grande importância cuja publicação foi viabilizada pela Fundação em parceria com o Poder Legislativo.
O livro é de autoria dos pesquisadores Altimar de Alencar Pimentel e Francisca Neuma Fechine Borges, que registraram a surpresa em verem o trabalho publicado pois "há 10 anos esperávamos apoio para tal realização".
Durante o evento de lançamento, foi entregue a Medalha José Américo ao empresário paraibano José Neywa Freire, colaborador dos trabalhos da Fundação e maior responsável pela publicação do livro A Geografia na Obra de José Américo, organizado pela professora Janete Lins Rodriguez.
José Neywa Freire recebeu a medalha das mãos do Deputado Rômulo Gouveia, Presidente da Assembléia Legislativa da Paraíba e foi saudado pelo Acadêmico Gonzaga Rodrigues.
Usaram da palavra, ainda, o Padre Albeni Galdino (amigo do homenageado), o escritor Altimar Pimentel - autor da obra lançada - e o Presidente da Fundação Casa de José Américo, Flávio Sátiro Filho.
Alunos do Colégio Marista Pio X recitaram vários poemas do projeto Poemática, e um do poeta Ronaldo Cunha Lima, intitulado Fugitivos.
Fizeram parte da mesa, além do Presidente da Assembléia e do Presidente da Fundação, o Conselheiro de Cultura Humberto Fonseca de Lucena, o Presidente da Academia Paraibana de Letras, Joacil de Brito Pereira, o representante do Comandante da Polícia Militar da Paraíba, a professora Molina Ribeiro, representando a Subsecretária de Educação, Verônica Galvão e a Secretária Adjunta de Turismo da Prefeitura de João Pessoa, Cristiane Pereira, representando o Prefeito Cícero Lucena.
Na oportunidade foi encerrada a exposição Aves Brasileiras, de Cremilson Soares e Maria Caliel.
4 - Novo livro de Roberto Benjamin aborda presença africana no Brasil
O professor Dr. Roberto Benjamin (UFRPE) e presidente da Comissão Nacional de Folclore está lançando o primeiro volume deu novo livro A ÁFRICA ESTÁ EM NÓS, publicado com selo da Editora Grafset, de João Pessoa (PB). O livro se destina a oferecer elementos para a compreensão da contribuição dos povos africanos na formação do Brasil atual.
Roberto Emerson Câmara Benjamin é nascido no Recife, graduado em Jornalismo com pós-graduação na área. Presidente a Comissão Nacional de Folclore e a Comissão Pernambucana de Folclore. Tem vários livros publicados, entre os quais, destacam-se Contos populares Brasileiros/Pernambuco, Folguedos e Danças de Pernambuco, Folkcomunicação no contexto da massa e Pequeno Dicionário do Natal, além de outros. É membro da Folkcom-Sociedade Brasileira de Estudos de Folkcomunicação.
Segundo ele, a história e a cultura dos povos africanos são, efetivamente, parte da história do Brasil, tal como a história dos nossos indígenas e a dos colonizadores europeus, esta última sempre privilegiada pela escola brasileira.
De forma didática e simples, Roberto Benjamin apresenta as heranças africanas do Brasil em cinco capítulos. O livro é cheio de ilustrações e sugestão de trabalhos escolares para uso didático em sala de aula de disciplinas como História, Geografia, Educação Artística e outras.O livro também apresenta mapas, desenhos, fotografias, além de textos literários que contextualizam o leitor e dão uma visão estética da contribuição do negro à nossa cultura.
e-mail: editora@ grafset.com.br
Telefax: (83) 233.9640
5 - Museu Saul Martins guarda acervo histórico do folclore mineiro
Sebastião Breguez
Localizada na região metropolitana de Belo Horizonte, a 28 quilômetros da capital, Vespasiano é cidade industrial, situada na Zona Metalúrgica, mas tem intensa atividade cultural, principalmente, ligada ao folclore. Fato curioso é que lá, e não em Belo Horizonte, situa-se o Museu Mineiro de Folclore que leva o nome de seu organizador, Saul Martins, antropólogo, professor, doutor em Ciências Sociais, hoje aposentado da UFMG. Saul junto com Aires da Mata Machado Filho e outros pesquisadores é que fundaram a Comissão Mineira de Folclore, em 1948. Coube a ele, que sempre pesquisou o artesanato popular, organizar o museu de cultura popular da recém criada instituição. Mas tanto o Museu como a sede da Comissão Mineira de Folclore, e sua valiosa biblioteca, foram desalojados pelo governo Newton Cardoso com a desativação parcial da Secretaria de Cultura de Minas, em 1989. O então prefeito de Vespasiano, Marcio Murta, resolveu ceder uma casa tombada pelo patrimônio histórico para sediar o museu que passou a chamar-se Museu de Folclore Saul Martins. Vespasiano, assim, passou a sediar o museu e ser centro de atração de dezenas de atividades organizadas pela Comissão Mineira de Folclore, com cursos, palestras e seminários sobre temas folclóricos. Embora a vocação da cidade seja industrial, com número de indústrias importantes, a cidade respira o ar de cultura popular. "Mas tudo aqui é folclore", garantem Valeria Silva Araújo e Patrícia Perdigão, da Divisão de Cultura da Prefeitura. Lá pode-se ver a ciência do povo não apenas no museu o Saul Martins, com um acervo de mais de 1 mil peças como nas ruas da cidade, a partir de fevereiro, com os desfiles do Boi da Manta. O primeiro funciona num sobrado de 1920, residência de João Silva, um político da região, depois prefeitura e câmara municipal e desde 1991, museu; a manifestação popular existe há 70 anos e é mais antiga na região que a própria cidade, que está comemorando 56 anos de existência.
O Museu do Folclore Saul Martins tem peças de mestres da arte popular, como os escultores Valentim Rosa e Artur Pereira, mas também obras de artistas pouco conhecidos, mas igualmente saborosas: O Diabo Sanfoneiro, de Expedito, um artista de Porto Firme (MG) ou O Casamento, de Levi Martins, esta alusiva a maldição de casamentos forçados. Acrescente-se uma expressiva coleção de cerâmicas do Vale do Jequitinhonha ou de colheres de pau, máscaras e brinquedos. Não faltam lendas na coleção do museu: vigias do local dizem ouvir coisas estranhas à noite e uma antiga moradora escutava barulho de armários inteiros de panelas caindo e, quando ia a cozinha, estava tudo no lugar.
"O museu é o ponto turístico que dá magia a uma cidade industrial que tem muita história para contar", explicam Valeria e Patrícia. Mas há problemas que assustam: goteiras na sala onde funciona a biblioteca, trincas em algumas paredes, chão que balança onde estão delicadas cerâmicas (em estantes tortas). "A casa é antiga. Estamos iniciando uma reforma do telhado, mas é trabalho para gente especializada, a preocupação é não descaracterizar o local", contam. Outras diversões? " O quarteirão fechado da praça JK. É lindo e é point", contam. "Após a missa das 20h é lugar de namoro", brincam. Diversão mesmo é o Boi da Manta. Desfiles pré-carnavalescos, com animais feitos de balaios, seguido corte caricata (os Marmotas), que remete a antigas folias dos escravos. Em 2004 os desfiles acontecem 12, 14, 17, 19, 21 de fevereiro e após o desfile tem Carnaval. Entre as alegorias, mais folclore: o Mulherão, remete a história de uma loura gigante que aparecia andando sobre fios de luz como bailarina. Já houve quem visse a mulher entrando num cemitério. "Eu nunca vi, mas acredito", brinca Valéria. Ela avisa que a cidade tem bons hotéis e teatros. Restaurantes? O Taberna ou Vila Rural, um mais simples e outro um pouco mais sofisticado.
Museu do Folclore Saul Martins Rua Francisco Lima, 12, Centro, Vespasiano, (31) 3621-3268. De terça a sábado, de 13h às 18h. Entrada franca.
6 - Estudo analisa o cordel como instrumento de resistência cultural
Fonte: LIMA, Paulo. O cordel em questão. Balaio de Notícias Webjornal. Ed. 45, Aracaju, 21-28 dez. 2003. (www.sergipe.com/balaiodenoticias)
Alan Barreto, professor e coordenador dos cursos de Jornalismo e Publicidade da Universidade Tiradentes, em Sergipe, defendeu dissertação de mestrado, em que analisa o cordel como forma de resistência cultural a hegemonia das classes dominantes.
O trabalho, intitulado "Comunicação social e resistência cultural na literatura de cordel", apresentado na Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi realizado sob a orientação do professor Mohammed El Hajji.
7- J.Borges, um dos maiores gravadores populares do Brasil, expõe em Nova York
(Fonte: VICTOR, Fábio. J. Borges, o folkcomunicador pernambucano, chega ao apogeu da cultmídia novaiorquina. Folha de S. Paulo, 08 de dez. 2003)
Pouco conhecido no Brasil, Borges vai em abril de 2004 pela sexta vez aos EUA participar de exposições e comandar oficinas de xilogravura (gravura em madeira). Com ateliê na cidade de Bezerros, no agreste pernambucano, J. Borges é apontado por muitos, incluído o escritor Ariano Suassuna, como o maior gravador popular do país.
Em sua próxima viagem, volta a Santa Fé, onde está o Museu de Arte Popular do Novo México, em cujo acervo há várias gravuras suas. Dessa vez vai também a Nova York, expor no Museu do Barro.
Borges já esteve Suíça, na França, na Alemanha, em Portugal, em Cuba e na Venezuela. Ilustrou o livro "As Palavras Andantes", de Eduardo Galeano.
Aos 20 anos começou a comprar e vender folhetos, atividade que mantém até hoje ou seja, além de cordelista e gravador, Borges é também um dos poucos revendedores de cordel que resistem no interior pernambucano.
Como autor, seu maior sucesso é o folheto "A Chegada da Prostituta no Céu", de 1981, que vendeu até hoje cerca de 100 mil cópias, numa estimativa informal do autor.
Borges começou como cordelista e virou gravurista para ilustrar a capa dos próprios folhetos. Nas duas linguagens, aborda o universo sertanejo e cria personagens fantásticas, como o "Monstro do Sertão", animal com um sol no lugar da cabeça, e "A Mulher-Passarinho".
Em 2002, toda essa história foi condensada pelo artista no livro "Memórias e Contos de J. Borges", em edição artesanal -construído com tipos móveis e rodado numa impressora tipográfica de 1913. A obra reúne histórias da vida de Borges, cordéis, gravuras e pensamentos soltos. Na página 67, escreve: "Assim como tudo que faço, nunca tive escola, e sempre o público admira".
Memórias e Contos de J. Borges - Edição do autor, 300 p. (R$ 20,00)
Pedidos pelos tels. (81) 3728-0364/3673 e 9937-3838.
8 - Joseph Luyten é agora personagem da literatura de cordel
Durante mais de trinta anos, o Prof. Dr. Joseph Luyten dedicou-se ao estudo da literatura de cordel, objeto que ele introduziu como tema de pesquisa em universidades japonesas e holandesas. No final dos anos 90, ele atuou como Professor-Visitante da Universidade de Poitiers (França), onde ajudou a organizar o Acervo Raymond Cantel, a maior coleção de literatura de cordel existente na Europa. Atualmente, o Dr. Luyten é docente do Programa de Pós-/graduação em Comunicação Social da UMESP, onde coordena o projeto temático "Folkmidia", dedicado à análise das apropriações midiáticas da cultura popular.
Essa valorização acadêmica da cultura popular pelo Professor Luyten, holandês naturalizado brasileiro, vem de ser reconhecida pelo cordelista cearense Toni de Lima, que acaba de lançar o folheto "A História de Joseph Luyten - o criador da Folkmídia". Trata-se de uma publicação da Tupynanquim Editora, datada de outubro de 2003, com capa de Klévisson Viana.
O conceito de Folkmídia é assim apreendido pelo poeta cearense:
"O que é a Folkmídia ?
Você precisa saber
É introduzir o folclore
Mostrar com muito prazer
Na TV, rádios e jornais
Prá ele sobrevier"
Os interessados em adquirir o novo folheto podem escrever para: kleviana@ig.com.br.
9 - Congresso CCCC 2004 em Portugal
A SOPCOM Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação promove, entre os dias 21 e 24 de abril de 2004, o encontro CCCC 2004 Ciências da Comunicação em Congresso na Covilhã na Universidade da Beira Interior.
O CCCC 2004 agrega os congressos da Lusocom (VI Lusocom) e do Ibérico (II Ibérico).
Mais informações no site
www.cccc2004.ubi.pt
10 - Expediente
O JORNAL DE FOLKCOMUNICAÇÃO é uma publicação da Rede FOLKCOM e conta com o apoio da Cátedra UNESCO de Comunicação e Desenvolvimento Regional/ UMESP Universidade Metodista de São Paulo, cujo titular é o Prof. Dr. José Marques de Melo.
Rede Folkcom
Diretoria
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Rosa Nava (Unimonte)
Samantha Castelo Branco (UniFIAM)
Fábio Corniani (Univap)
Marlei Sigristi (UFMS)
Alfredo DAlmeida (UMESP FAMEC)
Editores: Alfredo DAlmeida e Lilian Assumpção
Equipe editorial: Aurélio Fernandes Souza e Eliane Almeida
Conselho editorial: Antonio Barros, Cristina Schmidt, Guilherme Rezende, José Marques de Melo, Joseph Luyten, Maria Cristina Gobbi, Marlei Sigrist, Osvaldo Trigueiro, Roberto Benjamin, Rosa Nava, Samantha Castelo Branco, Sebastião Breguez e Severino Lucena.
Edição digital: Maria Cristina Gobbi (UMESP) e Keila Baraçal (UMESP).
E-mail: redefolkcom@yahoo.com.br
Atenção:
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